quinta-feira, 7 de junho de 2018

Democracias liberais: o sonho de poucos para manter a indigência de muitos

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É curioso ver como a natureza humana não muda no fundo, mas permanece a mesma hoje como há milhares de anos atrás. A "Epopeia de Gilgamesh" (a epopeia babilônica, cerca de 6000 aC) já criticava a humanidade que tem olhos para ver e não vê, e ouvidos para ouvir e não ouvir. Alguns autoproclamados patriotas ainda não entendem nada e sucumbem à lógica eleitoral como o ponto máximo da ingenuidade humana.


Não devemos nada nem nada nos devem os atores do sistema partidocrático. Com base nessa independência, acreditamos no que escrevemos e escrevemos o que pensamos. Se as pessoas não estiverem prontas para ouvir a verdade, que se retirem para a montanha.
É sobre as mesmas pessoas que, talvez sem a intenção, sucumbiram à lógica partidocrática e à dogmatização do voto.

A história nunca foi feita pelas maiorias, mas sempre pelas minorias. É por isso que as democracias liberais representam o maior exercício de perversão política. Suprime o valioso, o capaz, o sublime ... sob o peso da massa ignorante e decadente; ofusca o melhor em benefício dos medíocres, os oportunista em detrimento dos excelentes, os espíritos livres por vontades voláteis e acorrentadas.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Santa Joana D'arc

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Nascida em Domrémy em Champagne, provavelmente em 6 de janeiro de 1412; Morreu em Rouen, em 30 de maio de 1431. A vila de Domrémy ficava no território que reconhecia a suserania do duque de Borgonha, mas no prolongado conflito entre os Armagnacs (o partido de Carlos VII, rei da França), de um lado, e os burgúndios em aliança com os ingleses, de outro, Domrémy sempre se mantivera fiel a Carlos.


Jacques d'Arc, pai de Joana, era um pequeno camponês, pobre, mas não necessitado. Joana parece ter sido a mais jovem de uma família de cinco pessoas. Ela nunca aprendeu a ler ou escrever, mas era hábil em costurar e fiar, e a ideia popular de que ela passou os dias de sua infância nos pastos, sozinha com as ovelhas e o gado, é completamente infundada. Todas as testemunhas no processo de reabilitação falavam dela como uma criança singularmente piedosa, que frequentemente se ajoelhavam na igreja absorta em oração, e amava os pobres com ternura. Grandes tentativas foram feitas no julgamento de Joana para conectá-la com algumas práticas supersticiosas supostamente executadas em torno de uma certa árvore, popularmente conhecida como a "árvore das fadas" (l'Arbre des Dames), mas a sinceridade de suas respostas desconcertou seus juízes. Ela havia cantado e dançado lá com as outras crianças, e tinha feito grinaldas para a estátua de Nossa Senhora, mas desde que ela tinha doze anos de idade, ela se manteve distante de tais diversões.

Foi com a idade de treze anos e meio, no verão de 1425, que Joana se tornou consciente de uma manifestação, cujo caráter sobrenatural seria agora imprudente questionar, que ela depois passou a chamar de "vozes" ou " conselho." A princípio, era simplesmente uma voz, como se alguém tivesse falado bem perto dela, mas também parece claro que um clarão de luz a acompanhava e que, mais tarde, ela discernia claramente, de alguma forma, a aparência daqueles que falavam com ela. Reconhecendo-os individualmente como São Miguel (que estava acompanhado por outros anjos), Santa Margarida, Santa Catarina e outros. Joana estava sempre relutante em falar de suas vozes. Ela não disse nada sobre eles ao seu confessor, e constantemente se recusou, em seu julgamento, a descrever a aparência dos santos e a explicar como ela os reconhecera. Não obstante, ela disse a seus juízes: "Eu os vi com esses mesmos olhos, assim como os vejo".

Grandes esforços foram feitos por historiadores racionalistas, como M. Anatole France, para explicar essas vozes como o resultado de uma condição da exaltação religiosa e histérica que tinha sido promovida em Joana pela influência sacerdotal, combinada com certas profecias correntes no campo de uma donzela do bois chesnu (madeira de carvalho), perto da qual estava situada a Árvore das Fadas, que deveria salvar a França por um milagre. Mas a falta de fundamento dessa análise dos fenômenos foi totalmente exposta por muitos escritores não-católicos. Não há sombra de evidência para apoiar essa teoria de conselheiros sacerdotais que treinam Joana em parte, mas muito do que a contradiz. Além disso, a menos que acusemos a donzela de falsidade deliberada, que ninguém está preparado para fazer, foram as vozes que criaram o estado de exaltação patriótica e não a exaltação que precedeu as vozes. Sua evidência sobre esses pontos é clara.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Greve de caminhoneiros é coordenada por “Movimento Fora Temer” e “militante petista”


A Greve é mais uma arma que os comunistas usam para levar o caos à sociedade. Se aproveitando de certas injustiças, muitas delas provocadas intencionalmente por eles mesmo como álibi para provocar greves, os luciferinos incitam as massas conduzindo-a a anarquia e à decadência da ordem social.


A greve dos caminhoneiros – que completa oito dias nesta segunda-feira (28) e pode se encerrar após o governo Temer atender a pauta de reivindicações de suas lideranças – é coordenada pelo “Movimento Fora Temer”, cujos principais interlocutores são um advogado que se autodenomina “militante petista”, um militante do Podemos e um pescador que chegou a ser preso por “pesca predatória”.
A principal página de divulgação dos informes e boletins do movimento grevista tem sido a de André Janones, advogado de Ituiutaba-MG. Em poucos dias, a página do mineiro chegou a 590 mil seguidores divulgando vídeos dos caminhoneiros nas estradas, informações das negociações com o governo e boletins da greve. Um vídeo divulgado neste domingo (27), entretanto, começou a mostrar uma outra face da greve: o “2° BOLETIM DA GREVE: Direto do comando nacional do Movimento FORA TEMER”.

