segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Entrevista exclusiva ao professor Sandri




08/10/18 9:40 por Corrispondenza Romana

Tradução de Airton Vieira – Oferecemos [aos leitores] uma entrevista exclusiva com o professor Andrea Sandri, Doutor de Investigação em Direito público na Universidade Católica de Milão, onde dá aulas de Teoria Geral do Estado durante dez anos.

O professor Sandri reside em Seregno, na Lombardia, Itália e é autor de abundantes e sérias publicações sobre assuntos teológicos, filosóficos, jurídicos e políticos, assim como de traduções ao Italiano de obras de outros autores, sobre essas mesmas questões.

Para quem ainda não conheça sua obra, recomendamos encarecidamente seu blog Vigiliae Alexandrinae onde encontrarão numerosos escritos de nosso entrevistado, desde o ano 2013 até a atualidade, principalmente de conteúdo teológico e religioso. Mesmo que em língua Italiana, o estilo do autor é claro e com a ajuda de um bom dicionário, uma decente gramática e as suficientes doses de sentido comum, sua leitura abrirá portas e janelas na alma, de cuja existência sequer poderiam suspeitar. Na atmosfera rarefeita que nos rodea é necessidade vital.
O professor teve a gentileza de responder nossas perguntas em espanhol sem necessidade de tradução. Vamos à entrevista que lhes oferecemos na íntegra.

(P) – Professor, a Igreja está vivendo momentos dramáticos, muitos situam o início da crise no Concílio Vaticano II mas outros o assinalam no atual pontificado. Crê que teremos um antes e um depois deste Pontificado? Assim sendo, Como crê que será esse “depois”?

Creio que sob este Pontificado está se consumando a realização das doutrinas novas e não tradicionais, em si mesmas não vinculantes, que cabem em alguns documentos do Concílio Vaticano II ao lado de doutrinas já definidas pela Igreja (e por isso vinculantes) e de doutrinas teológicas comuns que não se podem considerar contrárias à verdade revelada. Neste sentido muitos documentos e declarações da hierarquia católica continuam estando na legalidade formal (e substancial a respeito das doutrinas novas do Vaticano II), mesmo que corrompam o ensinamento do dogma.

sábado, 13 de outubro de 2018

A verdadeira política é sobrenatural

A verdadeira política é sobrenatural

Pe. Guillaume Devillers, FSSPX

“Civitas est communitas perfecta” (a cidade é a comunidade perfeita)
É sobre este princípio, retirado de Santo Tomás de Aquino, que muitos se baseiam para justificar a autonomia da política: a cidade, ou seja, a sociedade civil, é uma sociedade perfeita, logo, autônoma. Sem dúvida existe também outra sociedade perfeita, fundada por Cristo, a Igreja, sociedade sobrenatural ordenada à salvação das almas. Mas a graça não suprime a natureza; e portanto, permanece o fato de que a sociedade política é perfeita e, por si mesma, autônoma.
É este exatamente o pensamento de Santo Tomás? Vejamos um pouco como o santo doutor nos explica este princípio: “a cidade é a comunidade perfeita, o que Aristóteles prova mostrando que, como toda comunicação social ordena-se a alguma necessidade da vida, a comunidade perfeita será aquela ordenada a que o homem tenha suficientemente tudo o que é necessário à vida: ora, tal é a comunidade da cidade...” 
A cidade é, portanto, a sociedade perfeita na medida em que pode satisfazer todas as necessidades do homem. Santo Tomás esclarecerá: necessidades materiais e espirituais, asseguradas pela diversidade de ofícios, tais como agricultores, artesãos, soldados, príncipes e padres 2. Para Santo Tomás, como para todos os papas que trataram destas questões, a sociedade perfeita é, portanto, antes de tudo a que une organicamente Igreja e Estado, a sociedade civil e a sociedade religiosa, o poder temporal e o poder espiritual, sob um único chefe, que é Cristo. Não há dúvida de que, em seu seio, podemos distinguir dois tipos de comunicação — espiritual e temporal — e por conseguinte, dois poderes, cada qual com sua função particular e seu fim próprio. Porém, todos os dois estão unidos sob um único chefe, que é Cristo, e seu vigário, o papa; e sobretudo, os dois estão ordenados ao um mesmo fim, a felicidade ou beatitude sobrenatural 3. Esta civitas, que é uma sociedade perfeita, é portanto a cidade católica, é a cristandade, que une em seu seio os dois poderes 4
Santo Tomás distingue mas não separa, o que são coisas absolutamente diferentes. Distinguimos no homem a alma e o corpo, mas não os separamos 5. Estes dois elementos constituem um único ser, ordenam-se um e outro a um único fim que é a felicidade e a perfeição do homem. Podemos e devemos distinguir na sociedade humana as diferentes pessoas que a compõem, os diferentes ofícios ou trabalhos que concorrem para sua perfeição, e o temporal e o espiritual. Mas não é possível separá-los sem causar à sociedade um grande mal.
Com efeito, a Igreja tem repetido sem cessar: a política separada é a morte da civilização cristã.
A distinção e a harmoniosa união dos poderes civil e religioso fizeram a grandeza da civilização cristã, “o poder civil tendo como fim próximo e principal ocupar-se dos interesses terrestres, e o poder eclesiástico de procurar os bens celestes e eternos” 6. Na sociedade católica, os reis obedeciam aos padres 7, e a “filosofia do Evangelho presidia o governo das nações. Tudo então estava impregnado das divinas influências e da sabedoria católica: as leis, as instituições, os costumes, todas as classes, todas as relações sociais” 8.
A partir do Renascimento, os Estados separam-se progressivamente da Igreja, o que culminará na ruína da civilização cristã e na perda de milhões de almas. É assim, ao menos, que os papas da tradição sempre apresentaram a história moderna.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Dresden 1882 "Primeiro Manifesto Anti-Judaico" expondo a Nova Ordem Mundial


