terça-feira, 11 de dezembro de 2018

" Por tanto, Ele é Rei! "





"Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10:10), Jesus disse claramente. Esta vinda do Senhor Jesus não indica apenas a finalidade do seu ministério, mas supõe a vinda ao mundo de Alguém que está acima e é anterior ao mundo. Da missão de Jesus, penetramos melhor no mistério da sua adorável Pessoa. Para conhecê-lo melhor, é necessário conhecer melhor sua origem.

Sem dúvida, Ele assumiu uma natureza humana, mas isso não diminui sua dignidade divina. Quando diz que deve tudo ao Pai, ele simplesmente reconhece a paternidade de Deus, à qual está consubstancialmente unido ao Espírito Santo, desde toda a eternidade.


"Jesus é Deus"


Definir o que é o Senhor Jesus, tentar conhecê-lo melhor, aprofundar as suas relações com o Pai na Trindade, a missão eterna e sua missão no tempo, faz parte da nossa vida, podemos dizer de forma dramática: porque o que está em jogo no mundo atual em que vivemos é verdadeiramente a divindade de Jesus. Se Jesus é Deus, então Ele é o Senhor e o Rei de todas as coisas, das pessoas, das famílias, da sociedade, de todas as realidades que existem.

Se não estamos convencidos da divindade de Jesus, não possuímos  força para manter a fé n'Ele, Deus, Senhor e único Rei, diante da interferência do secularismo, nome moderno de ateísmo e falsas religiões, para a qual Jesus  não é rei, ele não é afirmado como Deus com todas as consequências que isso acarreta para a moralidade geral, moralidade do indivíduo, das famílias, do Estado.

A causa da ambígua liberdade religiosa, como é frequentemente afirmada hoje, que coloca todas as religiões no mesmo plano e concede os mesmos direitos à Verdade e ao erro, Jesus não é mais considerado a única Verdade e Ele que é a Fonte da Verdade.

"Somos pluralistas" (ou ecumênicos), diz-se hoje. O que significa "pluralismo"? Muitas vezes significa que Jesus é admitido, mas não reconhecido que ele é o único Deus, que há algo diferente no mesmo nível que Jesus: todas as opiniões, todas as "religiões" são colocadas no mesmo plano. Assim, os católicos que vivem entre os ateus ou entre os muçulmanos, ou entre os protestantes, que, pensando como a maioria hoje pensa, admitem o ateísmo, protestantismo, islamismo como, realidades  válidas: Aqui o relativismo, o indiferentismo que caracteriza a maioria hoje.

Esses católicos hoje perderam o sentido da realeza de Jesus, a realeza espiritual e social, e assim acabaram perdendo o sentido da divindade de Jesus. É uma falta de fé muito séria, porque torna muito fácil para muitos afastar-se da Igreja, não mais praticar a fé e sua vida  torna-se moralmente deplorável.

Essa ideia de liberdade - que é a licença e não a verdadeira liberdade - logo chega para envenená-los e corromper a Verdade. E esta verdade é o próprio Jesus, o Filho de Deus feito homem, o único Senhor, o único Salvador, o único Rei da humanidade e do mundo. Se tudo isso não for afirmado, não há mais uma lei, não há mais moralidade, e a decadência da civilização como temos testemunhado isso há décadas.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Única Imaculada

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Quando alguém ouve sobre Maria, imaculada, pensa espontaneamente em sua concepção excepcional, enquanto, reconhecendo-a como santa, geralmente se refere à sua vida resplandecente em virtude.


Na verdade, Ela foi imaculada, isto é, livre de toda a mancha do pecado, ao longo de toda a sua vida, e era santa desde o primeiro instante do seu ser, com aquela santidade que é a participação da vida divina, do que virtudes nada mais são do que enfeites e transparências.

A mentalidade contemporânea se recusa a aceitar um pecado não cometido no exercício da liberdade pessoal, mas contraído pela herança recebida pela natureza humana.

No catolicismo, trata-se também de salvar o dogma da imaculada concepção de Maria, sem excluir a possibilidade de reformulá-lo de maneira mais adequada à nova mentalidade

O arcebispo Fulton J. Sheen diz: A Imaculada Conceição de Maria é a maior homenagem do cristianismo à parte confiada às mulheres na redenção.

A Virgem é como toda mulher gostaria de ser quando se olha no espelho da vida. Ela é a mulher com quem todo homem quer se casar; é o ideal latente no sentido de rebeldia que toda mulher experimenta, quando o homem se torna agressivo e  demasiadamente sensual; É o desejo secreto de toda mulher de que a honre e proteja.

Maria é o ideal e o amor, a imagem do que é possível, a Virgem é o ideal de amor que Deus amou mesmo antes de criar o mundo; É a Virgem Imaculada, Mãe de Deus.

domingo, 2 de dezembro de 2018

O Latim é a linguagem correta para a liturgia católica






Para entender melhor por que o latim é a linguagem correta e apropriada da liturgia católica romana, partimos de uma verdade que todos conhecemos por experiência própria. Da mesma forma que uma pessoa pode usar sua língua materna em diferentes registros ou níveis, podemos dizer analogamente que as próprias linguagens são apresentadas em diferentes níveis.

No nível mais baixo estão as gírias e pidgins. Estas são linguagens simplificadas que surgem entre dois ou mais grupos de pessoas que não possuem uma linguagem comum; o habitual é que o vocabulário e a gramática são muito limitados e são tirados de várias línguas.