Festa de Corpus Christi - Corpo de Cristo


“Corpo e sangue do meu Deus, eu vos adoro, presentes na Eucaristia, ao mesmo tempo símbolo e fermento da unidade entre Cristo e os fiéis, que dela se alimentam. (Na Igreja dos primeiros séculos Cristo era simbolizado por um peixe, porque as letras desta palavra, em grego, eram as iniciais de << Jesus Cristo, filho de Deus, Salvador >>).


FESTA DO CORPO DE CRISTO


 A festa do Corpo de Cristo remonta ao século XIII. Instituiu-a, em 1246, o bispo de Liège, na sua diocese a pedido instante de Santa Juliana, prioresa de um convento situado às portas da cidade, no monte Cordillon. Passados anos, Urbano IV, antigo arcediago de Liège, estendeu-a à Igreja universal. A procissão do Santíssimo, que dela faz parte, tornou a festa do Corpo de Cristo, em pouco tempo, uma das mais queridas do povo. Com a sua fé na presença real, canta a Deus nesta solenidade, o reconhecimento de todos os benefícios auferidos neste sacramento. A Eucaristia liga-se intimamente à vida da Igreja e dos fiéis. Pode dizer-se que é na Eucaristia que esta vida que se vai haurir e que nela se exprime continuamente. Na Santa Missa, a Igreja atualiza sobre nossos altares, o sacrifício de Cristo, fonte da redenção, e oferece-o incessantemente a Deus, em união com o próprio Cristo. Na Sagrada Comunhão, é a união íntima dos fiéis com Cristo, por eles imolado, que se opera, e a transfiguração de suas vidas pela D’ele: nascidos para a vida da graça, nas águas batismais, alimentam-se na Eucaristia, como dum pão celeste.

A missa e o ofício foram compostos por São Tomás. Ai se encontra, com a alma do Santo, a precisão de doutrina do grande Teólogo.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Nossa Senhora Auxiliadora

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24 de Maio

A invocação Auxilium Christianorum (Auxílio dos Cristãos) originou-se no século XVI. Em 1576 Bernardino Cirillo, arcipreste de Loreto, publicou em Macerreta duas ladainhas da Virgem, que, segundo ele, era usada em Loreto: Uma forma completamente diferente de nosso texto atual e outra forma ("Aliae litaniae BMV") idêntica à ladainha de Loreto, aprovada por Clemente VIII em 1601, e agora usado em toda a Igreja. Este segundo formulário contém a invocação Auxilium Christianorum. Possivelmente os guerreiros que retornaram de Lepanto (7 de outubro de 1571) visitaram o santuário de Loreto, saudaram a Santa Virgem lá pela primeira vez com este novo título; é mais provável, no entanto, que seja apenas uma variação da invocação antiga Advocata Christianorum, encontrada em uma ladainha de 1524. Torsellini (1597) e o Breviário Romano (24 de maio, apêndice) dizem que Pio V inseriu a invocação no litania de Loreto depois da batalha de Lepanto; mas a forma da ladainha em que é encontrada pela primeira vez era desconhecida em Roma na época de Pio V (ver LITANHA DE LORETO; Schuetz, "Gesch. des Rosenkranzgebets).

domingo, 20 de maio de 2018

Maçonaria esconde segredos diabólicos de seus membros

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A Maçonaria é a Igreja de Satanás. É claro que os não-iniciados “azuis” não são informados de que adoram a Lúcifer. O satanismo é a inversão de todos os valores, a normalização da doença e a negação da realidade.

Albert Pike: "A Maçonaria, como todas as Religiões, todos os Mistérios, Hermetismo e Alquimia, oculta seus segredos de todos, exceto dos Adeptos e Sábios, ou os Eleitos, e usa falsas explicações e interpretações errôneas de seus símbolos para enganar aqueles que merecem apenas ser enganado, esconder a Verdade, que chama de luz, e afastá-los dela. [Morals and Dogma, pág. 104-5].

OBS: Albert Pike foi um maçon americano e erra ao dizer que todas as religiões escondem segredos, ela está julgando todas, tomando a própria maçonaria como referência.

Manly P. Hall: "Quando um maçom aprende a chave para o guerreiro no bloco é a aplicação apropriada do dínamo do poder vivo, ele aprendeu o mistério de sua Arte. As energias fervilhantes de Lúcifer estão em suas mãos e antes dele pode pisar para frente e para cima, ele deve provar sua capacidade de aplicar adequadamente a energia ". [The Lost Keys to Freemasonry (As Chaves Perdidas da Maçonaria, Manly P. Hall, p. 48 )].

Domingo de Pentecostes

Eis realizada a profecia de

 Joel: o Espírito Santo desce

sobre Maria e os Apóstolos; e

as maravilhas de Deus vão ser

pregadas no mundo inteiro.




O dom do espírito Santo fora anunciado pelos profetas para os templos messiânicos. A sua descida sobre os Apóstolos é o pórtico desta era nova. Funda-se então a Igreja, e é-lhe conferido o espírito de Cristo, <<para renovar a face da terra>>. A narrativa dos Atos recorda os acontecimentos do dia de Pentecostes: a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os fenômenos que a acompanham, particularmente o milagre das línguas, símbolo da Missão universal dos Apóstolos. Todas as nações são chamadas a ouvir a proclamação da Boa Nova.