"Um manifesto de 1882 mostra como a hegemonia judaica
foi um fato consumado há 136 anos,
e explica porque a coesão racial do Ocidente
e a herança cristã tem estado sob ataque cruel.
Leia isto e pergunte a si mesmo: "Poderia Hitler ter chegado ao
poder sem a cumplicidade judaico-maçônica? "

A Maçonaria Secreta está montando "nossa própria, só na aparência, fora de posição que em pelo menos um de seus órgãos [nazistas] apresentará o que parecem ser os antípodas para nós. Nossos verdadeiros oponentes, de coração aceitarão essa oposição simulada como suas próprias e nos mostrará seus cartões ". (Protocolos de Sião, 12.11)

Todavia, ninguém falava dele [Jesus] abertamente por medo dos judeus. (João 7:13)

 "Uma nova guerra em defesa da democracia e da alegada lei está sendo preparada com toda a pressa. Uma aliança de todos os grupos judaicos já está completa; ela tem o título oficial da aliança das três grandes democracias, a inglesa, a americana, e a francesa ... Israel exige a guerra mundial e em breve! ... Israel é positivamente da opinião de que o tempo está ficando curto. <br /> <br /> Para a mente, sua guerra mundial é uma necessidade para que, em nome da paz indivisível, toda aquela parte da humanidade que deseja abandonar o jugo judaico, pode ser reduzida. "

- Revue Internationale des sociétés secrétes, abril de 1937

O último esforço significativo para defender os valores nacionais cristãos foi a "Primeira Conferência Internacional Anti-Judaica " realizada em Dresden em setembro de 1882.

A conferência atraiu 300 empresários proeminentes, aristocratas, políticos, clérigos, advogados, médicos, agricultores e intelectuais da Alemanha, Áustria, Hungria e Rússia. Eles produziram um manifesto dirigido aos "Governos e Povos das Nações Cristãs Ameaçadas pelo Judaísmo", que mostra como a hegemonia judaica era um fato consumado há 136 anos, e explica por que a coesão racial e a herança cristã do Ocidente estão sob constante ataque.


domingo, 30 de setembro de 2018

O linguajar tendencioso de D. Reginaldo Andrietta sobre as eleições 2018


Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores (Mateus 7:15)

Abaixo colocamos um início de texto de Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales. O linguajar venenoso em negrito é o mesmo utilizado por comunistas e pela grande mídia recheada de comunistas, para sujar a reputação dos opositores. O bom entendedor já sabe que lado ele está. Assim, os pastores que deveriam cuidar das ovelhas, entregam-na sem dó nem piedade aos caçadores.





sábado, 29 de setembro de 2018

Viganò torna a escrever: “Será que Cristo se tornou invisível para seu vigário?”



28/09/18 1:12 por One Peter Five

O arcebispo Carlo Maria Viganò, cujo testemunho de 11 folhas de agosto sacudiu a Igreja, inclusive a Sé Apostólica, publicou hoje uma nova declaração, desafiando ao papa Francisco por seu silêncio frente às acusações por sua cumplicidade no encobrimento dos culpáveis de abuso sexual eclesiástico.


Em sua nova declaração, Viganò disse que sua decisão de revelar “esses fatos graves” foi para ele “a decisão mais dolorosa e séria” que já tomou em sua vida. “O fiz,” escreve Viganò, “depois de longas reflexões e orações, durante meses de profundo sofrimento e angústia, durante um crescendo de notícias contínuas de terríveis acontecimentos, com milhares de vítimas inocentes destruídas e as vocações e vidas de jovens sacerdotes e religiosos perturbadas.”
Viganò disse que embora algo do que ele revelou estivesse protegido pelo segredo pontifício, “o objetivo de qualquer segredo, incluído o segredo pontifício, é proteger a Igreja de seus inimigos, não ocultá-la e converter-se em cúmplice dos crimes cometidos por alguns de seus membros.” Mais ainda, “como declara o Catecismo da Igreja Católica (par. 2491), o selo do segredo não é vinculante quando um dano grave pode evitar-se unicamente ao divulgar a verdade. Só o selo da confissão poderia haver justificado meu silêncio.”

