quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O milagre do sol de Fátima: 11 explicações desacreditadas, 2 crentes e a aparição de São José

El milagro del sol de Fátima: 11 explicaciones descreídas, 2 creyentes y la aparición de San José


Reportagem de 11 de maio de 2017

Cem anos se cumprem este sábado das primeiras aparições da Virgem em Fátima e o Papa Francisco visitará o santuário mariano para comemorar este centenário e canonizar a dois dos videntes, os pastorzinhos Francisco e Jacinta. Além das mensagens que receberam de Maria foram testemunhas como as milhares de pessoas mais do assim conhecido "milagre do sol dançante" que se produziu em outubro desse mesmo 1917.

Em que pese a quantidade de testemunhas, inclusive não crentes, se têm publicado todo tipo de teorias para tentar justificar que o que se viu não era um milagre nem nada parecido, algumas das mais absurdas. Em um tom divertido, Matthew Archbold recopilava estas supostas explicações e aportava duas baseadas na fé, recolhidas todas elas por Cari Filii News:

Até a imprensa laicista e anticlerical acreditava

Do que ocorreu em outubro de 2017 há fatos irrefutáveis: um documento, o artigo no grande diário português “O Século”, anticlerical, equivalente, por exemplo de “O Globo” no Brasil atual. O jornalista Avelino de Almeida, laicista, nada católico, que em todos seus artigos prévios se burlava da religiosidade de Fátima, se apresentou no lugar dos fatos, onde a Virgem de Fátima havia anunciado “um sinal”. Explica que ali se congregaram umas 70.000 pessoas. E descreve:

“Ante os olhos assombrados da multidão, cujo aspecto era bíblico, de pé, cabeças sem guarda-chuvas, olhando com atenção o céu, o sol tremeu, fez incríveis movimentos repentinos fora de qualquer lei cósmica, o sol ´bailou´ segundo a expressão da gente”.


O blogueiro católico Matthew Archbold, em seu blog CreativeMinorityReport, realizou uma recopilação com linguagem divertida e amena de como “os secularistas têm amassado uma enorme quantidade de explicações de por que não deveríamos crer o que vemos ante nossos próprios olhos. Eis aqui as assombrosas razões que acumularam para que creiamos que nada especial passou em Portugal esse grande dia”.

Santa Luzia, Vírgem e Mártir

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Uma virgem e mártir de Siracusa, na Sicília, cuja festa é celebrada pelos latinos e gregos em 13 de dezembro.

 De acordo com a história tradicional, ela nasceu de pais ricos e nobres por volta do ano 283. Seu pai era de origem romana, mas a sua morte prematura a deixou dependente de sua mãe, cujo nome, Eutíquia, parece indicar que ela veio da região da Grécia.

Como muitos dos primeiros mártires, Luzia tinha consagrado sua virgindade a Deus, e ela dedicava todos os seus bens materiais ao serviço dos pobres. Sua mãe não era tão devota, mas numa ocasião se ofereceu, quando Luzia realizava seus propósitos generosos. A fama da virgem mártir Ágata (Águeda), que tinha sido executada cinquenta e dois anos antes na perseguição de Décio, estava atraindo visitantes à suas numerosas relíquias em Catania, a menos de cinquenta milhas de Siracusa, e muitos milagres eram operados por sua intercessão. PORTANTO Eutíquia foi convencida a fazer uma peregrinação a Catania na esperança de ser curada de uma hemorragia da qual ela vinha sofrendo há vários anos. Lá, ela foi de fato curada, e Luzia, valendo-se da oportunidade, convenceu sua mãe a deixá-la distribuir uma grande parte de suas riquezas entre os pobres.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O "Feminismo" e a "ideologia de gênero"


-Feminismo: Olá, muito prazer me chamo Feminismo.

-Ideologia de gênero: Olá, eu sou Ideologia de gênero. Prazer. A que te dedicas?

-Feminismo: Eu luto pela segurança e a exaltação da mulher, e ponho em controvérsia e rivalidade os homens contra as mulheres para que não haja mais violência de gênero e não morram mais mulheres oprimidas pelo patriarcado machista. Te unes a minha causa?

-Ideologia de gênero: Pois eu faço todo o contrário, eu sustento que o "gênero" não é mais que uma construção social que devemos derrubar, já que o conceito de "homem - mulher" é só uma invenção de nossas mentes e temos que romper com os paradigmas e criar um "mundo melhor" para os que são discriminados por sua orientação sexual. E falando de discriminação; Tu, Feminismo, vás contra meus princípios porque evidentemente promoves esta mesma construção insistindo na distinção de homem e mulher já que "defendes" as MULHERES dos HOMENS. A mim me criaram para evitar o crescimento populacional, pelo fato de que pessoas do mesmo sexo não se reproduzem já que as únicas potências do mundo são países com numerosos habitantes.