Um pouco acima estão as linguagens vernáculas comuns. Uma diferença importante neste nível é que requer muito mais no aspecto linguístico em termos de uso, pronúncia, gramática, estilo e assim por diante. Coisas que podem ser ditas impunemente em um jargão não são permitidas em muitos contextos cotidianos.

Algo mais alto são as línguas de prestígio. Para alguns, eles são, é claro, suas línguas maternas, mas seu prestígio faz com que os outros os escolham como segunda ou terceira língua de comunicação. O francês é uma língua de prestígio há mais de mil anos. Por muitos séculos, o latim era a língua de prestígio na Europa, assim como o grego era para os romanos. Vale ressaltar que neste caso as demandas são maiores, pois são linguagens que denotam cultura e refinamento. Um russo do século XIX falava francês para provar que era de alta classe e viajara.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Notável teólogo do Vaticano chama a examinar a renúncia de Bento XVI


Anunciamos isso como uma parte importante da trajetória do reinado de Bergoglio. Enquanto nós comentamos no Twitter há alguns dias, só agora foi possível colocá-lo no blog. Nossos leitores veteranos sabem que por muitos anos seguimos o Bueno de Bux.

O monsenhor aponta - a validade da abdicação de Bento e o que ela implica, naturalmente, a legitimidade da eleição de Bergoglio - não reservado para salas de chat online e encontros sociais de café no sóton da igreja. O que ficou escondido nas sombras por cinco anos agora está iluminado e descoberto.

Em Rorate não optamos por nenhuma posição, apenas dizemos que a luz solar é sempre o melhor desinfetante.





Fala  do monsenhor Nicola Bux, em entrevista original a Aldo Maria Valli:
Em uma entrevista importante no mês passado, um teólogo do Vaticano disse que, a menos que o papa Francisco se auto corrija e reafirme os ensinamentos da Igreja em moral, fé e os sacramentos , “a apostasia vai se aprofundar e o cisma de fato vai aumentar. "

Para enfrentar a crise atual sugeriu que examinar a "validade jurídica" da renúncia do Papa Bento XVI é necessário para "superar problemas que hoje parecem irresolúveis". Teólogo, consultor da Congregação para as Causas dos Santos, deu a entender que um estudo mais aprofundado da situação revelaria que Francisco não é e não foi um papa válido, mas é, de fato, um antipapa, que poderia ser deposto do papado, anulando assim os seus erros intransponíveis.

Monsenhor Nicola Bux, ex-consultor da Congregação para a Doutrina da Fé de Bento XVI, fez os comentários notáveis em uma entrevista em profundidade com o repórter vaticanista Aldo Maria Valli, o mesmo repórter que entrevistou o arcebispo Carlo Viganò antes dele acusar o papa de ter encoberto alguma má conduta sexual de alguns clérigos em agosto passado, em uma carta surpreendente de onze folhas.

Escrevendo em seu próprio blog, o repórter do National Catholic Register, Edward Pentin, diz que Bux advertiu que o atual papa está emitindo declarações que estão gerando "heresias, cismas e controvérsias de vários tipos" e que o pontífice deve emitir uma profissão de fé que restaure a unidade da Igreja.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Califórnia e a indústria da pornografia


Os incêndios mais devastadores da história da Califórnia ocorreram recentemente, deixando dezenas de mortos e mais de 1.300 desaparecidos. Conforme os dias passam, os números mudam. Os bombeiros ainda estão tentando apagar os incêndios. A fumaça atravessou os Estados Unidos do oeste para o leste.



I. A indústria pornográfica


Infelizmente o artigo mais abundante em nosso mercado é o negócio de pornografia. Ligue sua televisão e logo verá palavras, promessas, gestos, atitudes, posturas e comportamentos que destilam a pornografia. O mesmo acontece no cinema, pois há salas em que nenhum outro artigo é vendido do que a pornografia, dia e noite, diariamente. A mesma coisa através da música, há agora mais e mais letras pornográficas ousadas, que são ouvidas por todos, especialmente os mais jovens. O mesmo acontece em revistas especialmente nas capas e até nos jornais. Sem mencionar a internet. Isto é, a pornografia invadiu tudo.

Os “pornocratas”, que fazem negócios com a exploração da pornografia, lançam no ar, através da mídia, que "até agora a importância do sexo não foi cientificamente interpretada, que os preconceitos criados ao longo dos anos finalmente cessaram", séculos de repressão sexual, qualquer forma de expressar o amor fisicamente é válido, isso deve ser considerado normal entre pessoas que se amam, e que a culpa é causada por preconceitos morais e religiosos.

A divulgação da literatura pornográfica é apenas um dos sinais de uma crise mais ampla de valores morais, que afeta a sociedade contemporânea. A pornografia é imoral e, em última análise, antissocial, precisamente porque se opõe à verdade sobre a pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus. Pela sua própria natureza, a pornografia nega o verdadeiro significado da sexualidade humana como um dom de Deus que quer abrir aos homens o amor a fim de compartilhar o trabalho criativo de Deus através da procriação responsável.

Ao reduzir o corpo a um mero instrumento para o prazer dos sentidos, a pornografia frustra o autêntico crescimento moral e prejudica o desenvolvimento de relacionamentos maduros e saudáveis.

Isso leva inevitavelmente à exploração de pessoas, especialmente aquelas que são mais vulneráveis, como é o caso - tragicamente evidente - da pornografia infantil.


sábado, 24 de novembro de 2018

O círculo esotérico: A comunhão do pensamento

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A medida que a fé vai diminuindo nas almas, a superstição se desenvolve nos espíritos. O homem não pode viver sem fé. Queira ou não queira, tem de acreditar em qualquer coisa.