Dado que nem o Papa nem nenhum dos cardeais em Roma negaram os fatos que afirmou em seu testemunho – testemunho que Viganò declara “com a consciência tranquila ante Deus” que é verdade – a máxima “Qui tacit consentit” (quem cala consente) “seguramente se aplica aqui.” “Se negam meu testemunho,” aponta o ex núncio papal, “só têm que dizê-lo e fornecer a documentação para respaldar essa negação. Como podemos evitar concluir que a razão pela qual não fornecem a documentação é porque sabem que confirma meu testemunho?”

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Da yoga à apostasia. Um testemunho real.





Carta de uma leitora ao site Adelante la Fé



Tradução de Airton Vieira[1]
Senhor Diretor,
Quero pedir desculpas em primeiro lugar ao senhor e a todos os leitores, porque não é meu ofício escrever, mas quero contar-lhes MEU testemunho, que vivi e vivo em primeira pessoa para alertar a todas as pessoas de boa vontade que queiram ler-me.
Tenho 54 anos e me casei com meu marido aos 30. Meu esposo, para situá-los, sempre foi um católico pouco praticante, sem grande formação, mas se considerava católico. Em suas boas épocas, eu o vi confessando, indo a Missa aos domingos e inclusive fazendo leitura espiritual antes de dormir.
Hoje em dia, meu esposo apostatou por completo da fé católica e a responsável se chama YOGA. Sim, a yoga, não estranhem, sei que muitos dos senhores a consideram algo inofensivo, mas não é.
Tudo começou quando há uns anos decidiu praticar esportes em um ginásio municipal, e com poucos dias decidiu experimentar umas aulas de yoga que davam em um salão ao lado, com intenção de fazer “alongamentos” e “relaxar-se”. Eu de fato não dei maior importância, [pois] nesse momento desconhecia por completo o que se escondia detrás disto. Tinha visto, é verdade, algum vídeo alertando e coisas assim, mas jamais olhei a fundo e me pareceram exageros de fanáticos.
Passou um tempo para que notasse algo que me chamou a atenção, e foi que o vi lendo um livro. Sim, não fique surpreso, porque em todos os anos de casados, até que começasse tudo isto, não lembro de tê-lo visto jamais ler um livro. Não lembro bem o título, o que sim parecia era uma espécie de livro desses que chamam de autoajuda, falando sobre a felicidade e coisas assim. Pelo que pude folhear o livro no fundo escondia disfarçadamente uma introdução sibilina à filosofia panteísta do hinduísmo-budismo e uma chamada ao indiferentismo religioso, ou seja uma introdução à new age.
Aqui foi onde comecei a preocupar-me e onde me lembrei desses vídeos que apenas vi alertando sobre a yoga. Os vi por inteiro e compreendi que o que ali denunciavam era exatamente o que começava a ver em meu marido. A yoga não é mais que a cara amável do movimento new age, a porta de entrada a um mundo sectário e afastado do cristianismo.
Meu marido continuou sequencialmente lendo livros sobre essa temática de forma apaixonada, estava verdadeiramente fisgado, a ponto que em pouco tempo me disse que queria preparar-se para ser monitor de yoga. Nesse mundinho todas as amizades que fazia estavam todas relacionadas com a seita new age e todos seus derivados: reiki, esoterismo, xamanismo, energias curativas e todo tipo de idiotices que me custa crer que uma pessoa em seu perfeito juízo dê a mais mínima credibilidade.
E assim seguiu e seguiu em uma espiral que permanece até o dia de hoje, vivendo obcecado pela e para a yoga, o budismo e a new age. Hoje em dia meu marido não se considera cristão, tem um buda em seu escritório, e ali lhe coloca flores e lhe rende estranhos rituais, e inclusive quando trata sobre religião me fala, não sem algum desprezo, de “teu Deus”. Sua cegueira espiritual é absoluta e me faz lembrar aquilo que disse alguém que quando não se crê na Verdade... se crê em qualquer coisa[2]. Como se pode pôr em discussão Jesus Cristo e se crer em todo tipo de tolices desse mundo?
E isso não é tudo, [ele] vai a estranhos “retiros” alguns fins de semana e está todo o dia indo a conferências de todo tipo de personagens desse submundo, absolutamente todos alienados mentais e oportunistas.
Poderia escrever longa e extensamente sobre isto, porque tenho de conviver diariamente com esta situação. Meu marido passou de cristão a autêntico participante de uma seita, e isso única e exclusivamente devido à yoga, que foi sua porta de entrada a todo o movimento new age que o conduziu à apostasia absoluta.
Não se enganem amigos, a yoga não são [exercícios de] alongamentos inocentes, é a fachada dessa seita e a ela está intimamente ligada, é um perigo potencial para qualquer alma cristã. Eu vi como meu marido passou de cristão a adorador de Buda, e isso se deve à Yoga. Que isto sirva de advertência e ninguém caia nessa armadilha. Não deixem por tudo o que é mais sagrado que seus filhos se aproximem desse mundo.
Por favor, rezem por meu marido, eu humanamente não posso fazer muito mais por ele, só Deus poderá ajudá-lo, e por isso a ele rezo todos os dias.
Natalia G.
P.S. Por motivos óbvios não ponho meu sobrenome pois continuo casada com meu marido e não quero que chegue a seus ouvidos, embora tenha fornecido minha identidade para a direção [do blog].