-Feminismo: Mas algo temos em comum, a mim me criaram para pôr em oposição a seres compatíveis entre si, para criar inimizade entre homem e mulher para que não possam também reproduzir-se.
-Ideologia de gênero: Pois sejamos amigos então, tu promoves minha causa e eu promoverei tua causa. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Contos com moral da história: “Um teste para descobrir a autêntica santidade”


A história que lhes trago hoje é real. Aconteceu com São Felipe Neri a finais do s. XVI.
Durante a vida de São Felipe Neri existiu uma monja na Itália que tinha fama de santidade. Se dizia que continuamente tinha revelações e locuções do céu. Um dia, o Papa mandou precisamente o padre Felipe ao convento onde vivia a citada monja para que avaliasse sua santidade.
Estava São Felipe caminhando pelas ruas de Roma, quando de pronto sobreveio um grande aguaceiro. Ainda que o santo se cobrisse como pôde, logo as ruas se encheram de barro. Ele, empenhado em cumprir o encargo que lhe havia dado o Papa prosseguiu todo empapado e embarrado até o convento. Chegando ao convento, perguntou em seguida pela monja e….
-Precisamente, disse a irmã porteira, aí vem a santinha com outras três irmãs,- pois quase todas as monjas do convento estavam assombradas das revelações que a santa dizia ter.
A irmã caminhava mui séria e afligida, sem prestar atenção a ninguém e com a mente perdida em Deus.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Movimento de Jerusalém foi criado para gerar caos


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(Jeffrey Epstein executou uma operação de chantagem para o Mossad.)
























O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel é parte de um plano de longo prazo para a hegemonia global maçônica judaica (Illuminati, comunista). A ação gratuita de Trump enfureceu o mundo inteiro, especialmente 1,8 bilhão de muçulmanos, ou 25% da população mundial. O sionismo versus o islamismo foi a receita de Albert Pike para a Primeira Guerra Mundial.


O trabalho de Trump não nos é nos guiar à Terra Prometida. Seu trabalho, tenho medo, é polarizar e dividir. Todos são maçons: Trump, Hillary, Putin, May, Merkel, George Soros, Netanyahu etc. A maioria dos membros do Congresso são. Stalin, Hitler, FDR e Churchill foram. O objetivo não é uma solução ou outra. Direita ou Esquerda. Sionismo ou islamismo. Comunismo ou Fascismo. O objetivo é o próprio conflito - bloqueio, guerra e caos. Ordo ab Chao.

Eles estão transformando o mundo. Guerra e caos são como eles fazem isso.

Maçons dividiram-se em equipes de temes comunistas e sionistas. Maçons e Judeus Illuminati estão em ambos os lados de cada conflito.

Pensamos que Trump ou Brexit representaram contratempos para os globalistas. Mas eles não são constrangimentos se o caos for seu objetivo. Estamos sendo levados por um culto satânico extremamente inteligente e poderoso.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dia da Imaculada Conceição



8 de Dezembro

A Imaculada Conceição de nossa Mãe, a Virgem Maria, é uma verdade revelada: que Ela foi concebida no seio de sua mãe, sem mancha de pecado original.

I. pecado original

Para especificar o alcance deste singular privilégio da Virgem, devemos lembrar o que a Igreja nos ensina sobre o pecado original, o modo de transmissão e suas consequências no homem.

O livro sagrado declara pela boca de Eva, o diálogo entre a primeira mulher e a serpente, a quem Eva revela que Deus é esplêndido com eles, apenas os proibiu, que entre as atrações do paraíso, não comecem o fruto da árvore no meio do jardim: não comam, nem toque, porque se o fizerem, morrerás.

A serpente astuta apresenta a Eva um argumento sutil: “Você não vai morrer de forma alguma; Deus sabe bem que no dia em que você comer, seus olhos serão abertos e você será como Deus, sabendo o bem eo mal”. [1]

Foi tocada a ambição humana, os primeiros pais têm mais do que condições prodigiosas, mas ainda anseiavam pela maior perfeição: ser como Deus.

A vaidade os fazem esquecer a proibição de Javé e desobedecer a Ele. Deus os castiga expulsando-os do paraíso e anunciando uma série de sofrimentos e tristezas.

Venceu a serpente. De agora em diante, ela será a rainha da humanidade: todas as pessoas nascidas até o final dos séculos terão seu carimbo infernal assim como os animais marcados pelo fogo  para conhecermos o seu dono.

A serpente ganhou no primeiro combate, deixando a humanidade vítima do pecado original com consequências tristes, mas enquanto a serpente se alegra em seu triunfo, e os primeiros pais saem humilhados do paraíso, a promessa ressoa: “E eu colocarei inimizade entre você e a mulher e entre sua descendência e a dela: esta te esmagará sua cabeça e tu ferirás seu calcanhar”.

Satanás se sente derrotado, agora com a advertência de Javé; depois com a realidade da mulher.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Quatro sacerdotes que preferiram o martírio à revelar confissão

Cuatro sacerdotes que prefirieron el martirio antes que revelar el secreto de confesión

Tradução de Airton Vieira – Depois que o Arcebispo de Melbourne na Austrália, monsenhor Denis Hart, afirmou que preferia ir ao cárcere antes que romper o segredo de confissão, devido uma possível ingerência do Estado, ACI Prensa relembra 4 sacerdotes que defenderam ao extremo o sigilo sacramental.
Em 14 de agosto a Royal Commission, entidade criada na Austrália para investigar os casos de abusos sexuais, propôs que os sacerdotes da Igreja Católica rompam o segredo de confissão quando saibam de algum caso de abuso sexual.

