Nesta terceira parte sobre a idade da Terra, proponho fazer alguns esclarecimentos filosóficos e históricos antes de me aprofundar nos aspectos científicos dos métodos de datação radiométrica. Deixarei a análise de outros indicadores científicos de uma Terra jovem para a quarta e última parte.
Segundo a teologia, existem dois tipos de Revelação Divina: especial e geral. A Revelação Especial é aquela que Deus revelou ao seu povo Israel por meio dos profetas, e por meio de Jesus Cristo e dos apóstolos. A Revelação Geral é aquela que sempre esteve disponível a todos os povos de todas as épocas: a própria Criação. Desde Aristóteles , os filósofos compreendem que a natureza fala do Criador. A ideia da Revelação Divina por meio da Criação deriva das próprias Escrituras, como nestes dois trechos:
Pois tudo o que se pode conhecer sobre Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Os seus atributos invisíveis, isto é, o seu eterno poder e a sua natureza divina, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos por meio das coisas criadas. Portanto, eles são indesculpáveis. (Romanos 1:19-20)
Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia transmite a mensagem a outro dia; uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há discurso, nem palavras; deles não se ouve a voz. Contudo, a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras até os confins do mundo. (Salmo 19:1-4)