A esta presença do Espírito Santo, que inspira e dirige a Igreja, na sua missão de pregar o Evangelho até aos confins do mundo, acresce outra presença mais íntima e mais pessoal, que faz dos Apóstolos homens novos, transformando-lhes a própria natureza. A sequência da Missa e o hino de véspera descrevem e evocam penetrante do Espírito Santo no coração dos fiéis. A leitura do livro dos Atos durante toda a oitava, mostrará esta dupla ação do Espírito Santo na Igreja e na alma dos crentes.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Maio de 1968: meio século de subversão da ordem



Uma análise de maio de 1968 escondida pela mídia de massa judaico-maçônica-comunista.


Em maio de cinquenta anos atrás, irrompeu na França, na Universidade La Sorbonne, em Paris, o que veio a ser chamado de “Revolução de Maio”, revolta estudantil não poderia derrubar o sistema universitário contra o qual se rebelaram, nem poderia estabelecer qualquer tipo de movimento político, mas que, no entanto, mudou profundamente a sociedade.

O historiador Fernand Braudel escreve:

Herbert Marcuse, que, inconscientemente, se tornou o guru desta revolução, estava certo em dizer (23 de março de 1979) que é estúpido descrever 1968 como uma derrota. 1968 sacudiu os fundamentos da sociedade, quebrou hábitos e tabus, e até destruiu a apatia: o tecido familiar e social foi quebrado o suficiente para criar novos estilos de vida em todos os níveis da sociedade. É nesse sentido que realmente foi uma revolução cultural”.

"Para alguns, 1968 foi o ano do sexo, drogas e rock and roll. No entanto, foi também o ano dos assassinatos de Martin Luther King Jr. e Bobby Kennedy; a agitação na Convenção Nacional Democrata em Chicago; a Primavera de Praga; o movimento anti-guerra e a ofensiva do Tet; Poder negro; a lacuna geracional; teatro de vanguarda; o ressurgimento do movimento feminino».

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Venezuela: as Igrejas não tem mais hóstias para Comunhão



Nota do tradutor: Conheço um pouco a realidade venezuelana, ao menos a da fronteira com o Brasil. Há pelo menos quatro anos vem se noticiando a questão da falta de trigo para hóstias na Venezuela. Não somente o Vaticano tinha conhecimento, como, antes, o ex Núncio atual Secretário de Estado e, antes deste, os bispos locais, por seu turno alertados por seus sacerdotes. O texto fala de uma penúria material (pão) seguida da espiritual (Palavra de Deus). Penso que seja o contrário. Há muito a Venezuela padece da fome do Pão do Céu em sentido latu, agravada, como bem salienta o texto, pelas muitas flechadas lançadas contra o Coração de Maria no intuito de repeli-la. Mas não se pense que a estratégia diabólica se restringirá à Venezuela. Procuramos fazer com que haja um compadecimento um tanto sentimental e pouco racional pelos famintos de pão. Há quanto tempo os famintos da Palavra de Deus não perambulam, não somente pelas ruas da Venezuela, mas pelos cantos mais fartos luxuosos do mundo, sem que haja, não digo nem projeção midiática, mas clamor ao céus? Como dizem os irmãos hispânicos: “Ojo! Hermanos, ojo!”


Tradução de Airton Vieira – A derrocada da Venezuela, fruto do regime bolivariano-comunista, trouxe ao cenário calamidades inimagináveis: centenas de milhares de venezuelanos fogem da fome, famílias reviram o lixo à busca de comida, pessoas alimentando-se de carne de cachorro, mercados com as estantes vazias, farmácias sem remédios, hospitais sem sangue por falta de reagentes para analisá-lo, crianças morrendo de desnutrição, pais que entregam seus filhos para ser adotados por não ter como sustentá-los, inflação astronômica, etc.
Mas os desastres que ocorrem na outrora próspera Venezuela não se detêm aí. Os jornais informam que em várias igrejas do país não se distribui a comunhão durante a Missa por falta de hóstias! Isto é, não há farinha para prepará-las e em consequência os fiéis católicos não podem comungar.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Quamquam Pluries


1º de  Maio dia de São José operário.

Com esse documento do Papa Leão XIII, lembramos da importância de nosso padroeiro e guardião da Igreja de Cristo, já que os inimigos de Deus sempre estão colocando uma data humanista para substituir o feriado santo por um feriado antropocêntrico cuja finalidade é colocar os bens terrenos corruptíveis acima dos bens celestes incorruptíveis e, assim, vai se apagando da memória popular esse grande intercessor que temos diante de Deus.



Quamquam Pluries


A devoção a são José


Papa Leão XIII


Ainda que tenhamos mandado mais vezes que em todo o mundo católico se fizessem orações especiais e com a maior insistência se recomendassem a Deus os interesses da Igreja, mesmo assim, ninguém há de se admirar se neste ano julgamos nosso dever inculcar novamente este dever.

Com efeito, nos momentos difíceis e de maneira particular quando “o poder das trevas” parece tudo ousar para a ruína da religião cristã, a Igreja, costuma invocar e suplicar, com fervor e constância maior, a Deus, seu fundador e protetor, interpondo também a intercessão dos santos e especialmente da Virgem Mãe de Deus, porque da proteção deles espera o mais válido apoio aos seus interesses. E cedo ou tarde manifestam-se os frutos das orações piedosas e das esperanças que ela pôs na bondade de Deus.