[1] Aos que desejarem, sugiro a (re)leitura de: “O que a Igreja diz sobre o Reiki”, em: http://romadesempre.blogspot.com/2018/08/o-que-igreja-diz-sobre-o-reiki.html. [NdT]
[2] “Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa” (G. K. Chesterton) [NdT].

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Universidades são locais de lavagem cerebral maçônicas

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Eu só mandaria meu filho para a universidade se ele não tivesse talento.
A universidade moderna não é devotada à verdade, muito pelo contrário. Os princípios feministas e homossexuais são desenfreados no campus, mas são apenas sintomas de um problema muito mais profundo.

A "cultura" ocidental moderna é baseada nas suposições fraudulentas do "Iluminismo", um movimento judaico-maçônico (iluminista) dedicado a criar uma nova ordem mundial (secular), negando a existência de Deus e leis naturais e espirituais imutáveis.
hemingway.jpg (Ernest Hemingway pode ter sido um agente comunista. Illuminati decide
Na prática, isso significa que os estudantes de artes tratam os ateus como se fossem deuses. Professores piedosos são sacerdotes muito bem pagos neste culto secular.
Como os surdos afinando um piano, eles tentam explicar a condição humana sem qualquer referência ao Criador ou ao Espírito pertencente a Deus do homem.

Eles retratam o homem como um animal abandonado em um universo mecanicista amoral, envolvido em uma luta impiedosa pela sobrevivência, alienado da natureza e de seu semelhante.

Eles promovem a "liberdade" pela qual querem dizer a liberdade de rejeitar a Ordem de Deus, satisfazer os apetites animais e criar uma realidade pessoal solipsista e disfuncional.
Deus representa absolutos espirituais morais como Amor, Verdade, Bondade, Beleza e Justiça. A crença em sua realidade é essencial para o nosso desenvolvimento saudável. Embora a nossa cultura (é assim que funciona a fraude) é francamente devotada à sua morte.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Linguagem inclusiva e aberrante



A última moda no câmbio cultural que desejam impor é a chamada "linguagem inclusiva". Bandeira do feminismo extremo, já circula pelos âmbitos acadêmicos, pretende-se aplicá-la por lei em alguns países (a mui progressista Canadá, por exemplo) e começou a infiltrar-se em alguns meios de comunicação massivos nacionais em programas de horário central, os mesmos que baixam linha com a "ideologia de gênero".

Os professores Jorge N. Ferro e María Delia Buisel dão aqui sua opinião sobre o experimento e tratam de avaliar as intenções detrás do estranho e obstinado ímpeto de impô-la.
-Buisel: É uma aberração para coagir. Lembro de uma observação de Theodore Dalrymple, pseudônimo de Anthony Daniels, um médico inglês, viajante muito agudo, sobre a propaganda comunista, que se expressava mais ou menos assim e se pode aplicar à pergunta: "O propósito da propaganda comunista não era persuadir ou convencer ou informar, mas humilhar; e portanto, quanto menos correspondia à realidade, melhor". Quando as pessoas se veem obrigadas a permanecer em silêncio quando a elas são ditas as mentiras mais óbvias, ou pior ainda, quando se veem obrigados a repetir as mentiras, perdem seu sentido de probidade. A aquiescência às mentiras mais óbvias é de certo modo uma maneira de ser ele mesmo parte do mal. A capacidade da pessoa para resistir é assim espoliada, e incluso destruída. Uma sociedade de mentirosos e castrados é fácil de controlar.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Historiador trouxe os maçons ao calcanhar

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Historiador Bernard Fay

Porque os Aliados eram controlados pela Maçonaria,
  A Alemanha nazista teve que fingir ser anti-maçônica.
Bernard Fay aproveitou este breve momento para tentar
libertar sua amada França do aperto da morte cabalista.


Por um breve momento, durante a ocupação nazista da França (1940-1944), a Maçonaria encontrou seu inimigo. Ele não era um general poderoso, mas sim um intelectual.
Bernard Fay, historiador formado em Harvard, membro do College de France e diretor da Biblioteca Nacional, liderou uma unidade de investigação que erradicou os maçons.
Trabalhando para o Presidente da França de Vichy, Philippe Petain e a Gestapo, Bernard Fay compilou uma lista de 170.000 maçons, dos quais 989 foram enviados para campos de concentração onde 549 foram fuzilados. Além disso, cerca de 3000 perderam seus empregos. Todos os maçons eram obrigados por lei a se declararem às autoridades.

França de Vichy - é o nome comum do Estado francês, liderado pelo Marechal Philippe Pétain, durante a II Guerra Mundial

Fay também apreendeu os arquivos secretos do Grande Oriente em Paris e das lojas maçônicas em todo o país. Ele compilou as informações na Biblioteca Nacional e editou um jornal mensal, Les Documents Maconniques.

