quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Papa Francisco: Instrumento sionista de longa data

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Arcebispo Bergoglio e o Rabino Abraam Shorka

O grande Kahal de Nova York desenvolve incansavelmente sua estratégia e executa suas políticas em conjunto com Tel Aviv. O outro grande Kahal nas Américas opera na Argentina, que fora de Israel, abriga a segunda maior população judaica do mundo.

Em um artigo inovador de 10 páginas numa edição do Culture Wars, Thomas Brennan explica por que a Argentina é tão importante para os judeus, e como era inevitável que o arcebispo católico, agora instalado em Roma, se tornasse seu chore goy.

Chore goy = uma espécie de serviçal não judeu.

Como nos Estados Unidos, a mídia na Argentina é completamente controlada por interesses judaicos... Isso significa que as artes, o cinema, o teatro, a pornografia e a indústria da música rock estão firmemente em mãos judaicas...

Outra influencia cultural importante que não deve ser ignorada é a influência da secularização gnóstica judaica e a manipulação da sociedade através do exercício da psicanálise. Diz-se que Buenos Aires tem a maior taxa de psicanalistas per capita do mundo. Esta situação patética, que inclui o antinatural empoderamento das mulheres e a imposição sistemática da ideologia do gênero, é parte da subversão cultural gramsciana em curso, que tem sido uma política permanente nos últimos 30 anos.

sábado, 16 de setembro de 2017

Sara volta a propor a "Reforma da Reforma" litúrgica em uma lição magistral em Roma




Os cardeais Raymond L. Burke, Gerhard Ludwig Müller e Robert Sarah na celebração do X aniversário de Summorum Pontificum.

Tradução de Airton Vieira – O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos pronunciou sua conferência sobre “O Silêncio e o primado de Deus na liturgia” nos atos de celebração do X aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum.

cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, participou nos atos de celebração do X aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum que tiveram lugar na Universidade Pontifícia Santo Tomás de Aquino de Roma.

No marco desta celebração, o cardeal Sarah fez sua conferência sobre “O Silêncio e o primado de Deus na liturgia” que iniciou com uma mostra de agradecimento a Deus pela publicação deste texto de Bento XVI.

Durante sua intervenção, o purpurado tornou a fazer referência à importância de reestabelecer a orientação para o Oriente do sacerdote e os fiéis, de dirigir-se “ad Deum” ou “ad orientem” durante a liturgia eucarística.

“Esta gestualidade está quase universalmente assumida nas celebrações do usus antiquior –a forma antiga do Rito Romano- que, graças ao Motu proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI, está livremente disponível para todos aqueles que desejam utilizar dita forma”, acrescentou Sarah.

O prefeito da Congregação para o Culto Divino insistiu em que esta “antiga e bela prática”, que manifesta o primado de Deus Onipotente, não está restringida ao usus antiquior, mas que é perfeitamente apropriada, e incluso pastoralmente recomendável, nas celebrações do usus recentior.

Capítulo XI – COM O DIABO NO COURO [O Demônio]



Como já foi dito o demônio pode ser tudo, de rato a leão, menos burro. Ao menos no tangente à inteligência.


As Sagradas Escrituras, a Tradição e o Magistério da Igreja (a quem Cristo deu a ordem e a autoridade de ir e ensinar[1]), nos ensinam que os demônios são criaturas como nós, entretanto sua natureza é a angélica, pois são anjos, ainda que decaídos. E os anjos, por sua vez, são seres quase puramente espirituais (só Deus é puro espírito), portanto, invisíveis, mais inteligentes e poderosos que os homens, além de não estar presos ao tempo e ao espaço como estamos. Seu mundo é o metafísico enquanto o nosso é o físico. Mas como podem interagir com o mundo físico e influenciar as decisões humanas, não fosse a onipotência e a misericórdia divinas seu estrago seria ainda maior, porque a natureza angélica decaída só deseja e faz o mal, assim como a nossa em função do pecado original, que aqueles experimentaram primeiro e depois nos induziram. A diferença é que enquanto vivemos podemos contar com a Graça e os Sacramentos[2], que ajudam a combater essa natureza manchada e os próprios demônios (cf. Efe VI, 10-18; Tg V, 13ss), o que para estes últimos é impossível devido a que não podem mais arrepender-se uma vez que sua decisão foi definitiva em função de não estarem, como dito, presos ao tempo e ao espaço, tendo assim pleno conhecimento da consequência de seu ato.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A Exaltação da Santa Cruz

