quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Inquisição em Portugal


A Inquisição portuguesa é bem pouco conhecida. No Brasil ela funcionou durante algum tempo.
A questão judaica também existia em Portugal. A população odiava os judeus, pois, se aproveitavam das necessidades alheias, para se enriquecer pela usura. Também o desprezo dos judeus pela fé católica aumentava a animosidade; chegaram a enforcar uma imagem de Nossa Senhora. O ódio do povo e do governo aumentou quando, em 1492, 120.000 judeus expulsos da Espanha entraram clandestinamente em Portugal, elevando o número para 200.000 numa população de 1 milhão de habitantes. D. João II os reduziu à escravidão. O rei D. Manoel restituiu-lhes a liberdade, porém a trégua foi de curta duração.

Em 1496, D. Manoel negociou seu casamento com a princesa Isabel, filha dos reis católicos da Espanha na condição de expulsar os judeus antes da noiva entrasse no reino e assim foi decretado pelo rei.
Não havia navio suficiente para transportar todos para África, e assim a expulsão se converteu em uma perseguição brutal. Os que sobreviveram foram “convertidos”, à força, surgia então os “cristãos novos”, no íntimo fiéis à antiga fé.

O ódio do povo continuava pelos cristãos novos e em 1506 houve em Lisboa um massacre que durou três dias, custando a vida de 1.900 pessoas.

 Uma luta histórica

Em 1531, D. João III solicitou ao Papa uma Inquisição como em Castela motivado pela causa judaica, e alegando que o reino estava sendo invadido pela heresia luterana. Omitiu-se da Igreja as conversões forçadas dos judeus. O Papa Clemente VII, que só podia julgar diante das informações recebidas, nomeou Frei Diogo da Silva como inquisidor-mor de Portugal. O Papa, em 7 de abril de 1533, melhor sabendo da situação, concedeu perdão geral aos cristãos novos.
Dom João III
 
O rei ficou profundamente magoado e difamou e difamou o Papa e as barbaridades contra os cristãos novos continuavam.
A situação chegou a tal ponto que, o bispo de Funchal, conselheiro do rei propôs: Se o Papa não cumpre o seu dever, como Henrique VIII da Inglaterra, o rei podia desobedecer às suas instruções. Ao contrário do que se é ensinado pelos comunistas de universidade, o rei tinha em suas mãos o clero português.
O rei  D. João III deu o passo para ruptura, quando pediu que o Papa retirasse o núncio apostólico de Lisboa. O Papa não retirou o núncio.
Paulo III mesmo envolvido em grandes problemas como a invasão turca e o avanço protestante, não retrocedeu diante da ameaça de Portugal e renovou as decisões anteriores.
A reação não tardou. Em Lisboa um clérigo do núncio foi preso. O núncio fulminou censuras contra os juízes do rei, a luta chegou ao extremo. Interveio Carlos V e sua pressão sobre o Papa foi decisiva. Em 23 de maio de 1536, Paulo III concedeu a Inquisição a Portugal.
Carlos V, rei da Espanha

Em 1539, o rei designou arbitrariamente seu irmão, o infante D. Henrique como inquisidor-mor com intuito de provocar conflito com o núncio, o que de fato aconteceu. O Papa não aceitou e o rei expulsou o núncio de Portugal. Paulo III expediu uma bula dando garantia aos acusados. A bula não chegou a ser publicada por que D. João III a impugnou.

Em Julho de 1541, o Papa concordou com a nomeação de D. Henrique, confiando na promessa de moderação. A luta entre Portugal e a Igreja continuou até o fim do século XVIII.

Como fica claro, D. João não foi movido pelo zelo do cristianismo, a ação era totalmente política. Sem escrúpulos adotou as piores e violentas atitudes contra os judeus, enquanto nos Estados Pontifícios eles gozavam de ampla tolerância. Certos procederes de D. João III assumem caráter doentio pela obstinação implacável.

Fortunato de Almeida – historiador e pesquisador e investigador da história da Igreja em Portugal – conseguiu reunir dados estatísticos sobre uma temporada de grande atividade inquisitorial. Em 63 anos, de 1684 até 1747, foram sentenciados em todo território português: 4.672 acusados e somente 146 foram relaxados ao braço secular. Em Évora, de 804 réus, nenhum foi relaxado, o que prova que as sentenças dependiam em larga escala da disposição dos juízes. Em Lisboa, num período de 17 anos, nota-se o máximo de rigor, metade dos acusados foram condenados. Neste período o inquisidor era D. Nuno de Cunha Ataíde, personagem que revelou zelo indiscreto e critério estreito, mostrando-se moderado durante os primeiros 21 anos, dentre 676 réus, somente 18 foram relaxados ao braço secular; nos 17 anos seguintes, 547 sentenças, foram entregues 84 ao braço secular. Excluindo os relaxados por D. Nuno, evidentemente vítimas de um rigor injusto, o número de relaxados em Portugal não chega a 1,4%.
Infelizmente, nas Universidades, cursos pré-vestibulares e salas de aulas, os números falam em milhões, demagogia espalhada por professores abertamente  marxistas/comunistas, regime que em menos de um século executou cerca de 100 milhões de pessoas nos campos de concentração soviético, e países do leste Europeu, China, nos paredóns cubano por guerrilheiros como Fidel Castro e Che Guevara. Bem defendido também em salas de aulas partidos  inspirados no marxismo como PT, PSOL, PSTU, PC do B, PCO. Manter os estudos em dia é a melhor forma que o católico tem de se defender das calúnias contra a sua fé, principalmente se quiser entrar numa faculdade de história.

 
Inquisição: História Mito e Verdade / Joseph Bernard.


 
 
 

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