 Os principais artigos tinham títulos como "Maçonaria e a corrupção da moral". "Maçonaria contra o Estado" e "A Mentira Maçônica".

Fay produziu um filme intitulado “Forces Occultes”, que descrevia a subversão maçônica em todo o mundo. O filme conta a vida de um jovem Député (congressista) que se junta aos maçons para relançar sua carreira. Assim, ele aprende como as finanças judaicas dos Illuminati na Inglaterra e nos EUA usaram a Maçonaria para envolver a França em uma guerra contra a Alemanha. O diretor Jean Mamy foi executado como colaborador em 1949. Graças ao YouTube, o filme com legendas em inglês pode ser visto online.

domingo, 9 de setembro de 2018

Santo Agostinho de Hipona

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                                                                    28 de Agosto



A grande vida de Santo Agostinho nos é revelada em documentos de riqueza incomparável, e sem grande caráter dos tempos antigos, temos informações comparáveis às contidas nas "Confissões", que relatam a comovente história de sua alma, as "Retratações, "que dão a história de sua mente, e a" Vida de Agostinho ", escrita por seu amigo Possídio, contando sobre o apostolado do santo.
Nós nos limitaremos a esboçar os três períodos desta grande vida: (1) o retorno gradual do jovem viajante à Fé; (2) o desenvolvimento doutrinário do filósofo cristão até a época de seu episcopado; e (3) o pleno desenvolvimento de suas atividades no trono episcopal de Hipona.

Do nascimento à conversão (354-386)

Agostinho nasceu em Tagaste em 13 de novembro de 354. Tagaste, agora Souk-Ahras, a cerca de 100 quilômetros de Bona (antigo Hipódromo), era naquela época uma pequena cidade livre da proconsular Numídia que havia sido recentemente convertida do Donatismo. Embora eminentemente respeitável, sua família não era rica, e seu pai, Patricius, uma dos curiais da cidade, ainda era pagão. No entanto, as admiráveis ​​virtudes que fizeram de Mônica o ideal das mães cristãs finalmente trouxeram ao marido a graça do batismo e de uma morte santa, por volta do ano 371.

Agostinho recebeu uma educação cristã. Sua mãe o fez assinar com a cruz e se matricular entre os catecúmenos. Certa vez, quando muito doente, ele pediu o batismo, mas, logo que todo o perigo passou, ele deixou de receber o sacramento, cedendo assim ao deplorável costume dos tempos. Sua associação com "homens de oração" deixou três grandes ideias profundamente gravadas em sua alma: a Divina Providência, a vida futura com terríveis sanções e, acima de tudo, Cristo o Salvador. "Desde a minha tenra infância, eu havia sugado com o leite da minha mãe aquele nome do meu Salvador, Teu Filho; guardei-o nos recessos do meu coração; e tudo o que se apresentava a mim sem esse Nome Divino, embora pudesse ser elegante, bem escrito e até repleto de verdade, não me levou de todo embora "(Confissões I.4).

Mas uma grande crise intelectual e moral sufocou por algum tempo todos esses sentimentos cristãos. O coração foi o primeiro ponto de ataque. Patricius, orgulhoso do sucesso de seu filho nas escolas de Tagaste e Madaura, decidiu mandá-lo para Cartago para se preparar para uma carreira forense. Mas, infelizmente, precisou de vários meses para coletar os meios necessários, e Agostinho teve que passar seu décimo sexto ano na Tagaste em uma ociosidade que era fatal para sua virtude; entregou-se aos prazeres com toda a veemência de uma natureza ardente. A princípio, ele orou, mas sem o desejo sincero de ser ouvido, e quando chegou a Cartago, no final do ano 370, todas as circunstâncias tendiam a afastá-lo de seu verdadeiro curso: as muitas seduções da grande cidade que ainda era metade, pagã, a licenciosidade de outros estudantes, os teatros, a intoxicação de seu sucesso literário e um desejo orgulhoso de ser sempre o primeiro, mesmo no mal. Em pouco tempo ele foi obrigado a confessar a Mônica que ele tinha formado uma ligação pecaminosa com a pessoa que lhe deu um filho (372), "o filho do seu pecado" - um entrelaçamento do qual ele só se entregou em Milão depois de quinze anos de sua escravidão.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O que vem depois de Francisco?


Os riscos de apressar um final inevitável


Tradução de Airton Vieira – O Circo Máximo começa a desmoronar-se como uma nau na tempestade. Não me refiro à romana da antiguidade, mesmo que fale sim do circo romano de Francisco. Essa frágil arena, que soube encher-se de gente curiosa de ver bufoneadas doutrinais e gestos de ostensível humildade, vai-se caindo aos pedaços.