Não obstante, o Código de Direito Canônico que rege a Igreja Católica assinala que “o sigilo sacramental é inviolável; pelo qual está terminantemente proibido ao confessor descobrir o penitente, por palavra ou qualquer outro modo, e por nenhum motivo”. Aquo os 4 sacerdotes que defenderam até o extremo o segredo de confissão.

O cisma Luterano não era religião, era nacionalismo germânico

El cisma luterano no era religión, era nacionalismo germánico: tesis de María Elvira Roca en El País

Tradução de Airton Vieira – A filóloga María Elvira Roca Barea, autora de Impériofobia y Leienda Negra (Siruela), publicou um artigo em El País assinalando os pontos chave entre o nacionalismo alemão e o orgulho pela figura de Martinho Lutero, fundador do protestantismo.

Roca Barea assinala que Lutero não foi um exemplo de pessoa bondosa nem equilibrada: foi ferozmente antissemita, contrário à liberdade de religião, anti-latino, exortou à caça de bruxas e à matança de camponeses rebeldes e o cisma que impulsionou e lançou a Europa a sangrentas guerras de religião.

Como é então que a Alemanha se mostra tão orgulhosa desta figura e celebra com pompa o Quinto Centenário de suas teses de Wittemberg? "Em 1983 passou sem pena nem glória na Alemanha federal o quinto centenário do nascimento de Martinho Lutero, tão festejado nos tempos de Bismarck", relembra.

Sua resposta é que a Alemanha volta a sentir-se nacionalmente poderosa, politicamente triunfante, e Lutero torna a ser parte da propaganda nacionalista da Alemanha atual.

Mas isso sempre implicará, previne ela, vituperar a cultura latina, mediterrânea, e sua expressão cultural católica, como se tem feito durante séculos.


Roca Barea, que não é pessoa religiosa, não estuda a controvérsia teológica, mas o uso nacionalista que a Europa do norte tem feito do protestantismo contra a Europa do sul. Essa é a razão do atual orgulho institucional alemão por uma figura que nos anos 80, com a Segunda Guerra Mundial mais presente e a Alemanha dividida, não se atreviam a celebrar. 



Publicamos em seguida o artigo íntegro de María Elvira Roca Barea.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Santa Bárbara



4 de Dezembro

Vírgem e Mártir


Apresentamos aqui ao católico um pequeno resumo da vida de Santa Bárbara, exemplo de cristã que deu sua vida e derramou sangue por amor a Nosso Senhor.
A abordagem aqui é católica sem o diabólico sincretismo que a diluiu no paganismo do candomblé, desgraçadamente, muitos católicos por culpa ou desinformados pelo próprio clero, prestam oferendas idolátricas a entidades falsas.






Nascida na cidade de Nicomédia, atual Izmit, Turquia, século III. Não há nenhuma referência a St. Barbara contained in the Santa Bárbara contida no authentic autêntico early  historical histórico authorities das autoridades for Christian antiquity, neither does her name appear in the original recension of St. Cristãs da antiguidade, nem o seu nome aparece na recensão original do martirológio de São JerônimoJerome's martyrology .Veneration. A veneração of the saint was common, however, from the seventh century. da santa ficou comum, no entanto, a partir do século VII. At about this date there were in existence Mais ou menos nessa data havia a existência legendary do notório Acts Ato of her martyrdom which were inserted in the collection of Symeon Metaphrastes and were used as well by the authors (Ado, de seu martírio que foi inserido na coleção de Simeão Metaphrastes e foram usados ​​também para ampliar o martirológio composto durante o século IX Western na Europa Ocidental. Europe  According to these narratives, which are De acordo com estes relatos, que são essentially essencialmente the same, Barbara was the daughter of a os mesmos, Barbara era a filha de um rich rico heathen named pagão chamado Dioscorus Dióscoro .. She was carefully guarded by her father who kept her shut up in a tower in order to preserve her from the outside world. Ela foi cuidadosamente guardada por seu pai, que a mantinha trancada em uma torre a fim de preservá-la do mundo exterior. Por ser muito rica e bela, An várias offer ofertas of de marriage casamento which was received through him she rejected. foram feita ao pai mas, foram todas rejeitadas por ela.

Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as “desfeitas” da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essas visitas ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ensinamentos de Jesus, sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria a batizou.Before going on a journey her father commanded that a bath-house be erected for her use near her dwelling, and during his absence Barbara had three

domingo, 3 de dezembro de 2017

A guerra contra o Cardeal Sarah



Marco Tosatti para First Things. Tradução de Airton Vieira

Quando o cardeal Gerhard Müller foi destituído de seu posto no Vaticano, o principal objetivo do círculo que rodeia Francisco foi o Cardeal Robert Sara, prefeito da Congregação para o Culto Divino. Seu último golpe é a publicação de uma carta de “correção” dirigida ao Cardeal Sara e assinada por Francisco. Publicado no domingo, a carta foi celebrada como uma humilhação justa do cardeal e acompanhada de chamadas para sua renúncia.
A princípios deste outono, Francisco emitiu Magnum Principium, um documento que outorga às conferências episcopais uma maior liberdade para fazer suas próprias traduções de textos sagrados e liturgia. O cardeal Sara respondeu com uma carta que oferecia uma leitura limitada do documento, preservando o mais possível o poder de Roma para evitar más traduções (como o desejo dos bispos alemães de traduzir pro multis como “para todos”, em lugar de o corrigir “para muitos”).

Francisco declarou publicamente que Sara está equivocado, e que o Magnum Principium reduziu o poder de supervisão de Roma.

Showman: O mal intrínseco do Novus Ordu




Na Missa do Vaticano II, o showman é mais importante do que o Alter Christus, queira  ou não, bom celebrante não  invalida a missa, mas a distorce em sua missão estabelecida pelos Quatro Fins do Santo Sacrifício. Refiro-me aos fatos.

Vejamos uma comparação triste, mas lembrando que o Vaticano II pediu o auxílio para a mudança da Liturgia para vários cabeças de “igrejas” protestante. Para isso, a chave da liturgia é “o livro”, não o Altar do Sacrifício. As igrejas anglicana e protestante, a religião do livro como a maometana, foram prestigiando as cadeiras do pastor com o livro e tirando o Altar. O pastor dirige, canta, prega, o pastor como “animador” é o centro da liturgia protestante. A fé está no livro de maneira cega e, portanto, naquele que me diz. E como ‘cada mestre com seu livreto”, milhares de seitas e divisões nasceram de acordo com a visão fideísta do pastor de plantão. O pastor centraliza seu rebanho em sua liturgia para que fiquem fiéis e proselitistas. A verdade ficou louca - diria Chesterton definindo uma heresia - da Cristocêntrica Verdade Católica.

Ao contrário da posição luterana, desde a época da liturgia patrística, raiz do tradicional da Igreja Católica, tudo estava centrado no Altar, na Hóstia e no Sacrifício, para que tudo seja Cristo. Durante o tempo das catacumbas, a missa foi celebrada no féretro- dos últimos mártires retirados para o enterro. O Altar, nesses primeiros três séculos, era aquela caixa que continha os ossos triturados pelos animais no testemunho - martírio - de Cristo que se identificavam com o Crucificado do Gólgota “ao qual não se quebraram nenhum osso”, porque “se assim tratam o árvore verde, o que eles não farão com a seca”. O sangue dos mártires é misturado com o Sangue do Mártir para a Excelência. O Sacerdote, sempre em Persona Christi, está sacrificando sobre o Altar oferecendo ao Pai Eterno a Santa Hóstia, o único infinito que a natureza humana produziu via hipostasia com o Verbo Pontífice. O centro, para todos os fiéis que olhavam para o Sol que nasceu, foi o Cristo da Cruz, compartilhando sua natureza divina graças ao Sacerdote Pontífice que revivia incruenta a Última Ceia do aviso e do mandato. O Centro era derramar o Sangue com Cristo e por Cristo pela Redenção de muitos. Isso foi assim, isso foi desejado assim, isso foi visto como “o que vimos, o que tocamos, é disso que falamos”. E a tradição veio assim ...


sábado, 2 de dezembro de 2017

Parusia em castellani. A providência e os profetas finais









Tradução de Airton Vieira – É um trabalho árduo apresentar Leonardo Castellani e ademais apresentar um tema tão controverso e também escondido como é a Parusia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas tomemos o touro pelos chifres (ainda que nunca tenha visto fazer isso um toureiro ou um criollo dos Pampas, mas segundo o refrão é ir direto à coisa, como o porco à batata, que dizemos por aqui), e pincelemos o cura.

O Padre Leonardo Castellani[1] foi um luzeiro argentino que cresce com o tempo. Nasceu na selva do chaco santafesino[1] em 1899, filho de famílias nobres por parte da mãe e de italianos inteligentes e lutadores por parte do avô e pai, este assassinado pela polícia em épocas nas que um jornalista não podia falar contra a oligarquia partidocrática. Marcou a ferro o menino de 6 anos que há menos de três havia enfermado e perdido um olho pela alta febre; aprendeu a ler com sua avó aos três anos e meio, e leu tudo o que havia até sua morte apesar da limitação. Estudante destacadíssimo nos colégios dos jesuítas, noviço piedoso, mestre desde tenra idade, escritor de renome antes dos 21 anos (Camperas), crítico literário em nove línguas; filósofo em Roma discípulo do Pe. José Marechal SJ, introduz Marcel Jousse[2] na Argentina; teólogo e doutor sacro de primeira ordem da gregoriana, e doutor em filosofia aplicada à psicologia com tese na França e trabalho de campo em vários centros psiquiátricos europeus.