Monsenhor Bougaud disse em qualquer parte: “O homem tem de curvar a fronte, e não querendo curvar-se diante de Deus, num gesto de adoração suprema, prostra-se diante de uma criatura, na atitude de um animal.

A nossa sociedade hodierna eleva-se a alturas fantásticas, pela inteligência que perscruta, analisa e inventa; mas, quando esta sociedade pretende emancipar-se de Deus, então, sim, desce de seu trono glorioso e envolve-se no mais nojento dos lamaçais.
O espiritismo é o ferrete da ignomínia que a decadência moral imprime sobre o nosso século de progresso material. É como o contrapeso do progresso, porque esse progresso, não se apoiando em Deus, e não se deixando guiar pela religião, torna-se um progresso materialista, exaltando a matéria e rebaixando o espírito.

O espiritismo é o anticristo moderno. Segue seu caminho, atacando e blasfemando, e, vencido num terreno, refugia-se noutro. Arrancando-lhe a “túnica”, com que se cobre um dia, reveste-se de outros farrapos, de modo a poder apresentar-se continuamente em trajes novos e aspectos renovados.

Uma destas “túnicas” novas é o círculo esotérico ou exótico. Veremos agora.


I. O que é o esoterismo


O tal círculo esotérico é um ramo do espiritismo, é o próprio espiritismo, que pretende atribuir aos homens um poder criador.

O espiritismo, pelos seus princípios, é deísta, quer dizer que admite a existência de Deus, mas não a providência de Deus.

Ultimamente, o espiritismo, pelo progresso que vai fazendo, progresso que prova apenas que é humano e não divino, cai no panteísmo,ou sistema que pretendem que Deus é tudo.
Desde que alguém se afasta da única verdade, vai caindo de erro em erro, pois a verdade é uma e os erros são muitos.

O círculo esotérico é como que o panteísmo da seita espírita. O seu princípio é que o homem, pela sua natureza íntima, é divino, ainda que sua divindade se conserve oculta pelo véu da carne.

Na doutrina católica, ensina-se que o homem é um composto de corpo e alma, de corpo material e alma espiritual, criada por Deus à sua imagem e semelhança.
Sendo a alma criada por Deus, é claro que a alma não é de Deus e nada tem de Deus, senão a semelhança espiritual.

O operário é necessariamente distinto d obra. O operário é Deus, a obra é nossa alma. Um deve, pois, ser distinto do outro.

Os amigos espíritas-esotéricos acham melhor confundir operário e obra  e dizer que tudo isso é Deus. O homem, segundo eles, é Deus oculto pelo véu da carne. A carne não passa de um vestido de Deus. Cada homem é um vestido de Deus.

Que bela invenção!! E vieram descobrir isso no século XX... Enfim, quem é incapaz de inventar a pólvora, inventa, pelo menos, um vestido para Deus. E Deus tem que revestir-se deste vestido, seja este a pele de um zulu ou de qualquer idiota, pele de um espírita ou de um turco.

Deste princípio esotérico, os aderentes tiram esta admirável conclusão, que copio textualmente do seu manual.

No futuro, a filosofia será alguma coisa mais do que ginástica mental; a ciência suprirá o materialismo; a religião será anti-sectária; o homem amará seu próximo com toda justiça e amará o seu irmão como a si mesmo, não porque espere recompensa, ou tema uma punição post mortem, ou pelas leis humanas, mas somente porque reconhecerá que ele é uma parte de seus semelhantes e que eles e os seus semelhantes são partes de um todo e que o todo é UNO”.

Como se vê o homem vai subindo... No princípio era um véu de Deus, um vestido de Deus, agora ja é um pedaço do próximo; e ele com todos os próximos são  o próprio Deus.
Vê-se logo que tudo é panteísmo. O espírita é deísta; o esotérico, panteísta.

domingo, 18 de novembro de 2018

Estudos científicos mostram que progressistas são propensos à psicopatia

Black Blocs - violência contra qualquer ordem
Black Blocs, contra qualquer ordem


Ofelia Yagüe .- Uma revista de ciência política que publicou um estudo que foi citado em muitos meios de comunicação e afirmou que os conservadores eram mais propensos a mostrar características psicóticas agora retifica e reconhece que ele estava errado, de acordo com Alerta Nacional.

O American Journal of Political Science publicou uma correção este ano dizendo que o documento de 2012 tem "um erro", e que crenças políticas socialistas e não conservadoras são aquelas que estão realmente ligadas ao comportamento psicótico.

"A interpretação da codificação dos elementos de atitude política na parte da análise descritiva e preliminar do manuscrito foi completamente revertida", disse a revista nesta correção.

"As análises descritivas informavam que aqueles com maiores pontuações na escala de psicopatia de Eysenck aram mais conservadores, enquanto no manuscrito original é mostrado que aqueles com maior nível de neurose e desejo de reconhecimento social são, de fato, mais liberais".

No artigo, a psicose está associada a traços como tenacidade mental, tomada de risco, busca de sensações, impulsividade e autoritarismo.