O golpe duríssimo de Mons. Viganò, seja qual foi a intenção, quebrou o mastro principal de uma tenda já demasiado açoitada pela desconfiança, as investigações da justiça e finalmente o repudio dos irlandeses à visita papal durante as jornadas da Família nas quais ambas partes, os liberais e os conservadores, lhe deram as costas. Nesse momento, em 22 de agosto, se produziu o informe, uma denúncia com duros dados, apresentada com muito sentido da oportunidade. E a típica resposta de Francisco quando o levam contra as cordas: o silêncio próprio e a máquina de propaganda a seu serviço crucificando o autor do informe sem dizer uma palavra sobre a veracidade ou não dos fatos denunciados.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Ensinamentos que podemos extrair da História da Igreja: breve retrospectiva dos erros dos papas


Ensinamentos que podemos extrair da História da Igreja: breve retrospectiva dos erros dos papas   


22/08/18 16:16 por Peter Kwasniewski

Tradução de Airton Vieira

Nota da Redação: uma versão anterior deste artigo se publicou em OnePeterFive em outubro de 2015, com o pseudônimo de Benedict Constable. Em função de certa polêmica (cuja natureza não vem ao caso), o artigo se retirou do blog, não sem que antes chegasse a um bom número de leitores e fosse qualificado elogiosamente como uma das exposições mais úteis redigidas até a data sobre a crise atual da autoridade eclesiástica. O autor efetuou numerosas correções ao artigo antes de publicá-lo, graças aos comentários de alguns leitores, entre os que se contam historiadores da Igreja e expertos em teologia dogmática. Nesta ocasião aparece com o nome real do autor.

Há católicos que não suportam que se critique um papa pelo menor motivo, como se o edifício da fé católica fosse desmoronar caso se demostrasse que um sucessor de São Pedro fosse um sem vergonha, um assassino, um fornicador, um covarde, um transigente ou um promotor de ambiguidades, heresias ou indisciplina. Nada poderia estar mais longe da verdade que afirmar que a fé se viria abaixo; é demasiado forte e estável para isso, já que não depende de ninguém que exerça o cargo de pontífice. Ao contrário, é anterior a todos os que ocuparam o sólio pontifício; e de fato são julgados baseado em que tenham sido ou não bons vigários de Cristo. A fé é confiada aos papas, do mesmo modo que aos bispos, mas não está sujeita a seu arbítrio.
A fé católica a recebemos de Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, sua pedra angular imutável, garantia constante de verdade e santidade [1]. O conteúdo de dita fé não é determinado pelo Papa, mas por Cristo, e nos é transmitido pelas Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério. Por Magistério não se entende tudo o que proceda dos prelados e os papas, mas o ensinamento público, oficial, definitivo e universal acumulado nos cânones, decretos, anátemas, bulas, encíclicas e outros instrumentos dogmáticos de doutrina que estejam em harmonia com os anteriores.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

O assunto McCarrick: o papa sabia. Aqui o motivo pelo qual deve demitir-se


Por Aldo Maria Valli

26 de agosto 2018
Tradução de Airton Vieira – [Nota de Rorate Caeli: o jornalista Aldo Maria Valli é provavelmente o vaticanista mais conhecido da Itália, dado que durante muitos anos foi comentarista sobre o papado em RAI 1, a principal cadeia de televisão italiana, e também em RAI 3.]
“Bispos e sacerdotes, abusando de sua autoridade, cometeram crimes horrendos em detrimento de suas vítimas, menores de idade e fiéis inocentes, e jovens desejosos de oferecer suas vidas à Igreja, ou – ainda – por meio de seu silêncio não evitaram que esses crimes continuassem perpetrando-se.”
Quem escreve estas palavras é um arcebispo, antigo Núncio Apostólico nos Estados Unidos de 2011 a 2016. Agora retirado, decidiu abrir seu coração e contar tudo o que sabe sobre a sequência dos fatos com relação aos abusos sexuais na Igreja. Um testemunho que conclui com um duro e peremptório “convite”: o papa Francisco deve ceder seu posto. Porque ele também sabia mas o encobriu.
O autor desta declaração, como informa hoje La Verità, é Monsenhor Carlo Maria Viganò, de 77 anos, que, antes de ser enviado como Núncio aos Estados Unidos, era o encarregado da Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano, e anteriormente Núncio na Nigéria, Delegado dos Representantes Pontifícios da Secretaria de Estado da Santa Sé e membro da Comissão Disciplinar da Cúria Romana.

“Restaurar a beleza da santidade do rosto da Esposa de Cristo, que foi terrivelmente desfigurado por tantos crimes abomináveis”. Este é o motivo da decisão de monsenhor de falar. “Se de verdade queremos liberar a Igreja do fétido pântano em que caiu, devemos ter o valor de rasgar a cultura do segredo e confessar publicamente as verdades que temos guardado escondidas. Devemos rasgar a conspiração de silêncio com a que bispos e sacerdotes se mantêm protegidos a expensas de seus fiéis, uma conspiração de silêncio que, aos olhos do mundo, ameaça fazer a Igreja parecer uma seita, uma conspiração de silêncio nada diferente da que impera na máfia”.

domingo, 19 de agosto de 2018

A Assunção de Maria ao Céu

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15 de Agosto


A Festa da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, 15 de agosto; também chamado em antigos livros litúrgicos Pausatio, Nativitas (para o céu).