Ora, veneráveis irmãos, vós conheceis as adversidades do nosso tempo, que é bem mais prejudicial para a religião cristã do que aqueles que passaram. Vemos como num grandíssimo número de fiéis desaba a fé, fundamento de todas as virtudes cristãs; resfria-se a caridade; a juventude cresce na depravação dos costumes e das ideias; a Igreja de Cristo é assaltada por todo lado com violência e a fraude; faz-se uma guerra feroz ao pontificado; com ousadia crescente corroem-se os próprios fundamentos da religião. Não é preciso demonstrar, por se demasiado conhecido, até que ponto se chegou a esta descida nos últimos tempos, e o que se quer fazer de pior ainda.

sábado, 28 de abril de 2018

ESTRANHA-ME CATÓLICOS SEGUIDORES DE MITOS!



Airton Vieira
(tonvi68@gmail.com)

Permitam-me um pequeno desenrolar de uma ideia anterior[1], ainda que sob o risco de sofrer o mesmo destino do protomártir, sem a vantagem de seus méritos. E com isto pretendo encerrar esta minha espécie de óbolos, que já são bem escassos.

*
Falava àquela ocasião do grande risco que corremos nestes tempos em que a sã doutrina já virou conto de fadas (cf. 2 Tim IV, 1-4), e isso à quase totalidade dos católicos. Tamanha a decadência, que os ídolos já se elevam aos cumes com direito à manchetes de jornais, horários nobres e superproduções. Daí a gravidade, para ficar em nosso contexto nacional hodierno, das afirmações megalomaníacas do anteriormente mencionado ex presidente[2], que segue falando, agora pela boca de seus adestrados psitaciformes e office boys, ou torcedores internacionais do mesmo time. Em uma ponta. Em outra, temos uma categoria de católicos que, ao modo de uma arquibancada de tênis-de-mesa, vão movendo-se ao ritmo a bola arremessada, para lá e para cá. Nada além de mais do mesmo.

Não faz muito e vimos surgir no horizonte uma nova investida inimiga na guerra cultural travada pela conquista das almas, cujo campo de batalha, desta feita, é o da linguagem, tão cara a ideólogos, populistas e toda uma plêiade de bons de papo. Muda-se a língua[3], muda-se o mundo, dizia alguém. Eis que então nesse mar de ilusões surge mirabolantemente um novo substantivo, com seus respectivos verbos e advérbios, tudo bem provido das etéreas substâncias mitológicas: a mitagem. Coisas e pessoas passam então subitamente a mitar. E mítica e imperceptivelmente o mito vai transmutando-se em ídolo, com direito a toda parafernália tecnológica, acadêmica e midiática como vassala. Com isso as vozes dissonantes, em que pese a farsa da liberdade de expressão, passam a conviver com o risco de se tornarem agora mitofóbicas, com direito à processo nas diversas instâncias judiciais e não poucas pancadas e sopapos democráticos.

Ainda que o tema seja “mitos” há de se trabalhar com exemplos concretos, como no artigo anterior, sob pena de também eu ser um golpista. Ei-lo então. Há pouco mais de um ano escrevia ao mais recente mito brasileiro, quase candidato à presidência desta querida e maçônica República, anunciando-lhe minha desadesão à sua possível futura candidatura. É razoavelmente provável que não tenha lido, o que não fará a mais mínima diferença. Para ambos. Contudo, dado o quadro em que se encontra este apesar dos pesares amado País em que foi-me escolhido pra berço, resolvi, sem maiores pretensões, ao menos expressar, com o direito que creio possuir, o motivo desta minha decisão, o que certamente a um católico que preze o significado deste termo, deverá ao menos tê-lo em alguma conta, obviamente não pelo ilustre desconhecido que escreve, mas pelo motivo em si, que não é de pouca monta, em que pese as opiniões em contrário, que também não serão poucas.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Pais de família protestam contra o ensino LGBT nas escolas



Tradução de Airton Vieira – Em 23 de abril passado, um movimento internacional de Pais de alunos de vários países do mundo anglo-saxão organizou uma “jornada de retirada” da escola para protestar contra a educação sexual com tendência LGBT, à qual são submetidos seus filhos nos colégios que estudam.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Massacre terrorista sem autoria intelectual nem natureza ideológica alguma

Atropello masivo en Toronto, Canadá.

Pelo menos dez pessoas morreram e quinze ficaram feridas em Toronto (Canadá), quando uma van subiu na calçada de uma das principais ruas da cidade e se dirigiu para um grupo de transeuntes, disse a polícia.


O autor do massacre é Alek Minassian, em quem as autoridades canadenses mantiveram um surpreendente silêncio nas 24 horas após o evento. Ninguém parece interessado na natureza ideológica do assassinato. Nem um único fato  que denuncie o perfil do assassino Minassian, nem uma única referência aos grupos radicais com que ele mantinha, nenhuma menção de possíveis contatos com redes jihadistas. Por outro lado, as autoridades norte-americanas se apressaram em descartar o terrorismo no múltiplo atropelo. Nós já sabemos, foi obra de um simples alienado. Mais um. Então, até a próxima carnificina.

Cardeal Burke: a situação é intolerável. Não só é possível como necessário criticar o Papa.


O que aconteceu na última entrevista com Eugenio Scalfari durante a Páscoa excede todo o tolerável", disse o Cardeal Raymond Leo Burke em uma entrevista com Ricardo Cascioli publicado em La nuova bussola quotidiana em 4 de abril.