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14 de Setembro

A liturgia da Cruz é uma liturgia triunfante: a Igreja celebra nela a vitória de Cristo sobre a morte e o glorioso troféu da nossa redenção. Já a serpente de bronze erguida por Moisés sobre o povo, o anunciava: a salvação havia de nos vir da exaltação de Jesus sobre o madeiro da Cruz.


Unamo-nos neste dia em espírito aos fieis que, na basílica de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, veneram como um troféu, as relíquias do madeiro sagrado onde se operou a obra triunfante da redenção da humanidade.


Mais comumente conhecido simplesmente como “Dia da Santa Cruz” - começou a ser comemorado na Dedicação da Basílica da Ressurreição, construída por Santa Helena (mãe de Constantino), em Jerusalém em 355 Dc. - mas a verdadeira Cruz foi encontrada logo depois, também por Santa Helena, de modo que os dois eventos se juntaram.

A história da descoberta da Verdadeira Cruz:

No ano de 326, a mãe de Constantino, Helena, com cerca de 80 anos, viajando para Jerusalém, comprometeu-se a livrar o Santo Sepulcro do montículo de terra sobre ele e ao redor dele, e destruir os edifícios pagãos que profanavam seu local. Algumas revelações que ela recebeu ganharam a confiança de que descobriria o túmulo do Salvador e a cruz Dele. O trabalho foi realizado com diligência, com a cooperação de São Macário, bispo da cidade.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Laicismo é Anticristão

Chegará um momento em que os homens ficarão loucos; e vendo outro que  não é louco, se lançará contra ele, dizendo: "Você é louco", por causa de sua dessemelhança com eles (Santo Antônio Abade).



Não é por acaso que na sociedade contemporânea, caracterizada por uma letargia desalentadora das almas e a propagação das mais perversas opiniões, “o diálogo”, está inclinado a alterar o catolicismo em uma versão modernizada palatável aos gostos superficiais e curiosidade  medíocre de conversa de salão.

As credenciais necessárias para a admissão para as posições mais bem remuneradas da elogiada sociedade laica e pluralista, pressupõem a disposição total da razoável discriminação entre a verdade absoluta e opinião subjetiva, favorecendo o relativismo habilmente difundido pelos poderes que servem o “príncipe deste mundo.”

Resultam assim predeterminadas as falsas regras a serem cumpridas pelos beneficiários das convenções sociais codificadas pela hipocrisia democrática em nome de um  camuflado ceticismo irracional disfarçado por pretexto de uma tolerância conciliadora, anulam os sagrados direitos relacionados com a realeza espiritual e civil do Divino Redentor.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Capítulo X – “ENTRA NO TEU QUARTO, FECHA A PORTA”... E PARA DE GRITAR QUE DEUS NÃO É SURDO! [A oração]







Deus é silêncio e o demônio é barulhento.” (Cardeal Robert Sara)

Entre as muitas contradições protestantes uma tem se tornado, diríamos, gritante nos últimos cem anos. Os melhores – se é que podemos usar este adjetivo – shows de rock ou programas de auditório vêm perdendo e muito, especialmente para os (neo)pentecostais, neste quesito.

De que estou falando?