Esta festa tem um duplo objetivo: (1) a feliz partida de Maria desta vida; (2) a assunção de seu corpo ao céu. É a festa principal da Santíssima Virgem.

No dia primeiro de Novembro de 1950, Pio XII definia o dogma da Assunção. Proclamava assim solenemente que a crença segundo a qual a Santíssima Virgem Maria ao terminar a sua vida terrestre, foi elevada de corpo e alma ao Céu, faz realmente parte do depósito da fé recebida dos Apóstolos. “Bendita entre todas as mulheres” em razão de sua maternidade divina, a Virgem Imaculada que tivera desde a sua Conceição o privilégio de ser isenta do pecado original, não devia jamais conhecer a corrupção do túmulo. Para evitar qualquer dado incerto, o Papa absteve-se de precisar o modo e as circunstância de tempo e lugar em que a Assunção se teria dado: apenas o fato da Assunção de Maria em corpo e alma à glória do Céu foi objeto da definição.

Anova missa da festa põe em evidência a própria Assunção e suas conveniências teológicas. Maria aparece glorificada na mulher descrita no Apocalipse (intróito), na filha do rei revestida de manto de ouro, do salmo 44 (gradual), na mulher que com seu filho será inimiga vitoriosa do demônio (ofertório). São-lhe aplicados os louvores dirigidos a Judite triunfante (epístola); e sobretudo considera a Assunção o coroamento de todas as glórias que derivam da maternidade divina e que a própria Virgem cantou no seu Magnificat (evangelho). As orações fazem-nos pedir a Deus que possamos, como a Santíssima Virgem, estar continuamente atentos às coisas do alto, atingir a ressurreição bem-aventurada, e partilhar da sua glória no Céu.

sábado, 18 de agosto de 2018

O que a Igreja diz sobre o reiki?

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1. O reiki se apresenta como um método de cura através de energias e parte da base de que tudo o que existe é energia.

O reiki, criado no Japão por Mikao Usui (1865-1926), diz ser um método de cura que utiliza a “energia universal da vida” e uma conjunção de duas energias muito poderosas. A primeira energia seria guiada por uma consciência superior que alguns chamam “Rei” (Deus) ou seu próprio “ser superior”, ou seja, não seria produzida pelo curador mas pelo mesmo ser superior. A outra energia, a pessoal, a que moveria o ser humano, é chamada “Ki”.

Quem pratica reiki considera que tudo o que existe é energia, desde o pensamento até os elementos e nós seríamos portanto uma irradiação dessa energia. Segundo esta concepção, o “campo eletromagnético” que produz a energia que nos rodeia está composto por várias camadas que nos envolvem e ao longo de nossas vidas vai se nutrindo de traumas e problemas emocionais que ficam presos nele como em uma rede, produzindo bloqueios no fluxo da energia universal de vida. Esta energia supostamente essencial para a vida, e incluso mais importante que o ar e a água, se estabilizaria mediante a cura reiki, que ajuda o fluxo da mesma a desbloquear os problemas energéticos que seriam os indicadores da doença física.

O reiki tem cinco princípios que aparecem como um suposto guia para os “canais” (reikistas) e foram estabelecidos por Mikao Usui e outras pessoas como o Dr. Háashi e a Sra. Takata. São estes:

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Pena de morte. O anunciado farisaísmo de Bergoglio





Por Antonio Caponnetto

Quando escrevemos "A Igreja Traída", em 2010, dedicamos um capítulo do mesmo para analisar o livro "O jesuíta" longa reportagem do então cardeal Bergoglio, de Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti Parreno, e publicado em Buenos Aires, pela Editorial Vergara, no mesmo ano de 2010. Na página cinquenta e uma e seguintes de nossa obra, assentávamos algo que agora cobra uma triste atualidade, diante heterodoxa modificação do ponto 2267 do Catecismo, declarando a ilegalidade absoluta da pena de morte . Eu transcrevo:

"Na mesma linha ideológica [judaizante], e para manter atiçando o fogo semita, Sua Eminência deixa o reino espiritual e artísico para ancorar no terreno moral.

Com uma simplismo indevido de um homem de estudo, e um relativismo ainda mais impróprio em um homem de fé, ele argumenta que "já declarou que a Igreja Católica era a favor da pena de morte, ou pelo menos que  não a condena. " Mas agora, graças ao progresso da consciência, sabe-se que a vida é tão sagrada que nenhum crime, por mais terrível, justifica a pena de morte" (p. 87).