"Que um ateu pretenda anunciar uma revolução no ensino da Igreja Católica, afirme falar em nome do Papa, e negue a imortalidade da alma humana e a existência do inferno provocou um tremendo escândalo, não só para muitos católicos, mas também para muitos leigos que respeitam a Igreja Católica e seus ensinamentos, ainda que não compartilhem"disse o cardeal norte-americano, um dos quatro signatários do dubia em 2016. Na verdade, a resposta da Santa Sé para a reação do escândalo que tem produzido em todo o mundo tem sido extremamente inadequada. Em vez de reafirmar claramente a verdade sobre a imortalidade da alma humana e do inferno, a negação limita-se a dizer que algumas das palavras citadas não são do Papa. Não diz que o Sumo Pontífice não concorda com as ideias errôneas e até mesmo heréticas expressas por essas palavras, nem as repudia por serem contrárias à fé católica. Jogar dessa maneira com fé e doutrina, no mais alto nível da Igreja, é justamente causa de escândalo entre os pastores e os fiéis".

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O Sensus Fidei




Durante muito tempo, as pessoas simples, mesmo analfabetas, estavam bem formadas teologicamente. Era até um povo culto. Sim até certo ponto, havia um vulgar em muitos aspectos culto, embora pareça um paradoxo, embora fosse analfabetos e ignorantes em muitos assuntos. Em nossos Séculos de Ouro se dava o caso de que conheceriam melhor  mitologia antiga que muitas das pessoas cultas de hoje pelo que viram e ouviram nas comédias, ou assistindo a palestras públicas, como podemos ver em Don Quixote, que fazia pela noite em uma venda. O que faziam quando ficavam entediados se não sabiam ler e não tinham televisão?

Desde os tempos antigos, as mães incltiam a fé em seus filhos. Desde pequeno foram ensinados a orar e inculcou-lhes os rudimentos da fé, também ensinando História Sagrada, que era de conhecimento geral graças a transmissão de mãe para filho e a Bíblia em pedra que foram os  altares dos templos. E foi assim até em tempos muito recentes. Eu posso atestar isso por minha própria experiência. Eu nasci e fui criado no século XX, quando se estudar e se instruir era normal para a maioria, desde que eu aprendi a falar a minha mãe me ensinou as orações fundamentais, eu fui instruído nos fundamentos da doutrina e me contava histórias do Antigo Testamento e dos Evangelhos. Isto foi o habitual. Não é de se admirar que hoje, o trabalho das mulheres, que não é mau em si, ser encorajado, mas, quando a mãe tem que gastar mais tempo fora de casa inevitavelmente negligencia a educação de seus filhos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Intervenções do cardeal Zen e Renzo Pucceti no Colóquio “Igreja Católica, aonde vais?”



Tradução de Airton Vieira

Mensagem de S.E. o cardeal Joseph Zen para o simpósio do dia 7 de abril em Roma

–Eminência, estamos em Hong Kong, mas em Roma está sendo celebrado um encontro, com o nome de Igreja, aonde vais? Estou seguro de que alegrará muito aos participantes que lhes dirija umas palavras de saudações.

–De acordo. Gostaria muitíssimo de participar, mas em vista de minha idade, decidi não viajar demasiado. Com minhas orações, com o coração, isso sim, estou convosco. Porque é um encontro que deveria ser do interesse de todo o mundo: Aonde vai a Igreja, nossa Igreja? A Igreja pela que Jesus se esforçou e padeceu. A Igreja na que gozamos de todas as graças do Senhor, e esperamos que nossa Igreja goze sempre de boa saúde.
–Eminência, sem dúvida os participantes apreciarão que lhes diga como vê a situação atual quanto à relação entre a Santa Sé e a China.
–Sim. Temos uma Igreja que é uma unidade, que em todo o mundo é uma grande família. Uma grande família com um centro, que é a Santa Sé. Então, a Santa Sé é muito importante, mesmo que o Papa insista em que se deva dar muita importância à periferia. Tanto o centro como a periferia são necessários. Agora bem, neste momento, nossa periferia (a China) atravessa grandes dificuldades. Então, mesmo que muitas vozes desta periferia não cheguem a fazer-se ouvir no centro, nós, que vivemos fora da China continental, naturalmente levamos em nossa experiência, em nosso coração, toda a China, ainda que estejamos sempre em contato. Consideramos que representamos a esta periferia. Temos um grande desejo de que haja mais comunicação entre o centro e a periferia. Porque, se se quer ajudar a Igreja da China, há de conhecê-la. Mas não me refiro a um simples conhecimento abstrato, baseado em números ou em livros. Há que ter vivido, e por isso a periferia não é substituível. O que esperamos, então, é que nossa voz possa fazer-se muita. Pelo contrário, nos desagrada que sejam escassas as vozes que chegam da periferia. Temos medo de que no centro não se tomem as decisões que sejam verdadeiramente uteis e contribuam ao verdadeiro crescimento da Igreja. Esta é uma preocupação importante, a falta de comunicação. E eu não digo que seja um grande professor, mas tenho muita experiência direta da China. Ensinei durante sete anos em seminários da China continental, da Igreja oficial. E constantemente vêm irmãos da China continental e nos contam como está a situação, e temo que essas vozes não consigam chegar ao centro.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A democracia como religião


Foi Aldous Huxley em sua fábula futurista “Admirável Mundo Novo”, que sugeriu que o que chamamos de um axioma - quer dizer, uma proposição que parece autoevidente e por isso, aceitamos – pode ser criado para um indivíduo e para um ambiente determinado pela repetição, milhões de vezes, da mesma afirmação. Para este efeito -a gênese artificial de axiomas e dogmas – propõe o uso durante o sono, um mecanismo repetitivo de falar sem interrupção ao nosso subconsciente, capaz, durante horas, de receber e assimilar toda a mensagem.

Este projeto está, hoje, ao final de meio século, muito próximo da realidade, embora não sejam exatamente as mesmas técnicas, como o próprio Huxley enfatizou em seu "Retorno ao mundo feliz".