Para responder à pergunta, permita-me o leitor um convite, tanto mais se fizer parte de alguma seita do tipo “Deus é amor”, “Mundial”, “Universal”, “Batista do caminho”, “Sopa, sabão e salvação”, “Cuspe de Cristo” e similares. Examine, como nos orienta o Apóstolo das Gentes (cf. 2 Tess V, 21), os diversos cultos com base nas leituras e questionamentos deste livro. Como um observador, um estudioso ou simplesmente utilizando a razão no lugar da emoção, atente para o comportamento das pessoas e o método utilizado pelos pastores, dirigentes, músicos, condutores, e indague honestamente: tal balbúrdia, histerismo coletivo, shows da fé, desmaios, estrebuchamentos, gritos e exibicionismo “está na Bíblia”? Ao que consta, de modo especial após a vinda de Nosso Senhor, essas manifestações eram comuns, mas entre os possessos ou endemoniados. Relatos de reuniões e cultos cristãos, tanto nas Escrituras como em documentos da Igreja nascente nos falam de comportamentos muito diferentes dos shows de desordem e sensacionalismo, sobretudo de linha (neo)pentecostal. Mesmo a narrativa do Pentecostes não dá permissão a qualquer interpretação quimérica com fadas e gnomos a bailar pelos ares cintilando varinhas de condão com rastros brilhantes atrás de si. Como tampouco autoriza a qualquer igreja que se julgue cristã a chamar-se Igreja das Bailarinas da Valsa Divina. Comparar o relato do início da Igreja com o descontrole teatral dos cultos modernos é virar a Bíblia dos pés à cabeça, é desordenar o que Deus ordenou, e o pai da desordem sabemos quem é.

São Paulo ao instruir sobre o culto sagrado e a diversidade de dons por todos os capítulos XII, XIII e XIV da primeira epístola aos Coríntios, entre outras orientações encerra este último capítulo (v. 40) com a categórica exortação: “mas faça-se tudo convenientemente e com ordem”. É possível que aqui também ouçamos alguém dizer: “mas o rei Davi...”, “mas o Espírito Santo...”. Muito bem, primeiro aclaremos que o rei Davi dançou diante da arca da aliança (cf. 2 Sam VI, 3ss), não dentro do templo, tampouco nas cerimônias sacrificiais e solenes; ali e naquelas ocasiões ele se prostrava (cf. 2 Sam XII, 20; Sal CXXXVII, 2). E a confirmação vem no Salmo V, verso 8: “Eu, porém, confiado na abundância da tua graça, entrarei na tua casa, prostrar-me-ei no teu santo templo com a reverência que te é devida”. Logicamente não podemos aplicar tais palavras aos lugares de reuniões e cultos protestantes, pois não se tratam em absoluto de um templo, uma vez que ali não há um altar, muito menos um sacerdote realizando um sacrifício[1]. Talvez aí tenhamos a explicação para a balburdia e gritaria de muitos desses lugares e pessoas. Já o Espírito Santo, quando “sopra onde quer” (Jo III, 8), sempre o faz ordenadamente, sem escândalo ou histeria, pois Deus, além de ser um Deus de ordem, não muda jamais (cf. Mal III, 6).

domingo, 10 de setembro de 2017

Capítulo IX – DIZ(IMO) A QUEM DÁS QUE TE DIREI QUEM ÉS [O Dízimo]



A verdade nada mais é do que o obvio.

E por falar em sacerdócio, tratemos agora de uma questão a ele unida, da qual pouco ou nada se sabe, mas que se tornou o ponto central da pregação de muitos, especialmente os ligados ao segmento da “teologia da pros­peridade”. Quem quiser aprofundá-la aconselhamos ir à fonte principal aqui uti­lizada, pois o que será dito não passará de uma sucinta exposição deste vídeo[1]. E tudo se resume a um fato óbvio, o fato de nenhum pastor ou seita protestante poder cobrar o dízimo.

Direto ao assunto

O termo dízimo se refere à “décima parte” destinada a Deus do que ganha­mos (cf. Ex XVI, 32-36; XXIX, 38ss; Lev V, 11, entre outros), em reconheci­mento e gratidão por tudo o que dele recebemos, a começar pela vida, e ainda como prova da confiança e do abandono à Providência divina. Como consequ­ência, o dízimo serve para não nos apegar ao terreno, material e passageiro, con­siderando que somos cidadãos do céu. Já no Antigo Testamento Deus estipulou quem possuiria autoridade para cobrar o dízimo, e estes seriam os sacerdotes e os levitas. Os sacerdotes eram os responsáveis pelo templo e pelos sacrifícios, e os levitas, seus auxiliares.

