segunda-feira, 31 de julho de 2017

Demônios (Cornelio A. Lapide)



EXISTEM DEMÔNIOS?

Não há dúvida que existem espíritos malfeitores que se chamam demônios, pois a Sagrada Escritura assim nos atesta e todas as nações unanimemente o reconhecem.
As nações pagãs têm crido na existência de certos gênios, uns bons e outros maus; deduzindo disto que era preciso ganhar o afeto dos bons com respeitos, oferendas e orações, e apaziguar a cólera e a malignidade dos maus. Daí nasceram a idolatria, o politeísmo, as práticas supersticiosas, a magia, adivinhação, etc. Esta crença tem sido também a dos filósofos pagãos…
A revelação veio ilustrar-nos sobre a existência dos demônios. Moisés nos diz que a primeira mulher foi enganada e desobedeceu a Deus por sugestões de um inimigo pérfido oculto sob a forma de serpente (Gen III, 1). Diz o livro do Deuteronômio que os israelitas imolaram seus filhos e filhas aos demônios.
Jesus Cristo falou da existência dos demônios; os expulsava do corpo dos possuídos. Também nos falam deles os Apóstolos. A existência dos demônios é um dogma da Igreja católica…

domingo, 30 de julho de 2017

A democracia é um instrumento de negócio dos partidos políticos

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NOVA ORDEM MUNDIAL

Ninguém deve se surpreender quando se cumprem décadas das primeiras eleições da democracia, somos governados por uma ditadura democrática liberal que nada mais é que o instrumento perfeito para operar o negócio dos partidos políticos subsidiados pelo Estado, eles constituem o canal através do qual se pode chegar à presidência do governo qualquer analfabeto e incapaz, ou ter como deputado a um terrorista condenado.

Os partidos são máquinas eleitorais fabricados para a conquista do voto a qualquer preço. Se os votos conseguem o poder e são obtidos com dinheiro, qualquer tipo de financiamento vale: há os que são obtidos a partir do orçamento do Estado sem respeito pela consciência e pelo bolso do contribuinte; há os que são recebidos do exterior; e há os obtidos desonestamente como vemos com vários casos de corrupção para financiá-los.
Os partidos se transformam, passam de núcleos ideológicos à centro de interesse.
Os partidos que não obtêm maioria absoluta recorrem ao pacto sistemático e, portanto, abdicam do que for preciso.

Os partidos que dizem representar o povo, e de modo especial seus quadros dirigentes, quando têm em suas mãos as alavancas do poder, esquecem as pessoas e se colocam a serviço de forças internacionais ou grupos de pressão.

sábado, 29 de julho de 2017

Capítulo IV – “ESCÂNDALO PARA OS JUDEUS, LOUCURA PARA OS PAGÃOS” [A Cruz e o Crucificado]


“Prazerosa quietação da minha vida, sê bem-vinda, cruz querida. (...)

Quem não te ama vive atado, e da liberdade alheio
Quem te abraça sem receio não toma caminho errado.
Oh! ditoso o teu reinado, onde o mal não tem cabida!
Sê bem-vinda, cruz querida”
(Do poema À Cruz – S. Tereza de Jesus)


Após abordar nos capítulos anteriores a Igreja em seu aspecto mais geral, adentremos agora especificamente nos pontos em desacordo entre a doutrina católica e a das seitas protestantes, começando por um sumamente emblemático: o da cruz com o Crucificado. Os protestantes, em sua maioria, defendem que porque “Jesus já desceu da cruz” não há porquê de o representar crucificado. Nós, ao contrário, dizemos que justamente por assim ter escolhido morrer por nossos pecados é que a cruz se torna o troféu do qual se orgulhar. Quem tem a razão? É o que veremos neste capítulo. Note-se, antes, que há templos protestantes como, por exemplo, o de luteranos, metodistas e (sic!) batistas que possuem não só a imagem da cruz, mas com ela o Crucificado.