A realização mais importante neste sentido através de métodos de saturação mental pelos meios de comunicação de massa tem sido, em nosso tempo, o estabelecimento em uma escala universal do dogma-axioma da democracia. A partir dessa noção, em seu sentido individualista e majoritário, foi possível fazer a pedra angular da mentalidade contemporânea. Ou seja, o que Kendall e Wilhelsenn chamaram de “ortodoxia pública” do nosso tempo. Esta expressão significa para esses autores, o conjunto de bases conceituais ou fé em que se assenta cada sociedade histórica, elementos que são, por sua vez, as ideias-forçcas para os seus membros e pontos de referência para ser entendido na mesma língua e convergir, em último extremo, em alguns axiomas e dogmas que somente os marginalizados ou extravagantes exigiriam questionar.

A consolidação do dogma da democracia e sua axiomática tem sido, é claro, obra de muitos anos, mas é agora que ela conhece sua validade universal. Já no final dos anos 1920, assumiu-se na linguagem política espanhola, que, através da ditadura do general Primo de Rivera, era obrigado a “retornar à normalidade constitucional (ou democrática). Hoje assume-se para o mundo todo, desde a Europa mais culta até a selva africana, que apenas uma eleição “livre” (de sufrágio universal) pode justificar um governo ortodoxo. Qualquer outro governo receberá o rótulo de “ditadura” e convocarão cruzadas contra ele como um violador de “direitos humanos”, que constituem a apelação final, que em outros tempos ficava no juízo de Deus Único e Trino. (Há, naturalmente, certas tolerâncias ou concessões em favor da perfeição universal do quadro: o mundo soviético ou sovietizado e os inúmeros sultanatos árabes desconsideram qualquer consulta à “opinião pública” e eles se autointitulam "popular" ou "democrático" para gozar de suficiente imunidade”.

sábado, 14 de abril de 2018

DE ETÍLICO A ETÉREO: MAIS DO (PERIGOSO) MESMO!

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Airton Vieira
(tonvi68@gmail.com)

Nota: a uma melhor compreensão do texto, sugere-se a leitura das notas de rodapé com as devidas indicações, bem como a compreensão dos termos pouco usuais.

Se me perguntam digo sim, segue vigente o que escrevi no passado 15 de maio[1], até que a história dê prova em contrário daqui a poucos meses; queira Deus.

O que vem abaixo não é estranho à humanidade: data de sua expulsão edênica. Aliás, foi por coisas deste tipo que fomos expulsos. E de lá pra cá pouco ou nada mudou...

Hoje já poderíamos estar celebrando uma autêntica Missa de 7º dia. Sábado passado vimos “entrando em cana” um outro condenado na famigerada “Operação Lava Jato” realizada pelo judiciário brasileiro. À diferença dos que o antecederam, ali estava um ex presidente da República. O primeiro. Nenhuma novidade. Mas houve um fato... até o presente pouco ou nada captado[2] especialmente entre as parabólicas católicas [tanto pior], público alvo prioritário mas não exclusivo deste artigo.

Embora fosse a primeira vez que ouvisse da boca do próprio condenado o disparate abaixo, este não era inédito, como bem apontou a matéria acima. De forma sistematizada e crescente, o carismático personagem vem, também ele, sofrendo mutação físico-metafísica: de concretamente etílico passa a abstratamente etéreo, ainda que mantenha a etilidade disfarçada em garrafinhas de água mineral. Isso o demonstrou em alto e bom tom em uma [dentre outras] frase de efeito – uma espécie de mantra psicodélico – comum em muitas inteligências esquizofrênicas e psicóticas, pronunciada pela última vez em uma suposta homenagem religiosa à sua recém falecida mulher. O humano e muito concreto senhor ex presidente, oficialmente atual delinquente, revirando de seu túmulo não a defunta mas o Estagirita[3] ao virar de pernas ao ar seu princípio da não contradição, disse (a palavra seria berrou) que ele já não é mais ele: é agora uma ideia[4]. Panteisticamente diluída em seus seguidores ao modo de metástase. A conclusão é simples: vemos pelo turvo e avermelhado horizonte brasileiro uma nova seita político-messiânica insurgir-se com seu novo anticristo, outra das muitas prefigurações do último e definitivo, que pelo andar da carruagem não demora.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Assim começou a comunhão na mão


 


Tradução de Airton Vieira – Um sacerdote realizou o mais profundo estudo de como se concedeu a distribuição da comunhão na mão que Paulo VI e a maioria dos bispos rejeitaram.
Começou com um indulto que era dirigido somente àquelas dioceses onde se cometiam abusos. Em seguida a “moda” se estendeu. Mas a recepção da comunhão de joelhos e na boca é lei universal da Igreja, e a forma consuetudinária atual é só o fruto de uma concessão.
Dom Federico Bortoli é atualmente pároco da paróquia de Sant’Andrea Apóstolo em Acquaviva, diocese de San Marino Montefeltro. Também é Chanceler do Bispo, Vigário Judicial e assessor eclesiástico da União Cristã de Empresários Executivos. Na Corte Eclesiástica Flamínio de Bolonha, é o Defensor do Vínculo. O livro A distribuição da comunhão na mão[1], publicado em 22 de fevereiro passado, é sua tese doutoral em Direito Canônico. É sobre este importante tema que o entrevistamos.

O documento de referência sobre a distribuição da Sagrada Comunhão na mão é a Instrução da Sagrada Congregação para o Culto Divino Memoriale Domini (29 de maio de 1969, adiante MD), comissionada por Paulo VI.  Pode, em resumo, dizer-nos por que nasceu este documento e que informação contém? 