Em resumo, o dízimo somente poderia ser cobrado se existisse um templo (lugar de oração e culto). Mas o templo existia para que nele fosse feito sacri­fícios (de animais) para cultuar, agradecer e obter de Deus o perdão (expiação) pelos pecados do povo. E somente poderiam existir sacrifícios se houvesse um altar (não uma mesa para ceia) e um sacerdote para realizá-los[2]. De acordo com essas leis, pelo fato de só existir um templo, o de Jerusalém, somente em função dele se cobravam dízimos. Nenhuma Sinagoga (lugar de reunião para a pregação da Palavra e o ensino da Lei) tinha o direito de cobrar, pois ali estavam os Doutores da Lei, não os Sacerdotes, por isso jamais se encontrará na Bíblia a cobrança de dízimo pela pregação da palavra de Deus. Os Profetas, por exemplo, jamais o cobraram. Cristo, ao definir a missão de seus discípulos foi de clareza insofismável: “E, pondo-vos a caminho, pregai, dizendo: Está próximo o reino dos céus... Dai de graça o que de graça recebestes” (Mt X, 5-8).

Mas dirá alguém: “acaso o operário não é digno de seu salário?”. Ao que res­pondemos: sim; todo (bom) operário é digno de seu salário. O que trabalha deve receber, e isto sempre o ensinou São Paulo e a Igreja. O que nunca, a Bíblia e Igreja ensinaram é que salário seja igual a dízimo, que não pode ser cobrado fora de um templo onde se tenha um altar e um sacerdote para se realizar um sacrifício. Uma coisa sempre foi, é, e será completamente diferente da outra. As afirmações dos pastores e obreiros têm por base a maliciosa de­turpação das Escrituras, o que não é de se admirar no protestantismo.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Sermão do Bispo Fellay em Fátima, 20 de Agosto de 2017

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Durante o sermão da missa celebrada no domingo 20 de agosto - a Missa votiva do Imaculado Coração de Maria - o bispo Bernard Fellay falou aos peregrinos em Fátima em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol.

Ele lembrou pela primeira vez a visão do inferno que os três pastores de Fátima contemplaram com horror; Explicou que esse medo é salutar e que aqueles que procuram hoje anestesiar as consciências, oferecendo-lhes um caminho largo, são verdadeiramente assassinos de almas.

Então o bispo Fellay enfatizou que a mensagem de Fátima é uma mensagem de esperança: aqueles que praticam a devoção ao Imaculado Coração de Maria serão salvos. Esta promessa divina de salvação nos oferece um meio fácil: todos nós temos que levá-lo a sério. Devemos reparar as ofensas contra a Santíssima Mãe de Deus. Como o pequeno Francisco, devemos procurar consolar o Coração Doloroso e Imaculado de Maria. 

sábado, 26 de agosto de 2017

Capítulo VIII – PADRE NÃO CASA! QUEM DISSE? [O Celibato. A Confissão]


“O celibato é um grande escândalo, porque demonstra que o Senhor e o seu mundo futuro são uma realidade no nosso tempo e isso deveria desaparecer. Esta crítica per­manente contra o celibato pode surpreender, num tempo em que a moda é não se casar. Mas este ‘não se casar’ é totalmente distinto do celibato, porque o ‘não se casar’ baseia-se no querer viver só para si, sem aceitar vínculos definitivos, enquanto o celibato é exatamente o contrário: é um sim definitivo, é um entregar-se nas mãos do Senhor.”

(Bento XVI)

Uma vez apontados os falsos pastores, resta trazer à luz os verdadeiros, pois nestes tempos modernos a noção do que seja um padre se perdeu, mesmo entre os padres.

Comecemos pelo título.

É difícil não encontrar entre os protestantes um que não saia com a (por demais) distraída pergunta: por que padre não casa? Como se isto fosse primei­ramente anormal ou, pior, antibíblico. Primeiramente há que lembrar que Jesus, ao interrogar os doutores da lei se estes haviam lido nas Escrituras sobre a pedra angular – porque a eles era destinada a função de ler, interpretar e ensinar – lança-lhes uma grave sentença justamente por não fazer o que deveriam[1]: inter­pretar e ensinar corretamente ao povo as Sagradas Letras (sobre o que falaremos mais abaixo).