O episódio narrado no nono capítulo dos Atos dos Apóstolos[1] encerra uma lição sublime, todavia pouco vista por muitos. Façamos uma pequena sequência didática dos fatos que nos auxilie na compreensão deste ponto:

Primeiro ato: Saulo age mal, pensando agir bem. Boas intenções — más ações;
Segundo ato: encontro com a luz da verdade;
Terceiro ato: queda do cavalo, rosto por terra;
Quarto ato: a verdade é ouvida, em atitude sábia, humilde, corajosa e honesta;
Quinto ato: a cegueira faz com que se deixe guiar;
Sexto ato: três dias de espera;
Sétimo ato: a cura para uma vida nova.

domingo, 23 de julho de 2017

O que diz o cardeal Sarah sobre a família seria delito em vários países

A retórica dos críticos de Sarah revela que os católicos liberais se converteram em nacionalistas eclesiais.
El Cardenal Robert Sarah / Wikipedia

Um grupo de críticos “pede a cabeça de Sarah na bandeja” em várias revistas católicas liberais e inclusive clamam a que o cardeal seja substituído, aponta o autor Matthew Schmitz em um artigo em Catholic Herald no que aporta citações de National Catholic Reporter, The Tablet e de Commonweal.
“Sarah não foi sempre tratado como o homem mais perigoso da cristandade. Quando em 2014 o Papa Francisco o nomeou prefeito da Congregação para o Culto Divino, foi bem recebido incluso pelos que hoje lhe criticam”.
O prefeito era visto como um homem do Vaticano II, um africano favorável à inculturação, um clérigo não ambicioso, cálido e modesto.

sábado, 22 de julho de 2017

Capítulo III – TUDO, MENOS CATOLICISMO! [A rejeição católica]


“... Se êles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós, se êles guar­daram a minha palavra, também hão de guardar a vossa. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquêle que me enviou.”

(Jo XV, 20s)

No capítulo anterior vimos por que “Fora da Igreja não há salvação”. Antes, porém, que Cristo é um só. Sendo um só, só poderia haver um Esposo com sua única Esposa, pois Deus, apesar de em determinadas situações tolerar a poligamia, nunca foi poligâmico. Aqui, contudo, a questão que deve ser retomada seriamente é: se Cristo então fundou/edi­ficou[1] uma Igreja, qual seria?
A resposta, o próprio Lutero e os demais pais do protestantismo como Melanchton, Carlostadt, Cal­vino, Zuíglio, Henrique VIII, Wesley, Knox etc a sabiam e nunca puseram dúvidas. A única Igreja fundada/edificada por Cristo foi a Católica Apostólica Romana. E por que nenhum deles jamais duvidou? Porque seria assinar um atestado de analfabetismo lógico e histórico, uma vez que só ela possui comprovação factual de seu nascimento bimilenário. Comecemos por onde a pendenga protestante geralmente inicia: pelo nome. O nome católico o pesquisou bem um ex protestante[2]:

Ele vem do termo grego “katholikós“, o qual é a combinação de duas palavras: “kata” – concernente – e “holos” – totalidade; por conseqüência, “concernente à totalidade” ou “integral, abrangente”. De acordo com o Dicionário Oxford de Etimologia Inglesa, o termo católico surge de uma palavra grega cujo significado é “relativo à totalidade” ou mais simplesmente, “geral ou universal”.

E prossegue[3]:

Universal é originado de duas palavras gregas: “uni” – um – e “vetere” – giro; por conseqüência, “girando ao redor de um” ou “transformado em um“[1]. A palavra igreja deriva do grego “ecclesia“, a qual significa “aqueles chamados para socorrer”, como se convocados a serem sublimados e libertos do mundo para formar uma sociedade distinta. Então, a Igreja Católica é feita destes que foram convocados e reunidos numa visível e universal sociedade fundada por Cristo. (negrito meu)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O matrimônio natural e o matrimônio sacramento