A escala do comportamento social mede a tendência das pessoas de responder a perguntas da maneira que eles pensam que os pesquisadores gostariam, mesmo que isso signifique superestimar suas características positivas e subestimar as negativas.

domingo, 11 de novembro de 2018

Casou com uma estação de trem e garante ter “sexo mental” com ela


Antes punham [nestas pessoas] uma camisa de força e lhes davam medicamento. Agora, como parte do plano sistemático para desconectar sexualidade da biologia e convertê-la em expressão arbitrária da liberdade, dedicam-lhes um artigo no jornal.
Que no te la cuenten…
Pe. Javier Olivera Ravasi


Nota do tradutor: Há quase dois mil anos ouvimos: “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. (...) Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. (Rom 1, 21-26). Não entraremos no mérito da (in)sanidade da senhora abaixo. Poderíamos fazê-lo com relação a anormalidades como esta serem reconhecidas como possibilidades não somente normais como legais e incentiváveis, por governos até. O fato incontestável é que a humanidade, devido ao não reconhecimento do Criador e sua consequente rejeição, está já à beira do abismo. Temos aqui uma a mais das cada vez mais crescentes provas.

Se casou com uma estação de trem e garante ter “sexo mental” com ela.
Carol contou que sua relação com o edifício começou em 2011 e quatro anos depois se casou com ela




Carol vive na Califórnia desde que tinha três anos (Metro).

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

«A sentença de morte se anula. Asia Bibi é absolvida de todas as acusações»



«La sentencia a muerte se anula. Asia Bibi es absuelta de todos los cargos»
SENTENÇA DO SUPREMO TRIBUNAL DO PAQUISTÃO

Nota do tradutor: a quem acompanhou de alguma forma este caso, causa-nos, em meio à indignação do mesmo pelo simples fato de existir, alegria de poder noticiar este desfecho, muito embora ainda não tenha sido posto um ponto final dada a ameaça que ainda paira sobre a vida de Asia Bibi, sua família e mesmo os que fizeram justiça. Seguimos rezando. AV

Tradução de Airton Vieira – O Supremo Tribunal do Paquistão absolveu a cristã Asia Bibi e anulou a sentença de morte que lhe havia sido imposta sob a acusação de blasfêmia em 2009, em meio a ameaças de grupos islamitas que pediam sua execução.

(Efe) «A sentença de morte se anula. Asia Bibi é absolvida de todas as acusações»afirmou o presidente do Supremo, Saqib Nisar, ao ler a sentença da apelação em uma sala com a presença de comandos armados das forças militares.
Nisar, à frente de um tribunal de três juízes, indicou que se não há outras acusações contra a cristã «pode ser liberada».

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Reflexões sobre o Santo Sudário



Tradução de Airton Vieira – No mundo de hoje, no que a cultura e os meios de comunicação estão a serviço dos interesses das oligarquias, as mentiras são aceitas graças à repetição constante realizada pela imponente máquina de difusão midiática do poder globalizado.
Não raro, o erro é infundido sob a aparência de uma “falsa ciência”.
Os meios de comunicação podem fazer crer nestes momentos o que queiram; dizem, uma após outra, teorias científicas “fantasy”, como as numerosas variantes da teoria evolucionista, produzidas pela criatividade hiperativa de alguns “cientistas” e por sua esperança de grandes êxitos. O entusiasmo dos positivistas ofusca amiúde a necessidade do contraste experimental de suas teorias.

O prêmio Nobel de química Irving Langmuir cunhou a expressão “ciência patológica” para descrever aquelas ideias que para alguns homens de ciência se convertem em autênticas “fixações”, mesmo que depois sejam desmentidas por outros estudos sérios.
Não devemos nos surpreender de que a ciência usada de maneira “imprópria”, amplamente sustentada pelo aparato midiático, tenha retornado recentemente a atacar o “Santo Sudário”, falando de “sobreposições de sangue irrealistas”. De fato, “irrealista” é pensar em reproduzir as condições efetivas das gotas de sangue sobre um corpo de uma pessoa crucificada, usando um manequim e sangue com anticoagulante.
Um intento bem financiado e sustentado pelos diferentes entes de propaganda institucionalizada, como o Comitê Italiano para o Controle das Afirmações sobre as Pseudociências, é pôr em discussão a gama imensa de investigações que se declara a favor da autenticidade do Santo Sudário.
Não é a ciência em si mesma a que é um fator de progresso, mas o uso que se faz dela. E este uso depende inevitavelmente também da “direção” dos movimentos financeiros que sustentam a investigação.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Paulo VI (1887-1978), um novo santo?