Escritor claro, agradável, gracioso, profundo, para todos os níveis da apreensão e educação. Seus mais de cinquenta livros são de duas ou mais leituras e a análise das consequências dos fatos que estuda se foram dando nos campos religiosos, políticos, educativos, jornalísticos. Explicou que profeta não é só aquele que vê o futuro pela Graça de Deus, mas também aquele que, também pela Graça de Deus, pode ler uma profecia realizada nos fatos. Castellani foi profeta seguramente pela segunda acepção. A vida espiritual sofrida e obediente o demonstram como um místico porque “em todo momento seguiu a voz do Espírito que lhe falava em sua consciência”, segundo nos explicou o que era um santo.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Epílogo

Do livro publicado aqui por capítulos 

500 ANOS DE REFORMA: UM BRINDE!(?) – AIRTON VIEIRA

EPÍLOGO

Caro leitor, se você, não sendo católico chegou até aqui, passando por toda a via crucis deste livro, permita partilhar minha felicidade movida por três razões.

A primeira, porque independentemente de suas motivações foi preciso travar uma luta constante ao menos contra a ignorância, a soberba, a malícia e a covardia, o que não é tarefa fácil. Como de Deus procede o querer e o executar (cf. Fil II, 13), graças sejam dadas a Nosso Senhor Jesus Cristo por sua perseverança, e grato por permitir a atuação da Graça.

A segunda, porque se a intenção que o moveu a esta leitura for reta, não resta dúvida de que o bom Deus, pelas mãos amorosas de Sua e nossa Mãe, o guiará para ou de volta à Casa Paterna (cf. Lc XV, 11-24).

A terceira, porque ainda que a intenção tenha sido a de contestar, isto só poderá ocorrer pelo estudo sério e desapaixonado, ou simplesmente pelo uso da razão, acima e além das emoções e dos sentimentos, uma vez que Deus não se importa com tais coisas: Ele se importa com a nossa salvação.

*

Nosso Senhor questionou (e questionou-nos) acerca da fé no mundo, in­dagando se ainda a encontraria quando retornasse à Terra (cf. Lc XVIII, 7s). Partindo de Deus, a questão não pode ser minimizada. Faltar a fé no mundo é faltar o ar que dá a vida, o sol que aquece, ilumina e faz crescer. Faltar a fé, portanto, é instalar o caos. Caos de fato de algum modo já instalado pela falta ou mau uso que a humanidade vem fazendo da fé. E por que isto? Porque não se trata de qualquer tipo de fé ou de crença. Não se trata de “acreditar em algo”, de dizer que “Deus é um só”, que “todos os caminhos levam a Deus”, pois “... também os demônios o crêem...” (Tg II, 19); não por isso deixam de ser moralmente maus e estar eternamente condenados. A fé está ligada a regras, a preceitos e mandamentos que o Criador estipulou desde antes da Criação do mundo, associados às leis naturais e destinados às criaturas em geral, para que ninguém utilize como desculpa o desconhecimento das leis divinas obtidas pela simples observação da realidade concreta, ou seja, pelo senso comum, que é o bom senso. Esta realidade ou a aceitamos ou a rejeitamos. Mas cabe salientar, aqui me dirijo aos de portadores de ignorância vencível.

sábado, 25 de novembro de 2017

Leonardo Castelleni, defensor da Tradição



Tradução de Airton Vieira – Semblante grave e enxuto, sobrancelhas prateadas, cachimbo em riste, cachecol emaranhado ao pescoço, vestido de batina negra e boina basca, lendo com olhar perscrutador que penetra as entranhas de cada livro. Mente lucidíssima e preclara, fiel filho de Santo Inácio de Loyola. Santo sacerdote amante da Tradição e a sana doutrina, excelente pregador, jornalista incisivo, literato brilhante e gênio criativo, personagem polêmico por sua valentia em denunciar o farisaísmo, profeta do caos atual…É sem dúvida uma figura riquíssima, poliédrica e transcultural.

Daniel Francisco Giaquinta, jornalista e professor de Oratória, teve a dita de ser seu discípulo e estudar com paixão sua riquíssima obra. Nesta singela entrevista nos presenteia uns traços muito elementares de quem foi Castellani, a modo de canapé, para abrir-nos o apetite e degustar sua riquíssima produção literária.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O celibato, dom de Cristo a sua Igreja




Queridos irmãos, o celibato sacerdotal é um maravilhoso dom de Nosso Senhor Jesus Cristo a sua Igreja. Conhecendo a debilidade e dureza de seus filhos, em sua infinita sabedoria, onipotência e caridade, não fez do celibato uma lei divina, deixou que fosse uma lei eclesiástica. Mas não menos desejada já amada por Ele. O Senhor quer seus sacerdotes célibes, castos, puros e santos. Se não o são, devem sê-lo; e este desejo do Senhor sempre permanecerá na Igreja até o fim dos tempos, como permanecerá Ele. Sempre a debilidade do homem questionou o celibato na Igreja; e sempre os Papas tiveram que impor sua autoridade para resolver o problema. O celibato é inerente à Igreja de Jesus Cristo, não se pode conceber a Igreja católica sem o celibato, como tampouco sem o Santo Sacrifício da Missa.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nazi-fascismo e Marxismo-leninismo duas caras da mesma moeda liberticida