Tradução de Airton Vieira – Dizíamos no artigo anterior, que o matrimônio não foi instituído pelos homens, mas por Deus (Gen 1 e 2; DS 3700). O matrimônio, como instituição natural, é de origem divina. Deus criou aos homens macho e fêmea (Gen 1:27) e depositou na mesma natureza humana o instinto de procriação. Deus abençoou o primeiro casal humano e lhes disse que se multiplicassem: “Procriai e multiplica-vos, e enchei a terra” (Gen 1:28).
Em decorrência do Pecado Original, a natureza humana ficou danada e a concupiscência se encarregou de obscurecer os preceitos divinos e endurecer o coração do homem. Pouco tempo depois vemos como os homens foram adquirindo maus costumes: poligamia, divórcio…
O Povo Eleito, movido pelos profetas, e principalmente depois do Exílio Babilônico, foi redescobrindo a monogamia e a fidelidade matrimonial.
É Cristo quem devolve à instituição matrimonial as propriedades que tinha em sua origem (unidade e indissolubilidade); e ademais, o eleva ao grau de sacramento para os batizados.

1.- O matrimônio desde o fim da época apostólica até nossos dias

Logo, as seitas gnóstico-maniqueias da Antiguidade e da idade Média negaram a origem divina do matrimônio. Partindo da doutrina dualista segundo a qual a matéria é a sede do mal, rejeitaram o matrimônio qualificando-o de fonte de mal.
Os Santos Padres, de modo especial, Santo Agostinho, aproveitaram essa circunstância para dar uma doutrina clara e profunda sobre o matrimônio. É Santo Agostinho (s. V) quem defende o ensinamento da Igreja frente à doutrina dos maniqueus[1], Jovinianos[2] e os pelagianos[3] na área do matrimônio. Santo Agostinho, assimila, resume e expressa os ensinamentos da tradição patrística anterior a ele e sua síntese teve a máxima importância e influxo até o s. XVI; e incluso até nossos dias. É também original dele seu ensinamento sobre os três bens do matrimônio: a prole, a fidelidade e a sacramentalidade.
O Magistério da Igreja, em sucessivos concílios e documentos, irá precisando toda a doutrina em torno ao Matrimônio, saindo assim ao encalço dos numerosos erros e heresias. Dentre eles destaquemos só alguns: Concílio II de Latrão (a. 1139) (DS 718); Concílio (particular) de Verona (a. 1184) (DS 761); Concílio II de Leão (a. 1274) (DS 860), Concílio de Trento (DS 1813-1816) e posteriores Concílios e documentos papais.
A legislação atual da Igreja sobre o matrimônio está contida no Código de Direito canônico (a. 1983) (todo o Título VII, cc. 1055-1165) e que iremos destrinchando nos seguintes artigos.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

PDT e Partido Comunista da China debatem candidatura de Ciro e fortalecem parceria


O PDT e Partido Comunista da China (PCCh) promoveram nesse sábado (8), no Rio de Janeiro, uma reunião para debater a crise econômica e política do Brasil, a importância da candidatura de Ciro Gomes, em 2018, além da integração das instituições com foco no desenvolvimento social.
Liderado pelo secretário-geral do PDT, Manoel Dias, e pelo secretário do Secretariado do Comitê Central do partido chinês, Du Qinglin, o encontro ratificou o alerta para a instabilidade gerada pelo governo do presidente Michel Temer e o consequente impacto negativo gerado no cenário macroeconômico.
Ao reafirmar a importância da candidatura de Ciro Gomes a presidente da República, Dias confirmou a necessidade de defesa da soberania e das riquezas nacionais, que são fundamentais, segundo ele, para garantir a retomada do crescimento e da independência do país.
OBS: Os comunistas são verdadeiros devastadores das riquezas nacionais. Onde esse regime se instala, sugam para eles toda riqueza nacional levando países à falência e a escravização dos povos pelo Estado, por isso o interesse em defender as riquezas nacionais.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Matrimônio na história do homem



(Desde as origens até a época apostólica) (Estudo sobre os sacramentos 8.1)