Permanência
Pe. Thierry Gaudray, FSSPX

No dia 5 de agosto passado, o Papa Francisco falou à multidão reunida na praça São Pedro para a oração do Angelus: “Há quarenta anos, o Beato Papa Paulo VI estava vivendo as suas últimas horas nesta terra. Morreu, de fato, na noite de 6 de agosto de 1978. Recordemos dele com muita veneração e gratidão, à espera da sua canonização, em 14 de outubro próximo. Do céu interceda pela Igreja, que tanto amou, e pela paz no mundo. Este grande Papa da modernidade, o saudemos com um aplauso, todos!
Não há dúvida que, ao canonizar Paulo VI, após tê-lo feito com João XXIII e João Paulo II, Francisco tem a intenção de confirmar os católicos nas novas orientações tomadas pela Igreja desde o Concílio, e dar um novo lustro à liturgia reformada1. Paulo VI foi, de resto, o primeiro papa a lançar mão da canonização dos santos para avalizar o Concílio, anunciando, no dia 18 de novembro de 1965, antes do seu término, portanto, a introdução das causas de beatificação de Pio XII, mas também de João XXIII2
No entanto, quão opostos eram os julgamentos desses dois papas sobre Monsenhor Montini! Se este último foi um colaborador próximo do Cardeal Pacelli por muitos anos, em 1954 foi afastado de Roma por vontade do Papa Pio XII. O sobrinho de Paulo VI testemunhou que seu tio jamais nutriu a menor ilusão a esse respeito: “para ele, tratava-se de um drama no mais pleno sentido da palavra”3. Ainda que Pio XII não tenha julgado conveniente afastar um substituto nos assuntos ordinários da secretaria de Estado sem lhe conceder uma aparente promoção, a censura não deixava de ser notória. A Sé de Milão era tradicionalmente ocupada por um cardeal, ora “Pio XII não criou mais nenhum cardeal”, e isto “para não ter de designar Monsenhor Montini”4
João XXIII, ao contrário, no dia 4 de novembro de 1958, um pouco antes da cerimônia da sua coroação, escreveu um bilhete para Monsenhor Montini afim de anunciar que esta dignidade lhe seria brevemente conferida5, e sete anos mais tarde, no seu leito de morte, disse: “Meu sucessor será o Cardeal Montini”. 
Como é possível que o Papa Francisco utilize novamente as palavras sagradas da canonização para propôr como exemplo um coveiro da Tradição? Deixamos aos teólogos o encargo de responder a esta questão. No momento, o bom senso e a fé nos bastam para recusarmo-nos prestar culto a Paulo VI. As graves omissões na defesa da fé, a promulgação da missa nova, o abandono do zelo missionário pelo reino de Nosso Senhor provam que Paulo VI era um liberal e que não pode servir de modelo para os católicos.

domingo, 21 de outubro de 2018

Viganò responde a Ouellet: “O senhor admite minhas afirmações principais”


O arcebispo Carlo Maria Viganò tornou a escrever, esta vez respondendo à carta publicada pelo cardeal Ouellet, Prefeito da Congregação dos Bispos.
Tradução de Airton Vieira – O ex núncio nos E.U.A havia escrito outra missiva na que, depois de reafirmar-se em tudo o que disse em seu célebre testemunho, fazia uma apelação direta a cardeal canadense Marc Ouellet para que contasse o que sabia sobre o assunto McCarrick.
O cardeal lhe respondeu duramente em 7 de outubro passado, censurando seu testemunho e atuação neste sentido e fazendo uma defesa férrea do Papa argentino, ao que chamou “pastor insigne, um pai compassivo e firme, um carisma profético para a Igreja e o mundo”.
Hoje, Marco Tosatti, em seu blog Stilum Curiae, publica a resposta de Viganò à carta do cardeal canadense. Pode ser lida por enquanto em inglês e italiano.
Carta completa:
Na memória dos Mártires da América do Norte
Testemunhar a corrupção na hierarquia da Igreja católica foi para mim uma decisão dolorosa, e segue sendo-o. Mas sou um ancião. Um ancião que sabe que logo terá que render contas ao Juiz das próprias ações e omissões, que teme Àquele que pode lançar seu corpo e sua alma no inferno. Juiz que, apesar de sua infinita misericórdia, “dará a cada um segundo seus méritos o prêmio ou a condenação eterna” (Ato de fé). Antecipando a terrível pergunta desse Juiz: “Como pudeste, tu que sabias a verdade, permanecer em silêncio em meio de tanta falsidade e depravação?”, que resposta poderia dar?
Me pronunciei com plena consciência de que meu testemunho causaria alarme e consternação em muitas pessoas eminentes: eclesiásticos, irmãos bispos, companheiros com os que trabalhei e rezei. Sabia que muitos se sentiriam feridos e traídos. Previ que alguns deles, ao seu tempo, me acusariam e questionariam minhas intenções. E, o mais doloroso de tudo, sabia que muitos fiéis inocentes se sentiriam confundidos e desconcertados pelo espetáculo de um bispo que acusa a seus irmãos e superiores de delitos, pecados sexuais e de negligência grave para com o que é seu dever. Estou convencido de que meu prolongado silêncio havia posto em perigo muitas almas, e certamente havia condenado a minha. Apesar de ter informado em diversas ocasiões meus superiores, incluso ao Papa, das ações aberrantes de McCarrick, pude denunciar antes publicamente a verdade da que eu estava ciente. Me arrependo de verdade se tenho alguma responsabilidade pelo atraso, que se deu devido à gravidade da decisão que tinha de tomar e o grande sofrimento de minha consciência.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Saúde

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Airton Vieira
(tonvi68@gmail.com)


Às vezes me ocorria escrever sobre os médicos e a medicina, mui provável porque tivesse um pai e irmãos que optaram por esta área do conhecimento humano, sendo eu e minha mãe os únicos a sair pela tangente.

Também provável porque alguns médicos e pessoas ligadas à área tivessem marcado singularmente esta minha cinquentenária existência. Como por exemplo no dia em que, aos 7 anos um enfermeiro tentava pela 7ª vez dar “só mais uma picadinha” na tentativa de colher alguns mililitros de meu sangue infantil a fim de submeter-me à minha primeira cirurgia. Ao ouvir o meu rotundo “não, chega!” foi obrigado a chamar meu pai, que na primeira picada abriu caminho para o vital líquido, deixando seu filho, além de aliviado um pouco mais admirador seu. Ou quando, adolescente, apaixonei-me pela enfermeira que dispensava-me – como a todos os pacientes – a atenção devida ao recém acidentado. Ou ainda o médico graças ao qual pude ter meu braço quebrado quase completamente recuperado devido uma técnica nova de ortopedia que trazia para o lugar em que vivíamos, e que me apresentou um dia sua pequena filha, a mesma cujos anos a transformariam numa dessas reconhecidas atrizes nacionais.