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É muito frequente que, em conversas e debates sobre questões sociais, políticas e econômicas, há quem recorre à rotulagem, para rotular como “nazistas! ou “facistas” aqueles que se atrevem a questionar ou se opor aos que se autodenominam “esquerdistas”, é um recurso de propaganda muito acossado pelos seguidores do marxismo em geral, desde que começaram a dar os primeiros passos; A intenção, obviamente, é desqualificar, imobilizar, isolar, condenar ao ostracismo aqueles que se mostram insubordinados, aqueles que não se inclinam para seus ditames e mais para aqueles que se atrevem a questionar sua suposta “superioridade moral”.

Embora a propaganda de esquerda diga o contrário, o fascismo, o nazismo e o marxismo-leninismo têm as mesmas bases filosóficas. Todas essas ideologias são igualmente liberticidas, intervencionistas, coletivistas e totalitárias.

Tanto as doutrinas fascistas como as nacional-socialistas (nazista) não estão longe do marxismo-leninismo, pelo contrário, têm afinidades íntimas e semelhanças, elas têm as mesmas idênticas raízes.

Regimes totalitários - o mesmo se aplica ao modelo nazi-fascista como ao modelo marxista-leninista - não concede às pessoas qualquer direito frente a coletividade, todos afirmam que os cidadãos estão sujeitos ao Estado onipotente e onipresente.


O Estado socialista (seja o “Estado nacional-socialista”, ou “Estado socialista marxista-leninista”, ou o “Estado corporativista fascista” que segue o modelo Mussolini ...) invade todas as áreas da atividade humana - pretende impor sua presença em todas as áreas - enquanto limitam a liberdade individual. O Estado é entendido como o principal e as pessoas apenas como acessórios que só valem quando é “desindividualizado” e se submete ao coletivo. Em qualquer tipo de “estado socialista”, que devemos chamar sem medo de “ditadura”, a pessoa carece de autonomia e sua dignidade é esmagada pelo Estado, para que possa cumprir as obrigações que a comunidade exige; O que é importante para o Estado é cumprir seus objetivos (os objetivos que a vanguarda revolucionária programou, os novos gerentes da moral coletiva), independentemente dos meios, mesmo que os “meios” sejam pessoas que tiveram  arrebatadas sua dignidade como tal ...

Santa Cecília, padroeira dos músicos



22 de Novembro

Santa Cecília, virgem e mártir, tem seu dia em 22 de novembro. Ela era uma mulher de família patrícia romana. Cristã piedosa, desde menina quis consagrar-se a Deus como virgem. Seu pai tinha outros planos e arranjou seu casamento com um jovem chamado Valeriano que não sabia da virtude de Cecília. No mesmo dia do casamento a esposa comunicou ao marido seu compromisso íntimo com Cristo e que ele não devia tocá-la como sua esposa. O marido incrédulo, a conselho de sua esposa, aceitou o convite para ser batizado e, então, viu um anjo ao lado de sua esposa como prova de que Deus queria a virgindade para ela. Ele fez isso depois de receber o sacramento e voltando para Cecília, teve uma visão de um anjo. Isto causou a conversão de seu irmão Tibúrcio. Depois os dois irmãos foram inteiramente dedicado à evangelização.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ex ministro do STF afirma incompatibilidade da Constituição "cidadã" e os valores da população

Roma de Sempre

Repetir por exaustão uma mentira, com o tempo faz parecer que a mentira repetida se consolide como verdade e passe a ser aceita pela maioria. A minoria que ainda continua a ver que pau é pau e pedra é pedra, se sente acuada em se manifestar. A minoria silenciosa que tem razão fica com receio de mostrar o óbvio para a maioria imbecilizada pelas mentiras repetidas.

A situação comentada acima não se difere da grande mentira universal chamada democracia. A maioria demente de tanto ouvir repetir a falácia democrática na imprensa judaico-maçônica, nas universidades por professores marxistas, revistas e todos os meios de entretenimento. Não há onde não se repita sobre o tal Estado Democrático de Direito.

Mas alguns poucos (poucos em relação à maioria) mas já o suficiente para incomodar o governo secreto do mundo (judaico-maçônico-comunista) já despertam e, ainda que não tenham fé, percebe que estamos diante de uma tirania mundial anticristã que, através de sua face visível, ONU, montam estados totalitários que oprime, bem ao estilo comunista, com leis que destroem toda a ordem moral e social totalmente incompatíveis com o bem estar social.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os erros da Rússia mais vivos que nunca no centenário da Revolução




Entre alguns - até mesmo católicos - há uma certa perplexidade a respeito dos “erros da Rússia” e sua expansão subsequente por todo o mundo profetizada por Nossa Senhora em Fátima em 1917. Se se trata do marxismo, não seria melhor falar de erros alemães, tanto pela  origem de Marx e Engels como por sua marca hegeliana(1)? E, por outro lado, se o triunfo do Coração Imaculado ainda não chegou, como é que o comunismo parece ter deixado de existir como uma ameaça à Igreja e à civilização?