O documento nasceu porque, nos anos imediatamente posteriores ao Vaticano II, o uso da Comunhão na mão se havia estendido em alguns países. Se tratava evidentemente de um abuso litúrgico, que tinha suas raízes naqueles países onde já se haviam registrado problemas doutrinais relacionados com o mistério da Sagrada Eucaristia: Bélgica, Holanda, França e Alemanha. A Santa Sé, não podendo deter este abuso, decidiu consultar a todos os bispos sobre o assunto. Esta decisão de Paulo VI já nos permite compreender a importância do tema. Digo isto porque algumas pessoas pensam que se trata de um aspecto marginal e sem importância. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Simpósio Igreja Católica, aonde vais? Intervenção de Marcello Pera





Tradução de Airton Vieira – Texto da exposição de Marcello Pera[1] em Roma durante o encontro Igreja Católica, aonde vais?, em 7 de abril de 2018. Discurso improvisado, de estilo claramente espontâneo e coloquial, transcrito a partir da gravação.

Obrigado. Boa tarde a todos. Me pediram uma intervenção muito breve há dez minutos. Procurarei ser o mais breve possível. Os temas que já vêm sendo debatidos aqui são muito complexos e mereceriam todos um bom aprofundamento, mas me limitarei a fazer algumas breves observações. Para começar, considero de bom augúrio que me convidassem a falar, e recordar o cardeal Caffarra, que era um muito querido amigo meu, como todos vós. Também tem sua importância porque sou o terceiro a tomar a palavra, mas assim como Brandmüller é cardeal, direi que meu amigo Burke também é cardeal, e eu que sou o terceiro poderei portanto esperar seguir pelo mesmo caminho. Dizia o cardeal Caffarra que a situação da Igreja é confusa, que há que ser cego para não vê-la. Os cardeais Burke, Brandmüller e muitos outros têm acrescentado um novo adjetivo: que a situação é bastante confusa, e muito grave, e muito perigosa. Estou de acordo com eles.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Os cardeais Burke e Brandmüller falam do cisma, autoridade papal e o Sensus Fidei


Tradução de Airton Vieira – Na conferência do dia de hoje em Roma sobre o estado da Igreja Católica – “Igreja Católica, Aonde vais?” – o cardeal Raymond L. Burke, um dos quatro Cardeais das dubia, fez alguns comentários surpreendentes sobre seu querido colega das dubia, o cardeal Joachim Meisner, que faleceu no verão passado. Burke revela agora que, depois de escutar o discurso do cardeal Walter Kasper sobre o matrimônio no Consistório de fevereiro de 2014 – o que começou todo o processo de abrir a porta à Sagrada Comunhão aos “recasados” nos sínodos e finalmente pela publicação de Amoris Laetitia– Meisner lhe disse que previa as espantosas consequências rumo as que estas coisas se estavam dirigindo. Em sua conferência do dia de hoje, Burke contou a conversação que teve com este Cardeal alemão*:


Após o discurso inaugural do cardeal Walter Kasper durante o Consistório Extraordinário de fevereiro de 2014, enquanto saíam da sala do Sínodo, [o cardeal Meisner] aproximou-se de mim e me expressou sua preocupação pela falsa direção na qual o discurso inaugural [de Kasper] dirigiria à Igreja se não houvesse uma adequada e rápida correção. Além disso agregou: “tudo isto terminará em cisma.” Desde esse momento fez todo o possível para defender a palavra de Cristo sobre o matrimônio. [Ênfase agregada na notícia original]
O cardeal Burke disse estas coisas ao início de sua conferência já que queria honrar a ambos, ao cardeal Meisner e ao cardeal Carlo Caffarra, dois dos quatro cardeais das dubia que faleceram sem receber nunca uma resposta a suas preocupações por parte do Papa. Burke elogiou a firme postura do cardeal Meisner dizendo “ele esteve, desde o início deste bom combate, aí para defender e promover as verdades fundamentais do matrimônio e a família, e completamente unido ao cardeal Caffarra, ao cardeal Walter Brandmüller, e a mim.” “Como um verdadeiro pastor do rebanho do Senhor,” continuou Burke, “pensou que seu primeiro dever era a incansável apresentação do ensinamento de Cristo na Igreja.” Enquanto o mesmo cardeal Meisner estava “clara e profundamente preocupado pelo verdadeiro estado da Igreja, não omitiu expressar sua completa fé no Senhor, que não falhará em sustentar seu Corpo Místico na verdade da fé”.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Declaração final da Conferência de Roma: reafirma a doutrina católica e responde às dubia



Maike Hickson  |


Tradução de Airton Vieira – Hoje 7 de abril teve lugar em Roma a muito esperada conferência “Igreja Católica, aonde vais?”. A conferência foi inspirada pelo cardeal Carlo Caffarra (um dos quatro cardeais das dubia), que faleceu e setembro passado. Ao final da conferência se publicou uma Declaração Final em nome dos participantes, igualmente religiosos e seculares, que reafirma a doutrina infalível da Igreja no concernente a assuntos morais como o matrimônio os atos intrinsecamente maus, e respondendo assim às cinco dubia originais que, 18 meses depois de serem remetidas pela primeira vez, nunca foram respondidas pelo papa Francisco.

