sábado, 19 de novembro de 2016

20 de Novembro: Dia da consciência negra ou do escravocrata Zumbi ?




Desmascarando mais uma lenda inventada por marxistas e que, desgraçadamente se solidifica na cabeça da população. Como sempre conta com a difusão por ideólogos no ambiente universitário,nas escolas e pela grande mídia "idiotizante" das massas, corrompendo a compreensão da história e assim, promovendo o ressentimento e baixa auto-estima da parte da população, sentimentos explorados por partidos marxistas para fomentar políticas de desagregação social.






Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, rara nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.

Essa informação parece ofender algumas pessoas nos dias de hoje, a ponto de preferirem omiti-las ou até censurá-la, mas na verdade trata-se do óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Na sua época não havia nada de errado nisso. Sabe-se muito pouco sobre ele, mas é certo que viveu no século XVII. E quem viveu próximo do poder no século XVII tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.

Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século XIX, em Angola e no Congo, donde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente.


Os poucos relatos de testemunhas que conheceram Palmares. Eles indicam o esperado: o quilombo se parecia com um povoado africano, com hierarquia rígida entre os reis e servos.

Ganga Zumba, tio de Zumbi e o primeiro líder do maior quilombo do Brasil, provavelmente descendia de imbangalas, os “senhores da guerra” da África Centro-Ocidental. Os imbangalas viviam de um modo similar aos moradores do Quilombo dos Palmares. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestro dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque das comunidades vizinhas, recrutavam garotos – e adultos para trocar por ferramentas e armas com os europeus. Algumas mulheres conquistadas ficavam entre os guerreiros como esposas.

As práticas de imbangalas tinham um propósito de aterrorizar a população em geral e de encorajar as habilidades marciais – bravura na guerra, lealdade total ao líder militar e desprezo pelas relações de parentesco”, afirma o historiador americano Paul Lovejoy. “Essas práticas incluíam a morte de escravos antes da batalha, canibalismo e infanticídio”. Como a aliança com os portugueses às vezes se quebrava, os guerreiros também acabavam sendo escravizados. Provavelmente foi assim que os pais ou avôs de Zumbi chegaram ao Brasil.

Para obter escravos, os quilombolas faziam pequenos ataques a povoados próximos. “Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar a Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos”, afirma Edison Carneiro no livro O Quilombo dos Palmares , de 1947. No quilombo, os moradores deveriam ter mais liberdade do que fora dele. Mas a escolha em viver ali deveria ser um caminho sem volta, o que lembra a máfia de hoje em dia. “Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e, uma vez pegos, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor”, afirma o Capitão Blaer. “Consta mesmo que os palmaristas cobravam tributos – em mantimentos dinheiros e armas – dos moradores das vilas e povoados. Quem não colaborasse poderia ver suas propriedades saqueadas, seus canaviais e plantações incendiados e seus escravos sequestrados”, afirma o historiador Flávio Gomes no livro Palmares.

Apesar disso, Zumbi ganhou um retrato diferente de historiadores marxistas das décadas de 1950 e 1980. Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura fizeram do Líder negro do século XVII um representante comunista que dirigia uma sociedade igualitária.Para eles, enquanto fora do quilombo predominava a monocultura de cana de açúcar para exportação, faltava comida e havia classes oprimidas e opressoras (tudo de ruim), em Palmares não existiam desníveis sociais, plantava-se alimentos diversos e por isso havia abundância de comida (tudo de bom).

Segundo o relato do capitão holandês João Blaer, que lutou contra o quilombo em 1645, todos os quilombos eram:

... obedientes a um que se chama o Ganga Zumba, que quer dizer Senhor Grande; a este têm por seu rei e senhor todos os mais, assim naturais dos Palmares como vindos de fora; tem palácio, casas de sua família, é assistido de guardas e oficiais que costumam ter as casas reais. É tratado com todos os respeitos de rei e com todas as honras de senhor. Os que chegam às sua presença põe os joelhos no chão e batem palmas das mãos em sinal de reconhecimento de protestação de sua excelência; falam-lhe “majestade”, obedecem-lhe por admiração.”

Também se deve a historiografia marxista o fato de Zumbi ser muito mais importante hoje em dia do que Ganga Zumba, seu antecessor. Enquanto o primeiro ficou para a história como herói da resistência do quilombo, seu tio faz papel de traidor. Essa fama se deve ao acordo de paz que fez com os portugueses em 1678. Ganga Zumba, recebido em Recife quase como chefe de Estado, prometeu ao governador de Pernambuco mudar o quilombo para um lugar distante e devolver os moradores que não tivessem nascido em Palmares. Em troca, os portugueses deixariam de atacar o grupo. Os historiadores marxistas acharam a promessa de entregar os negros uma traição, que Zumbi teria se recusado a levar adiante. Os poucos documentos da época não são o bastante para dizer que Zumbi agiu diferente de Ganga Zumba e foi mesmo contra o acordo de paz. Se foi, agiu contra o próprio quilombo, provocando sua destruição. Acordos entre comunidades negras e europeus eram comuns na América Latina – e nem sempre os quilombolas cumpriam a promessa de devolver os escravos.


Fonte: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.



2 comentários:

  1. Interessante a lógica de Narloch ao falar que Zumbi tinha escravos. Vejamos.

    1-Primeiramente Narloch fala que O QUILOMBO tinha escravos com base na obra de Edison Carneiro, O Quilombo dos Palmares:

    "Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos..." (Edson Carneiro, O Quilombo dos Palmares)

    2-Em seguida, com base nesse trecho do livro que fala do Quilombo, Narloch diz que ZUMBI tinha escravos.

    3-E, logo após, na mesma página, Narloch fala:

    "Não dá para ter certeza de que a vida NO QUILOMBO era assim mesmo..." (Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, pág. 86)

    Bom, se não dá para ter certeza de que a vida do Quilombo era assim, forçosamente então não dá para ter certeza de que a vida de Zumbi também era como ele narra.

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    1. Leitor "Candeeiro",

      Primeiramente o senhor recortou apenas um trecho que lhe interessou. Vários livros de história da época retrata que Zumbi tinha escravos, não apenas os ecrito por Edson Carneiro.

      Só nesta pequena postagem foi citado o historiador americano Paul Lovejoy, Flávio Gomes, o capitão holandês João Blaer. Nesse livro de Narloch, ele mostra várias outras fontes que relatam a mesma coisa.

      Existe um fato que é realidade inegável: O escravagismo sempre foi comum na cultura africana.

      Os professores marxistóides de colégios e universidades, escondem esse detalhe e escondem que os reinos africanos (não apenas Zumbi) nunca quiseram o fim da escravidão, pois esta, era a principal atividade econômica.

      Zumbi nunca lutou pela libertação dos escravos e sim, para ter escravos.

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