Médicos, enfermeiros, auxiliares, faxineiros, copeiros, cozinheiros, seguranças, motoristas, que foram passando e deixando suas marcas, boas ou nem tanto assim...

Mas hoje, dia do médico porque dia de S. Lucas Evangelista, médico “de corpos e de almas”, ocorreu-me, após 13 anos da partida de meu médico pai por negligência médica, tomar das Escrituras minha também homenagem a estas pessoas singulares. E, penso, nada melhor que tomar das Escrituras para fazê-lo. O farei ao modo de aprendiz de exegeta, ou exegeta amador, o que dá no mesmo, deixando claro que à Igreja a última palavra, sempre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Entrevista exclusiva ao professor Sandri




08/10/18 9:40 por Corrispondenza Romana

Tradução de Airton Vieira – Oferecemos [aos leitores] uma entrevista exclusiva com o professor Andrea Sandri, Doutor de Investigação em Direito público na Universidade Católica de Milão, onde dá aulas de Teoria Geral do Estado durante dez anos.

O professor Sandri reside em Seregno, na Lombardia, Itália e é autor de abundantes e sérias publicações sobre assuntos teológicos, filosóficos, jurídicos e políticos, assim como de traduções ao Italiano de obras de outros autores, sobre essas mesmas questões.

Para quem ainda não conheça sua obra, recomendamos encarecidamente seu blog Vigiliae Alexandrinae onde encontrarão numerosos escritos de nosso entrevistado, desde o ano 2013 até a atualidade, principalmente de conteúdo teológico e religioso. Mesmo que em língua Italiana, o estilo do autor é claro e com a ajuda de um bom dicionário, uma decente gramática e as suficientes doses de sentido comum, sua leitura abrirá portas e janelas na alma, de cuja existência sequer poderiam suspeitar. Na atmosfera rarefeita que nos rodea é necessidade vital.
O professor teve a gentileza de responder nossas perguntas em espanhol sem necessidade de tradução. Vamos à entrevista que lhes oferecemos na íntegra.

(P) – Professor, a Igreja está vivendo momentos dramáticos, muitos situam o início da crise no Concílio Vaticano II mas outros o assinalam no atual pontificado. Crê que teremos um antes e um depois deste Pontificado? Assim sendo, Como crê que será esse “depois”?

Creio que sob este Pontificado está se consumando a realização das doutrinas novas e não tradicionais, em si mesmas não vinculantes, que cabem em alguns documentos do Concílio Vaticano II ao lado de doutrinas já definidas pela Igreja (e por isso vinculantes) e de doutrinas teológicas comuns que não se podem considerar contrárias à verdade revelada. Neste sentido muitos documentos e declarações da hierarquia católica continuam estando na legalidade formal (e substancial a respeito das doutrinas novas do Vaticano II), mesmo que corrompam o ensinamento do dogma.

sábado, 13 de outubro de 2018

A verdadeira política é sobrenatural

A verdadeira política é sobrenatural

Pe. Guillaume Devillers, FSSPX

“Civitas est communitas perfecta” (a cidade é a comunidade perfeita)
É sobre este princípio, retirado de Santo Tomás de Aquino, que muitos se baseiam para justificar a autonomia da política: a cidade, ou seja, a sociedade civil, é uma sociedade perfeita, logo, autônoma. Sem dúvida existe também outra sociedade perfeita, fundada por Cristo, a Igreja, sociedade sobrenatural ordenada à salvação das almas. Mas a graça não suprime a natureza; e portanto, permanece o fato de que a sociedade política é perfeita e, por si mesma, autônoma.
É este exatamente o pensamento de Santo Tomás? Vejamos um pouco como o santo doutor nos explica este princípio: “a cidade é a comunidade perfeita, o que Aristóteles prova mostrando que, como toda comunicação social ordena-se a alguma necessidade da vida, a comunidade perfeita será aquela ordenada a que o homem tenha suficientemente tudo o que é necessário à vida: ora, tal é a comunidade da cidade...” 
A cidade é, portanto, a sociedade perfeita na medida em que pode satisfazer todas as necessidades do homem. Santo Tomás esclarecerá: necessidades materiais e espirituais, asseguradas pela diversidade de ofícios, tais como agricultores, artesãos, soldados, príncipes e padres 2. Para Santo Tomás, como para todos os papas que trataram destas questões, a sociedade perfeita é, portanto, antes de tudo a que une organicamente Igreja e Estado, a sociedade civil e a sociedade religiosa, o poder temporal e o poder espiritual, sob um único chefe, que é Cristo. Não há dúvida de que, em seu seio, podemos distinguir dois tipos de comunicação — espiritual e temporal — e por conseguinte, dois poderes, cada qual com sua função particular e seu fim próprio. Porém, todos os dois estão unidos sob um único chefe, que é Cristo, e seu vigário, o papa; e sobretudo, os dois estão ordenados ao um mesmo fim, a felicidade ou beatitude sobrenatural 3. Esta civitas, que é uma sociedade perfeita, é portanto a cidade católica, é a cristandade, que une em seu seio os dois poderes 4
Santo Tomás distingue mas não separa, o que são coisas absolutamente diferentes. Distinguimos no homem a alma e o corpo, mas não os separamos 5. Estes dois elementos constituem um único ser, ordenam-se um e outro a um único fim que é a felicidade e a perfeição do homem. Podemos e devemos distinguir na sociedade humana as diferentes pessoas que a compõem, os diferentes ofícios ou trabalhos que concorrem para sua perfeição, e o temporal e o espiritual. Mas não é possível separá-los sem causar à sociedade um grande mal.
Com efeito, a Igreja tem repetido sem cessar: a política separada é a morte da civilização cristã.
A distinção e a harmoniosa união dos poderes civil e religioso fizeram a grandeza da civilização cristã, “o poder civil tendo como fim próximo e principal ocupar-se dos interesses terrestres, e o poder eclesiástico de procurar os bens celestes e eternos” 6. Na sociedade católica, os reis obedeciam aos padres 7, e a “filosofia do Evangelho presidia o governo das nações. Tudo então estava impregnado das divinas influências e da sabedoria católica: as leis, as instituições, os costumes, todas as classes, todas as relações sociais” 8.
A partir do Renascimento, os Estados separam-se progressivamente da Igreja, o que culminará na ruína da civilização cristã e na perda de milhões de almas. É assim, ao menos, que os papas da tradição sempre apresentaram a história moderna.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Dresden 1882 "Primeiro Manifesto Anti-Judaico" expondo a Nova Ordem Mundial