A importância da Declaração Final estriba no fato de que foi publicitada na presença alentadora dos quatro principais prelados restantes que elevaram suas fortes vozes de resistência católica contra a confusão e o erro difundidos pelo papa Francisco: os cardeais Walter Brandmüller, Raymond Burke, Joseph Zen e o bispo Athanasius Schneider. Se apresentou também uma breve mensagem em vídeo do cardeal Carlo Caffarra. Nos próximos dias publicaremos um informe mais longo com o conteúdo de toda a conferência. Por hoje nos limitamos a apresentar a nossos leitores esta histórica Declaração Final chamada “Portanto damos testemunho e confessamos…”, que se caracteriza por ser sucinta e clara.
A Declaração Final começa com uma referência à Exortação Apostólica do papa Francisco Amoris Laetitia e seu efeito de confusão sobre os fiéis. Assinala que nem a Apelação Filial de quase um milhão de assinantes, nem a Correção Filial de 250 intelectuais, nem as dubia dos quatro cardeais receberam resposta de parte do papa Francisco. Por isso, dizem os autores, “nós, membros do Povo de Deus batizados e confirmados, somos chamados a reafirmar nossa fé católica”. Também assinalam “a importância de que os seculares sejam testemunhas da fé”. Em seguida os autores reafirmam, em seis pontos, os ensinamentos da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio, o adultério, a questão de uma consciência subjetiva defeituosa, as normas morais absolutas, a necessidade de uma intensão firme de mudar a forma de vida para receber uma absolvição sacramental válida, e o fato de que os divorciados “recasados” que não têm intensão de viver em continência não podem receber a Sagrada Comunhão.

Leia aqui abaixo o texto completo da declaração:

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Guerra dos Cristeros - Revolta Mexicana contra a tirania judaico-maçônica

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Como na Rússia soviética, os padres mexicanos foram assassinados pelos maçons na década de 1920

Se trata do assassinato de sacerdotes e a destruição de igrejas confinadas na Rússia judaico-maçônica (bolchevique)? Não.




Na década de 1920, centenas de padres foram torturados e assassinados no México quando o presidente maçom Plutarco Elias Calles ordenou a supressão da Igreja Católica. “For Greater Glory”(Para Maior Glória), um excelente filme lançado em 2012, disponível no Netflix, documenta a revolta dos Cristeros, onde os cristãos pegaram em armas contra o governo satânico do México e obrigaram-no a fazer concessões. A rebelião, de 1926 a 1929, matou 57 mil soldados do governo e 30 mil “insurgentes” cristeros, além de civis.
Nunca ouviu falar dessa rebelião? Nem os mexicanos. Os maçons, que defendem a liberdade e a tolerância (para seu próprio mal), não querem que você saiba sobre a resistência armada à sua tirania. De acordo com o historiador Ruben Quezada, “Na década de 1980, era difícil encontrar um único livro que mencionasse qualquer coisa substantiva sobre a Cristiada. Se foi mencionado, usualmente não passava de uma única frase na biografia do Presidente Calles. não incluiu a Cristiada como parte de sua história para que as futuras gerações logo perdessem qualquer conhecimento dela ... Há mais liberdade de imprensa hoje, e um grande volume de histórias não contadas sobre a Cristiada - testemunhos e imagens que foram ilegais para imprimir ou publicar por muitos anos - estão finalmente surgindo. Há literalmente milhares de testemunhos vindo à luz que revelam uma história inspiradora que tem sido escondida por décadas sob uma sombra escura de medo e negação”.

Cristãos americanos estão enfrentando perseguição dos comunistas no governo e na mídia dos EUA. Eles podem se inspirar nessa história que define a verdadeira natureza oculta da tirania que escraviza a humanidade.


domingo, 1 de abril de 2018

Domingo da Ressurreição: Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos...





O Apóstolo insinua: “Lembra-te de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos (2 Tm 2,8)!” Não há dúvida, esta ordem dada a Timóteo se estende também a todos os mais que tenham encargo de almas.

Motivo. Para dar prova de Sua Divindade, não quis retardar a ressurreição até o fim do mundo. De outro lado, para crermos que era homem de verdade, e que realmente tinha morrido, não ressuscitou logo depois da morte, mas esperou até ao terceiro dia. Este intervalo Lhe pareceu suficiente para demonstrar a realidade de Sua Morte.


I. “segundo as Escrituras”.

1. Importância fundamental da Ressurreição.

a) para a nossa fé... Os Padres do Primeiro Concílio de Constantinopla puseram aqui o acréscimo “segundo as Escrituras”.

Introduziu-se no Símbolo de Fé esta expressão tomada do Apóstolo (ICor 15, 3-4), é porque o mesmo Apóstolo ensina a necessidade fundamental do mistério da Ressurreição: “Se Cristo não ressuscitou, de nada vale, pois a nossa pregação, e para nada adianta a vossa fé”. E ainda: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa fé, pois ainda estais em vossos pecados”(I Cor 15, 14-17).

que nos distingues dos judeus e pagãos. Por isso é que, cheio de admiração pela verdade deste Artigo, Santo Agostinho escreveu: “Que muito crermos que Cristo morreu? Também os pagãos, os Judeus, e todos os maus o acreditam. Todos creem que morreu. A fé dos cristãos é a Ressurreição de Cristo. O que muito importa é crermos que Ele ressuscitou”.

b) sendo ponto capital da pregação de Cristo. Esta é também a razão por que Nosso Senhor falava tão amiúde de Sua Própria Ressurreição. Quase nunca se entretinha de Sua Paixão com os Discípulos, sem discorrer também acerca da Ressurreição. Disse, por exemplo: “O Filho do Homem será entregue aos gentios, escarnecido, flagelado e cuspido. Depois de O flagelarem, hão de dar-Lhe a morte”. E por fim acrescentou: “E ressuscitará ao terceiro dia”(Lc 18,32).

Quando os Judeus Lhe pediram para que confirmasse Sua doutrina com algum sinal ou prodígio, respondeu: Nenhum outro sinal lhes será dado senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um cetáceo, assim o Filho do Homem, afirmou Ele, estará três dias e três nooites no seio da terra”(Mt 12,39; Lc 11,29).