Entendemos o argumento evolucionista de Bergoglio para avaliar corretamente o que diria mais tarde. A aceitação da legalidade da pena de morte - que aparece de forma exigida como tal, tanto no Novo como no Velho Testamento e em inúmeros documentos católicos e textos pontifícios - deve ser percebido como um déficit, um momento escuro na evolução da a consciência que busca a luz. O mesmo é dito das sociedades. Na medida em que "a consciência moral das culturas avança, também a pessoa, na medida em que querem viver mais retamente, vai aprimorando sua consciência e isso é um fato não só religioso, mas humano" (p.88).

sábado, 11 de agosto de 2018

Penas de Morte

Juan Manuel de Prada

Juan Manuel de Prada


A pena de morte nas mãos de governantes iníquos se torna um instrumento temível que pode ser utilizado por ódio ou vingança.
Tradução de Airton Vieira – Afirmava Léon Bloy que «a oposição crescente à pena de morte é consequência natural do declinar da fé na vida eterna». Em efeito, nas sociedades que deixaram de crer na vida eterna, esta pobre vida mortal se percebe como um bem absoluto que deve proteger-se a todo custo; pois sua perda equivale a uma aniquilação definitiva. Ao contrário, em uma sociedade religiosa, nossa existência terrena tem um valor relativo e o direito à vida própria impõe uns deveres correlativos cujo incumprimento pode acarretar sua perda. Não olvidemos que, para uma sociedade religiosa, o assassino, além de tirar a vida de outra pessoa, põe em perigo sua salvação eterna, pois lhe impede ficar em paz com Deus; isto é, obstaculiza os efeitos benéficos da redenção e quebra a nova aliança que Deus selou com o homem na Cruz.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

MONSENHOR BÁEZ, PELO QUE CHORAS?

Monseñor Báez, Venezuela



Por Airton Vieira

Seguiam-n’O uma grande massa de povo e umas mulheres que se lamentavam e choravam por Ele. Jesus, voltou-Se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos, pois dias virão em que se dirá: “Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram”. Hão-de então dizer aos montes: “Caí sobre nós” e às colinas: “Cobri-nos”. Porque se tratam assim a madeira verde, o que acontecerá à seca?».

(Lc XXIII, 27-31)


Antes de tudo, misericórdia. Ao povo irmão nicaraguense, a “bola da vez” do malévolo jogo de descristianização global [quem será o próximo?]. O que hoje vemos em Nicarágua, ontem vimos – e seguimos vendo – no Meio Oriente, em Cuba e na maioria dos países de maioria muçulmana e/ou comunista; e amanhã, não resta mais a mínima sombra de dúvida de que o veremos em nosso País, em nosso Estado, em nossa cidade, em nosso bairro, em nossa rua, na casa vizinha, quiçá, antes dela, na nossa própria. É assim que, há muito, vem caminhando a humanidade desenfreada, mais deplorável que os muares do salmo[1]. E desta sorte todos nos irmanamos, como nos irmanamos em tudo o que diga respeito à comunhão dos santos; tudo, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...”. Até que a morte nos separe.

Ao ter diante de si tanta atrocidade, crueldade, desumanidade, muitos se perguntam do que é feito o ser humano. E nisso tantos cedem à tentação de não se reconhecer uma imago Dei. Ou então, o que é pior, que esse Deus não seja tão bom quanto se fez crer. Daí que sua imagem, que somos nós, tenha saído como saiu: má. E cremos ver nisso, hoje mais que nunca, a prova dessa malvada semelhança. Sabemos que tais questionamentos e dúvidas nasceram de longe, num determinado Jardim por um determinado réptil, que desde então nos tenta fazer crer ser ele o verdadeiro mocinho do filme, o injustiçado que não queria outra coisa que ser livre, igual e fraterno. Mas isto em definitivo não é, nem pode ser, o ponto central do que aqui se pretende.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Tudo isto perdoo aos protestantes, uma coisa não posso: confissão apologética de um jornalista

Gangs of New York (2002), de Martin Scorsese, una película donde está latente el conflicto religioso entre protestantes y católicos.


Tradução de Airton Vieira – A comemoração do quinto centenário da Reforma, cujo mítico ponto de início nos apresenta Lutero cravando em outubro de 1517 suas 95 teses heréticas na porta da capela do Palácio de Wittenberg, tem suscitado ao longo dos últimos meses numerosas análises sobre o significado desse feito. Angelo Stagnaro, jornalista e editorialista do National Catholic Register e do Catholic Herald, especializado em apologética, escreveu recentemente em Crisis Magazine uma reflexão sobre eventos históricos e teológicos vinculados a cinco séculos de conflito entre o protestantismo e a Igreja. A intitulou "Chamar as coisas por seu nome":





CHAMAR AS COISAS POR SEU NOME

Posso perdoar quase tudo aos protestantes e ao protestantismo.

O que perdoo...
Posso perdoar aos protestantes pelo Know-Nothing Party e sua criminosa revolta nativista da Filadélfia, as Intolerable Acts, o Bloddy Monday e as Orange Riots em Nova York de 1871 e 1872. Os perdoo as Emendas Blaine, que proibiram que o dinheiro dos impostos se utilizasse para fundar escolas paroquiais católicas.

Também posso perdoar-lhes pela 
Ku Klux Klan e por financiar ao maníaco ateu e genocida Plutarco Elías Calles e seus esforços por matar católicos durante as guerras cristeras.

Posso perdoar-lhes por chamar “Anticristos” e “Prostitutas da Babilônia” a todos e cada um dos Papas.