(1) Georg Wilhelm Friedrich Hegel – fillósofo alemão que defendia que a lei cujo desenvolvimento necessário engendra todo o universo é a da dialética, segundo a qual toda ideia abstrata, a começar pela de ser, considerada no seu estado de abstração, afirma necessariamente a sua negação, a sua antítese, de modo que esta contradição exige para se resolver a afirmação de uma síntese mais compreensiva que constitui uma nova ideia, rica, ao mesmo tempo, do conteúdo das duas outras. Em resumo, o pensamento de Hegel é anti-intelectual, pois ignora um princípio da inteligência humana; o princípio da não contradição. Essa fórmula predomina no pensamento de Karl Marx e seus sequazes comunistas.

A resposta é bastante simples. Os “erros da Rússia” não se referem simplesmente ao antigo marxismo, nefasto, mas disfarçados em 1917 em partidos de trabalhadores de massas bastante moderados, como o SDP alemão e a SFIO francesa, mas à sua superação e aperfeiçoamento no mal que é o leninismo, que não é nada mais do que o ponto mais alto do maquiavelismo político, da idolatrada do poder e da imoralidade. E esse produto, bolchevismo ou marxismo-leninismo, seria trazido à luz por Vladimir Illich Ulyanov, Lênin, no calor das conspirações contra o regime czarista.

O que caracteriza essencialmente o marxismo-leninismo? Bem, em primeiro lugar, um elemento de práxis organizacional que, como tudo o mais na doutrina do autodenominado “socialismo científico”, esconde uma verdade teórica significativa: a substituição do antigo partido de massa (sempre “moderado” e de tendências “populistas”), pelo partido de quadros seletos e secretos de revolucionários profissionais, clandestinos, sempre prontos para a ação “apostólica” e “missionária”, especialmente nos lugares mais difíceis e diante de certos setores estratégicos da sociedade.

domingo, 19 de novembro de 2017

20 de Novembro: Dia da consciência negra ou do escravocrata Zumbi ?




Desmascarando mais uma lenda inventada por marxistas e que, desgraçadamente se solidifica na cabeça da população. Como sempre conta com a difusão por ideólogos no ambiente universitário,nas escolas e pela grande mídia "idiotizante" das massas, corrompendo a compreensão da história e assim, promovendo o ressentimento e baixa auto-estima da parte da população, sentimentos explorados por partidos marxistas para fomentar políticas de desagregação social.






Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, rara nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.

Essa informação parece ofender algumas pessoas nos dias de hoje, a ponto de preferirem omiti-las ou até censurá-la, mas na verdade trata-se do óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Na sua época não havia nada de errado nisso. Sabe-se muito pouco sobre ele, mas é certo que viveu no século XVII. E quem viveu próximo do poder no século XVII tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.

Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século XIX, em Angola e no Congo, donde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente.

sábado, 18 de novembro de 2017

Mons. Stagliano: «Os maçons estão fora da Igreja, ainda que sejam sacerdotes e bispos»

Mons. Stagliano: «Los masones están fuera de la Iglesia, aunque sean sacerdotes y obispos»
PARTICIPOU EM UM ENCONTRO ORGANIZADO PELO GRANDE ORIENTE DA ITÁLIA

Em 12 de novembro passado se celebrou em Siracusa (Sicília, Itália) o encontro organizado pelo grande Oriente da Itália, sobre «Igreja e a Maçonaria, tão próximos tão distantes». Mons. Antonio Stagliano, bispo de Noto, participou no evento e concedeu algumas declarações a La Croce.
17/11/17 17:32
(InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – Depois da reunião, Giovanna Armiño entrevistou para «La Croce» ao bispo de Noto, Mons. Antonio Stagliano, quem participou do Encontro. Estas são algumas de suas declarações ao final do evento:
«Creio que muitos católicos têm expressado sua preocupação e até indignação porque têm uma concepção da Franco-maçonaria que evidentemente é negativa. Os maçons seriam desses encapuzados, satanistas, mafiosos. Se isto é certo, inclusive posso entendê-los. Mas eu fui convidado a um debate público, com uma maçonaria que não parece ser uma sociedade secreta, e suas cabeças são visíveis. Fui capaz de pregar o Evangelho também a eles, porque me pediram que fale sobre a relação entre a Igreja e a maçonaria. Posto que sei pouco da maçonaria, pensei falar da Igreja Católica. Deixando libre à sua inteligência que compreendam se estão distantes ou próximos.