Tradução de Airton Vieira – O matrimônio cristão é aquele sacramento pelo qual duas pessoas de distinto sexo, hábeis para casar-se, se unem em mútuo consentimento em indissolúvel comunidade de vida com o fim de engendrar e educar a prole, e recebem graça para cumprir os deveres especiais de seu estado.
No presente capítulo, dedicado ao sacramento do matrimônio, tentaremos fazer uma exposição clara e resumida de tudo aquilo que um cristão bem formado deveria saber a respeito. Falaremos pois de:
·         O matrimônio na história do homem.
·         O matrimônio civil e o matrimônio como sacramento.
·         Matéria, forma, ministro, sujeito e efeitos do matrimônio.
·         Propriedades do matrimônio.
·         Os fins do matrimônio: primário e secundário.
·         Condições para a validez e licitude do matrimônio.
·         O matrimônio temporário e o matrimônio consumado.
·         Matrimônios mistos e disparidade de culto.
·         Divórcio e nulidade matrimonial.
·         É possível falar de Matrimônio entre pessoas do mesmo sexo?
Como podem ver, o tema é amplíssimo, de forma que tentaremos simplificar ao máximo mantendo em todo tempo a claridade dos conceitos e da exposição.

domingo, 16 de julho de 2017

Bento XVI: a Igreja tem urgente necessidade de pastores que resistam ao espírito da época

Benedicto XVI: la Iglesia tiene necesidad apremiante de pastores que resistan el espíritu de la época

Para o Papa emérito, a Igreja se encontra em uma necessidade particularmente urgente de pastores convincentes que possam resistir à ditadura do espírito da época. E destaca que o cardeal entendeu que «o Senhor não abandona a sua Igreja, incluso quando o barco há assumido tanta água que está a ponto de tombar-se».

(Fidem in Terra/InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – O funeral de Joachim Cardeal Meisner ocorreu esta manhã, sábado 15 de julho, na magnífica catedral de Colônia. Uma mensagem do Papa Francisco foi lida pelo Arcebispo Nikola Eterović, Núncio Apostólico na Alemanha. Para surpresa dos presentes, o Arcebispo Georg Gänswein, Prefeito da Prefeitura da Casa Pontifícia e Secretário Pessoal de Bento XVI, leu uma mensagem do Papa Emérito.

A seguir nossa tradução da bela mensagem de Bento XVI no Funeral de seu amigo próximo o Cardeal Meisner:

sábado, 15 de julho de 2017

Capítulo II – “PLACA DE IGREJA NÃO SALVA NINGUÉM!” [“Fora da Igreja não há salvação”]

“Com toda a probabilidade, o melhor do protestantismo somente sobrevi­verá no catolicismo.”
(Chesterton)



A questão anterior, a da unidade da Igreja, nos coloca outra não menos importante para quem se preocupa de fato com a sua salvação, e não somente com a sua.

A máxima titular é comum ouvir-se na boca dos que se habituaram a pro­testar: “Placa de igreja não salva ninguém”. Isso, desconfio, parece pertencer a quem desconfia de que no fundo esteja em uma canoa furada, ainda que leve o escafândrico[1] nome de “Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água”. Também nos faz lembrar uma personagem comum em tempos de paganismo generalizado, que se auto delatou ao deixar que um rei dividisse uma criança ao meio por saber não ser a sua[2] (cf. 1 Re III, 16-28).

Em verdade que somos obrigados a concordar com tal máxima, pois de fato placa de igreja não salva ninguém. Nos salva a Igreja. Que só pode ser uma como o Pai, o Filho e o Espírito Santo: um só Deus em três pessoas. Queiram ou não as Testemunhas de Jeová. Mas se alguém, com tal expressão, quer com isso dizer que igreja não salva ninguém, terá então um outro problema, o de informar a São Paulo que não foi muito feliz ao aconselhar o discípulo e bispo Timóteo para se portar bem na casa de Deus “... que é a Igreja de Deus vivo, coluna e firmamento da verdade” (1 Tim III, 15).