"Um manifesto de 1882 mostra como a hegemonia judaica
foi um fato consumado há 136 anos,
e explica porque a coesão racial do Ocidente
e a herança cristã tem estado sob ataque cruel.
Leia isto e pergunte a si mesmo: "Poderia Hitler ter chegado ao
poder sem a cumplicidade judaico-maçônica? "

A Maçonaria Secreta está montando "nossa própria, só na aparência, fora de posição que em pelo menos um de seus órgãos [nazistas] apresentará o que parecem ser os antípodas para nós. Nossos verdadeiros oponentes, de coração aceitarão essa oposição simulada como suas próprias e nos mostrará seus cartões ". (Protocolos de Sião, 12.11)

Todavia, ninguém falava dele [Jesus] abertamente por medo dos judeus. (João 7:13)

 "Uma nova guerra em defesa da democracia e da alegada lei está sendo preparada com toda a pressa. Uma aliança de todos os grupos judaicos já está completa; ela tem o título oficial da aliança das três grandes democracias, a inglesa, a americana, e a francesa ... Israel exige a guerra mundial e em breve! ... Israel é positivamente da opinião de que o tempo está ficando curto. <br /> <br /> Para a mente, sua guerra mundial é uma necessidade para que, em nome da paz indivisível, toda aquela parte da humanidade que deseja abandonar o jugo judaico, pode ser reduzida. "

- Revue Internationale des sociétés secrétes, abril de 1937

O último esforço significativo para defender os valores nacionais cristãos foi a "Primeira Conferência Internacional Anti-Judaica " realizada em Dresden em setembro de 1882.

A conferência atraiu 300 empresários proeminentes, aristocratas, políticos, clérigos, advogados, médicos, agricultores e intelectuais da Alemanha, Áustria, Hungria e Rússia. Eles produziram um manifesto dirigido aos "Governos e Povos das Nações Cristãs Ameaçadas pelo Judaísmo", que mostra como a hegemonia judaica era um fato consumado há 136 anos, e explica por que a coesão racial e a herança cristã do Ocidente estão sob constante ataque.


domingo, 30 de setembro de 2018

O linguajar tendencioso de D. Reginaldo Andrietta sobre as eleições 2018


Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores (Mateus 7:15)

Abaixo colocamos um início de texto de Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales. O linguajar venenoso em negrito é o mesmo utilizado por comunistas e pela grande mídia recheada de comunistas, para sujar a reputação dos opositores. O bom entendedor já sabe que lado ele está. Assim, os pastores que deveriam cuidar das ovelhas, entregam-na sem dó nem piedade aos caçadores.





sábado, 29 de setembro de 2018

Viganò torna a escrever: “Será que Cristo se tornou invisível para seu vigário?”



28/09/18 1:12 por One Peter Five

O arcebispo Carlo Maria Viganò, cujo testemunho de 11 folhas de agosto sacudiu a Igreja, inclusive a Sé Apostólica, publicou hoje uma nova declaração, desafiando ao papa Francisco por seu silêncio frente às acusações por sua cumplicidade no encobrimento dos culpáveis de abuso sexual eclesiástico.


Em sua nova declaração, Viganò disse que sua decisão de revelar “esses fatos graves” foi para ele “a decisão mais dolorosa e séria” que já tomou em sua vida. “O fiz,” escreve Viganò, “depois de longas reflexões e orações, durante meses de profundo sofrimento e angústia, durante um crescendo de notícias contínuas de terríveis acontecimentos, com milhares de vítimas inocentes destruídas e as vocações e vidas de jovens sacerdotes e religiosos perturbadas.”
Viganò disse que embora algo do que ele revelou estivesse protegido pelo segredo pontifício, “o objetivo de qualquer segredo, incluído o segredo pontifício, é proteger a Igreja de seus inimigos, não ocultá-la e converter-se em cúmplice dos crimes cometidos por alguns de seus membros.” Mais ainda, “como declara o Catecismo da Igreja Católica (par. 2491), o selo do segredo não é vinculante quando um dano grave pode evitar-se unicamente ao divulgar a verdade. Só o selo da confissão poderia haver justificado meu silêncio.”