Apêndice – ECCE HOMO







Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu julgamento é o julgamento de Deus” (M. Lutero)

Na versão impressa deste livro denominada “Evangélico, graças a Deus!(?)”, o presente apêndice estava ausente por considerar que tanto as colocações ao longo do trabalho como as indicações de leitura (última postagem) seriam satisfatórias. Como a realidade nos mostra que às fontes já quase não se bebe, uma vez que, como li recentemente, na vida de “internautas” há muito face e pouco book, resolvi acrescentar nesta versão digital, como rabeira, umas notas sobre o autor mor da heresia protestante, o homem que pretendeu destruir o Catolicismo substituindo o Altar Mor sacrifical por suas festivas mesas de bate-papo[1]. Sem abandonar o objetivo a que me propus com este estudo, também aqui as informações serão concisas, retiradas de algumas fontes que logo serão fornecidas, para quem tiver a reta intenção da verdade e não tiver preguiça de encontrá-la.

Sei que isto não é um começo politicamente correto, afinal, qualidades neste inimigo não faltaram, a começar pela sagaz inteligência e firme determinação, exemplo a muitos católicos de bodas ou sétimo dia. Mas como muito será pedido a quem muito se conferiu, graças à soberba que da inteligência retira ou impede toda a sabedoria, pode-se, ainda hoje, cobrar desse distinto alemão a propagação de sua confusão individual à coletividade, pois antes ficasse trancafiado livre e espontaneamente em sua torre[2] colhendo dela, a exemplo de outro confinado[3], frutos de verdade e justiça.

Mas também há um segundo intuito a este apêndice, o que mais abaixo será explicitado.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A separação da Igreja e do Estado (A França pioneira)

O principal órgão do calvinismo, o Journal de Genève, por ocasião da convenção do Grande Oriente da França em 1906, confirmava nestes termos o que foi dito acima sobre a vontade da seita em aniquilar o cristianismo na França: “A Franco-Maçonaria está concentrada neste momento em Paris, onde quatrocentos delegados das diversas lojas do país deliberam. É um acontecimento de grande importância. Não é preciso esconder, com efeito, que a Franco-Maçonaria segura em suas mãos os destinos do país. Se bem que não conte senão com vinte e seis mil aderentes, ela dirige a seu bel-prazer a política francesa. Todas as leis de que o catolicismo se lamenta tão amargamente foram inicialmente elaboradas nas suas convenções. Ela as impôs ao governo e às Câmaras. Ela ditará todas as medidas destinadas a assegurar-lhes a aplicação.

Ninguém duvida disso, e nenhuma pessoa, nem mesmo as mais independentes,
ousariam contrariar de frente sua vontade soberana. Aquele que se permitisse apenas
desconhecê-la seria logo destruído. Desde que Roma dava ordens aos reis e aos
príncipes jamais se viu semelhante poder.

“A vontade da Franco-Maçonaria, ninguém mais o ignora, é destruir o catolicismo
na França. Ela não terá interrupção nem descanso enquanto não o tiver posto abaixo.
Todos os seus esforços tendem unicamente para essa finalidade”.

A Revolução já se dera por missão realizar esse desígnio.

Ela acreditou alcançá-lo com a constituição civil do clero. Através dela, separava
a Igreja da França de Roma e bem sabia que, abandonada a si mesma, a Igreja da
França não poderia subsistir muito tempo. O artigo IV do Título I da Constituição
rezava: É proibido a toda igreja ou paróquia de França e a todo cidadão francês
reconhecer, em qualquer caso e sob qualquer pretexto, a autoridade de um bispo
ordinário ou metropolitano, cuja sede estiver estabelecida sob o domínio de uma
potência estrangeira, nem a de seus delegados residentes na França ou em outra
parte”.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Lutero. Profeta ou Revolucionário? Pontos chave para um pensamento atual




Colunista Convidado: Martinho Lutero 500 Anos mais Tarde: Profeta ou Revolucionário? Pontos chave sobre um pensamento surpreendentemente atual.


Neste dia se cumprem os 500 anos do protesto de Martinho Lutero em Wittenberg, com suas 95 teses. É frequente retroceder até aquele 31 de outubro de 1517 –dia em que supostamente Lutero pregou essas 95 teses na porta da Catedral – como o começo da Reforma Protestante, se bem não todos os historiadores compartem esta visão. De fato, o verdadeiro ponto de inflexão luterano não o haveremos de encontrar no protesto de Lutero contra as indulgências, mas em sua “Experiência da Torre” (ou “do banheiro”, como o expressou Lutero, cf. Conversas à mesa, 3232c), a qual representa o Durchbruch, o ‘fragmento convincente’ da Reforma que se tornou ‘oficial’ no ano 1520, quando Lutero compôs sua De captivitate babilonica Ecclesiae, oferecendo sua nova doutrina sobre os sacramentos em relação à graça.

O evento para este aniversário foi recebido no mundo católico com uma emoção e um entusiasmo inesperados. Por exemplo, o cardeal Kasper, em um recente livro sobre Lutero considerado desde seu potencial ecumênico, nos convida a mirar ao antigo monge agostiniano como um novo São Francisco de Assis, quem simplesmente queria viver o Evangelho com seus irmãos; Lutero deveria ser enumerado “na longa tradição dos reformadores católicos que o precederam”. Recentemente, Monsenhor Galantino, secretário da Conferência Episcopal Italiana, disse que “a Reforma [Luterana] foi inspirada pelo Espírito Santo”.