Em relação ao tema presente, a primeira preocupação que os defensores incondicionais do “crescei e multiplicai” deveriam ter é a de saber se “está na Bíblia” algo que respalde o contrário, ou se todos os personagens bíblicos “cresceram e se multiplicaram”. Talvez para escândalo de muitos, eis uma pequena relação de alguns notórios celibatários[2]: Josué, Jeremias, Elias, Eliseu, João (Batista e Evangelista), Marcos, Lucas, Paulo, Estevão, Timóteo e... Nosso Senhor Jesus Cristo (deixemos por hora a Nossa Senhora e São José). Além disso, muitos dos que possuíam família ao conhecer Jesus passam a viver como se não a tivessem a fim de dedicar-se à Igreja, sem que com isso abandonem ou negligenciem os seus: tal é o caso de Pedro, Bartolomeu e tantos outros[3].

Há pouco uma senhora que havia derivado do navio da Igreja para se aven­turar nas canoas furadas do protestantismo nos fez a mesmíssima pergunta: por que padre não casa? Como a pergunta veio com reta intenção, ou seja, a de vencer sua ignorância, respondemos: padres e freiras (que não são suas mulheres, somente seu feminino[4]) não casam porque ao invés de uma, optam por abraçar todas as famílias por amor ao Reino dos céus, como nos explica acima o papa Bento XVI. Eles(as) não casam com uma mulher/homem para casar com Cristo e a Ele servir de forma exclusiva: eis o sublime ideal do celibato. Ocorre que se muitos não o encaram desta forma e não o vivem como deveriam, o problema, como já frisado, não está na condição em si, tampouco no celibato, mas na pessoa que não se colocou à altura de tão nobre e generoso gesto para com Deus e o próximo, o que fez, por exemplo, Judas Iscariotes ao optar por não ser digno da função de apóstolo-bispo que lhe havia conferido Jesus.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Dos bens da enfermidade



Pois aqui você verá a suave providência de nosso Deus, que, vendo muitos de seus escolhidos caídos nessas misérias, pela saúde e forças corporais que Lhes deu, ou tendo penetrado muito antes com Sua altíssima sabedoria que cairiam nelas, Se eles eram saudáveis ​​e fortes, determina por levá-los pelo caminho da enfermidade e da dor para lidar com todos esses danos e enriquecê-los com seus dons divinos.


Porque as enfermidades domam os cavalos desenfreados de nossos corpos e freiam a fúria de suas paixões, de modo que não prevaleçam contra o espírito que não poderia dominá-los; Porque, como diz São Gregório: “a carne que não é afligida com a dor é desenfreada nas tentações”. E quem não sabe que é muito melhor queimar com as chamas da febre  do que com o fogo dos vícios? E se você se lembrar deste fogo, você não se queixará sobre essa chama que o preserva de tal fogo; Por isso Deus disse a Jó, quando estava enfermo: “lembre-se da guerra e não fale mais”.

E se você me disser que o cavalo enfraquecido com a enfermidade vai parar no meio da corrida, você deve primeiro acreditar que Deus tem a enfermidade para servir como um freio na carreira dos vícios e, portanto, estimular a avançar nas virtudes. Lembre-se, diz Gregório, desse profeta do mal, Balaão, que caminhou sobre um burro para amaldiçoar o povo de Deus; Mas o jumento parou no caminho porque viu um anjo ameaçá-lo com uma espada; e embora Balaão o golpeasse com a vara, ele não foi adiante; antes pressionou o pé contra a parede, e então o burro caiu sobre ele, de modo que  nem à pé conseguiu prosseguir seu caminho. E então o anjo falou com ele pela boca do burro, e lhe abriu os olhos para ver o perigo em que ele estava; E ele se curvou no chão, adorou-o e se ofereceu para fazer o que ele ordenasse. E para que serve tudo isso, senão nos advertir que a carne golpeada com a detêm os maus passos do espírito e corrige seus excessos, sendo uma oportunidade de abrir os olhos para ver o Deus invisível que o castiga e humilha a soberba se prostrando aos pés de seu Criador e oferece-se para deixar seus maus caminhos, para andar de novo melhor por outros?