terça-feira, 18 de junho de 2019

FALAM OS EXORCISTAS – PARTE IX


Nota do tradutor – Com as postagens a seguir, intituladas “Falam os exorcistas”, pretende-se proporcionar aos leitores informação sobre um tema cada dia mais premente, o da influência demoníaca na vida do ser humano, responsável pela quase totalidade dos males hodiernos. O intuito é o de entender como o satanismo especialmente a partir das últimas três centúrias, vem dominando praticamente todas as esferas da vida humana, da religiosa à civil, trazendo consequências a nível individual, familiar e coletivo; isto dito por quem lida direta e indiretamente com os “dominadores deste mundo tenebroso” (Ef VI, 12). As informações, altamente necessárias a todos, crentes e não crentes, servirão para nos colocar diante da verdade: sobre nós e sobre os que nos cercam; tendo em conta o revelado à Santa Brígida da Suécia, que a Igreja utiliza em sua liturgia: “(...) Suplico-Vos, meu Salvador, livrai-me de todos os meus inimigos visíveis e invisíveis e fazei-me chegar, com vosso auxílio, à perfeição da salvação eterna”. É disto que se tratará nas postagens a seguir, vindas em boa hora para que a Verdade possa de fato libertar os – cada vez crescentes – milhões de cativos mundo afora, mesmo fora das prisões institucionais; portanto, eu, você, e muitos mais.
Porta aberta ao demônio – 4ª porta
R.P Paul Marie de Mauroy*

A Falta de Abandono a Deus

A quarta porta aberta ao demônio é uma falta de abandono a Deus. Esta porta aberta ao demônio é quase a mais importante de todas, porque toda a ajuda que Jesus Crucificado pode nos dar, torna-se obstaculizada quando não se abandona totalmente a Deus. É preciso um abandono total para receber a ajuda que Cristo pode nos dar.

Como se pode saber que uma pessoa vive esse abandono em Deus? Existe um critério. Coloco um exemplo. Uma pessoa pede a Deus para ter uma graça particular. E reza tanto, tanto, mas não é atendida. Existem duas reações possíveis: se a pessoa diz “eu supliquei tanto a Deus”, e não foi atendida, então pede a Deus que peça para mostrar o que não está bem em sua oração para enfim ser atendida. Ou pode ser que alguém diga: “eu supliquei muito a Deus, não fui atendida, porém prefiro a vontade de Deus a meu desejo, e assim é o melhor”. O segundo modo, a segunda reação, é completamente abandonar-se a Deus.


O primeiro modo não é o abandono total. Assim que, quando uma pessoa se encontra no primeiro modo, pode pedir uma ajuda a um sacerdote para entrar no abandono a Jesus Crucificado, para conseguir perceber que este abandono vem do amor.

Quanto mais se ama a Deus Pai, mais se pode abandonar ao amor do Pai... [2:11] sabendo que quanto mais uma pessoa ama a Deus, mais pode ser ajudado por Deus, no amor.
Deus exige esse abandono, para poder nos libertar... Se não conseguimos este abandono, acabamos por gerenciar nossa vida impedindo a Deus de atuar em nosso auxílio.

Desta forma, o modelo deste abandono é Jesus Crucificado. Só na cruz Jesus faz a vontade do Pai, dando a sua vida, no sofrimento que conhecemos [que na verdade não conhecemos, pois é um mistério], que neste sofrimento tremendo Ele quis fazer a vontade do Pai dando amor. Não o fez como um estoico, fez por amor. E por isso produziu frutos, e frutos de amor, a fecundidade da Igreja.

Portanto nós devemos nos abandonar em Deus ainda que soframos, sabendo que Deus é a Sabedoria. E se não somos atendidos é melhor para nós, porque a Sabedoria de Deus conhece o que é o bem para nós e melhor do que nós. Nós pedimos as coisas, mas Deus sabe melhor do que nós o que é melhor para nós.

Portanto, o abandono em Deus consiste em viver segundo a Sabedoria de Deus.
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Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=BzZZiEBWBgU

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