A cultura contemporânea da morte tem suas manifestações mais recentes no chamado suicídio assistido, atualmente tema de debate em alguns países europeus. O caminho para a legalização do homicídio/suicídio, iniciado há cinquenta anos com a introdução do aborto na legislação ocidental, chegou à sua conclusão lógica.
O suicídio, que consiste no ato voluntário e deliberado pelo qual uma pessoa tira a própria vida, é mais grave que o homicídio porque, ao contrário deste, não permite o arrependimento. É verdade que podem haver exceções. O santo Cura d'Ars consolou uma mulher que havia cometido suicídio, dizendo-lhe que entre a ponte de onde se atirou e a água em que se afogou, teria tido a oportunidade de se arrepender. A possibilidade de que, nos momentos finais de sua vida, como resultado de uma iluminação divina, uma pessoa que comete suicídio possa se arrepender de seu ato não pode ser excluída. Por essa razão, o novo Catecismo da Igreja Católica afirma que "Não devemos desesperar da salvação eterna daqueles que tiraram a própria vida" (n. 2283). No entanto, tratam-se, obviamente, de casos excepcionais. A moral não se aplica às exceções, mas à natureza do próprio ato humano.