Dado que nem o Papa nem nenhum dos cardeais em Roma negaram os fatos que afirmou em seu testemunho – testemunho que Viganò declara “com a consciência tranquila ante Deus” que é verdade – a máxima “Qui tacit consentit” (quem cala consente) “seguramente se aplica aqui.” “Se negam meu testemunho,” aponta o ex núncio papal, “só têm que dizê-lo e fornecer a documentação para respaldar essa negação. Como podemos evitar concluir que a razão pela qual não fornecem a documentação é porque sabem que confirma meu testemunho?”

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Da yoga à apostasia. Um testemunho real.





Carta de uma leitora ao site Adelante la Fé



Tradução de Airton Vieira[1]
Senhor Diretor,
Quero pedir desculpas em primeiro lugar ao senhor e a todos os leitores, porque não é meu ofício escrever, mas quero contar-lhes MEU testemunho, que vivi e vivo em primeira pessoa para alertar a todas as pessoas de boa vontade que queiram ler-me.
Tenho 54 anos e me casei com meu marido aos 30. Meu esposo, para situá-los, sempre foi um católico pouco praticante, sem grande formação, mas se considerava católico. Em suas boas épocas, eu o vi confessando, indo a Missa aos domingos e inclusive fazendo leitura espiritual antes de dormir.
Hoje em dia, meu esposo apostatou por completo da fé católica e a responsável se chama YOGA. Sim, a yoga, não estranhem, sei que muitos dos senhores a consideram algo inofensivo, mas não é.
Tudo começou quando há uns anos decidiu praticar esportes em um ginásio municipal, e com poucos dias decidiu experimentar umas aulas de yoga que davam em um salão ao lado, com intenção de fazer “alongamentos” e “relaxar-se”. Eu de fato não dei maior importância, [pois] nesse momento desconhecia por completo o que se escondia detrás disto. Tinha visto, é verdade, algum vídeo alertando e coisas assim, mas jamais olhei a fundo e me pareceram exageros de fanáticos.
Passou um tempo para que notasse algo que me chamou a atenção, e foi que o vi lendo um livro. Sim, não fique surpreso, porque em todos os anos de casados, até que começasse tudo isto, não lembro de tê-lo visto jamais ler um livro. Não lembro bem o título, o que sim parecia era uma espécie de livro desses que chamam de autoajuda, falando sobre a felicidade e coisas assim. Pelo que pude folhear o livro no fundo escondia disfarçadamente uma introdução sibilina à filosofia panteísta do hinduísmo-budismo e uma chamada ao indiferentismo religioso, ou seja uma introdução à new age.
Aqui foi onde comecei a preocupar-me e onde me lembrei desses vídeos que apenas vi alertando sobre a yoga. Os vi por inteiro e compreendi que o que ali denunciavam era exatamente o que começava a ver em meu marido. A yoga não é mais que a cara amável do movimento new age, a porta de entrada a um mundo sectário e afastado do cristianismo.
Meu marido continuou sequencialmente lendo livros sobre essa temática de forma apaixonada, estava verdadeiramente fisgado, a ponto que em pouco tempo me disse que queria preparar-se para ser monitor de yoga. Nesse mundinho todas as amizades que fazia estavam todas relacionadas com a seita new age e todos seus derivados: reiki, esoterismo, xamanismo, energias curativas e todo tipo de idiotices que me custa crer que uma pessoa em seu perfeito juízo dê a mais mínima credibilidade.
E assim seguiu e seguiu em uma espiral que permanece até o dia de hoje, vivendo obcecado pela e para a yoga, o budismo e a new age. Hoje em dia meu marido não se considera cristão, tem um buda em seu escritório, e ali lhe coloca flores e lhe rende estranhos rituais, e inclusive quando trata sobre religião me fala, não sem algum desprezo, de “teu Deus”. Sua cegueira espiritual é absoluta e me faz lembrar aquilo que disse alguém que quando não se crê na Verdade... se crê em qualquer coisa[2]. Como se pode pôr em discussão Jesus Cristo e se crer em todo tipo de tolices desse mundo?
E isso não é tudo, [ele] vai a estranhos “retiros” alguns fins de semana e está todo o dia indo a conferências de todo tipo de personagens desse submundo, absolutamente todos alienados mentais e oportunistas.
Poderia escrever longa e extensamente sobre isto, porque tenho de conviver diariamente com esta situação. Meu marido passou de cristão a autêntico participante de uma seita, e isso única e exclusivamente devido à yoga, que foi sua porta de entrada a todo o movimento new age que o conduziu à apostasia absoluta.
Não se enganem amigos, a yoga não são [exercícios de] alongamentos inocentes, é a fachada dessa seita e a ela está intimamente ligada, é um perigo potencial para qualquer alma cristã. Eu vi como meu marido passou de cristão a adorador de Buda, e isso se deve à Yoga. Que isto sirva de advertência e ninguém caia nessa armadilha. Não deixem por tudo o que é mais sagrado que seus filhos se aproximem desse mundo.
Por favor, rezem por meu marido, eu humanamente não posso fazer muito mais por ele, só Deus poderá ajudá-lo, e por isso a ele rezo todos os dias.
Natalia G.
P.S. Por motivos óbvios não ponho meu sobrenome pois continuo casada com meu marido e não quero que chegue a seus ouvidos, embora tenha fornecido minha identidade para a direção [do blog].


[1] Aos que desejarem, sugiro a (re)leitura de: “O que a Igreja diz sobre o Reiki”, em: http://romadesempre.blogspot.com/2018/08/o-que-igreja-diz-sobre-o-reiki.html. [NdT]
[2] “Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa” (G. K. Chesterton) [NdT].