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segunda-feira, 31 de julho de 2023

Matrimônio e divorcismo (combate histórico da Igreja)

 




Não existe na história verdadeira um único caso em que a Igreja Católica tenha anulado um casamento legitimamente contratado e consumado. As histórias falsificadas citam destes fatos, porém são pura invenções de maldade, são calúnias, puras invenções maldosas sem fundamentos.

Não se deve confundir anulação de um casamento com declaração de nulidade.

Um médico, encontrando um doente, diagnosticando-o, não anula a saúde do doente, mas declara apenas a existência da moléstia.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Matrimônio e divorcismo (O divórcio e a lei antiga, o evangelho e a Igreja)

 



O divórcio e a lei Antiga

 

Para o católico tudo é simples. Deus ordena: tem, pois, ser obedecido. Caso não houvesse lei natural e nem social que o obrigasse, bastaria a lei divina para orientar sua vida.

“Pouco importam, dizia São João Crisóstomo, a lei do divórcio votadas pelos governos seculares, não são essas leis que nos julgarão, mas a Lei Divina”.

A Lei de Deus é positiva. Cria o homem à sua imagem e semelhança. Mandou um sono profundo a Adão, e criou-lhe uma companheira, indicando-lhe e fazendo-o promulgar ele mesmo a lei que deve presidir a união dos esposos: “O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e serão dois numa só carne” (Gen 2, 24).

É a indissolubilidade do matrimônio solenemente afirmada, e pela mesma lei é o divórcio formalmente condenado. É condenado não por ser intrinsecamente mau, mas, extrinsecamente.

Deus proibiu, e eis por que ele é um mal. Se Deus retirasse a proibição, o divórcio deixaria de ser um mal perante a Deus.

No decurso do século da Lei antiga, devido a corrupção do paganismo, o Soberano legislador chegou a atenuar momentaneamente o rigor da sua lei. Tolerou o divórcio, durante algum tempo, embora com muitas reservas para limitá-los.

 

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Matrimônio e divorcismo (a grande objeção, remédio, cura e morte)

 




Aqui temos diante de nós a grande objeção dos divorcistas. Formulemo-la e demos-lhe a resposta exata. Pela indissolubilidade do vínculo matrimonial, uma quantidade de infelizes, que não combinam com o consorte, está condenada a uma vida lamentável, sem outra esperança de libertação a não ser a morte.

Tal é, em sua brutalidade, às vezes verdadeiras, a objeção pessimista, e tal objeção à primeira vista impressiona; mas examinemos bem o caso, sem nada exagerar, nem diminuir.

É certo: a indissolubilidade sacrifica a vida dos casados infelizes. É triste, é duro, é quase desesperador para um homem viver ao lado de uma mulher, carrancuda, raivosa, linguaruda, sem carinho, sem amor ou qualquer outro agravante.

Não é menos horrível para uma mulher viver ao lado de um homem, brutal, jogador, bêbado, grosseiro, materialista, boêmio infiel, colérico ou qualquer outro agravante. Basta um destes vícios para envenenar a vida de uma esposa e fazer dela uma mártir a fogo lento e devorador. É um purgatório!

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Matrimônio e divorcismo (O divórcio excepcional, tese da indissolubilidade e tese divorcista)

 





O divórcio excepcional

 

O que acabo de dizer é a condenação formal, radical e absoluta da união livre. A união livre, enquanto comporta  relações heterossexuais sem matrimônio, é uma verdadeira fornicação, de que São Paulo disse: “Sabei que nenhum fornicador receberá em herança o reino de Cristo e de Deus (Ef: 5,5).

Mas uma outra questão apresenta-se aqui. Admitindo-se que o matrimônio seja necessário, não se pode, em certos casos admitir o divórcio?

Certo é que as duas teses sendo opostas uma à outra, não podem ambas ser verdadeiras: uma é falsa, a outra, verdadeira.

Para os divorcistas, o matrimônio é um contrato bilateral, nascido do consentimento das partes; e por este título, concluem eles, ele pode, como qualquer contrato bilateral, tomar fim pelas causas que o ocasionaram.

Tal raciocínio é legalmente exato, porém a base do raciocínio é falsa...

O matrimônio não é um simples contrato; é mais que um contrato: é uma lei da natureza, uma lei social e uma lei divina. O regime do matrimônio é determinado pela sua determinação de sua finalidade.

O regime perfeito não existe neste mundo, onde tudo é contingente e imperfeito; devemos, pois, adotar o regime normal, estabelecido pelo autor da natureza; e este regime normal constitui uma lei geral que rege a instituição do matrimônio.

Mas poderá esta lei geral admitir uma exceção, por certas razões graves? Sim; se tais exceções são compatíveis com o bem prosseguido da lei. Não, se tais exceções, não podem, em prática, ser admitidas sem arruinar a própria lei.

Temos, pois, diante de nós a dupla tese      da indissolubilidade e a do divórcio.

 

quarta-feira, 16 de março de 2022

Matrimônio e divorcismo (teoria divorcista, instituição matrimonial e tese sociológica)

 





A Igreja combate o divórcio, porque é um atentado contra a lei natural, social e religiosa, embora o atentado não alcance diretamente os católicos (os católicos formados).

Estes últimos não se contentam com o contrato civil, que tem apenas efeitos civis, mas recebem o sacramento do matrimônio. Ora, este sacramento é indissolúvel, e não é alçada do poder civil, de modo que o católico considera sempre o casamento indissolúvel, qualquer que seja a atitude dos legisladores civis.

Entretanto, é certo que o sacramento recebe do contrato civil uma nova segurança, um apoio, embora não tenha nada de comum com ele no terreno da religião. Um católico não pode contentar-se com o contrato civil; tem de casar-se perante Deus.

Sendo assim, o contrato civil exclusivo é apenas o casamento dos que não são católicos, e nada faz à instituição divina do sacramento.

A Igreja deve, entretanto, combater o divórcio, como devem combater os homens honrados, porque a Igreja deve defender para todos a lei natural e a lei social, indiretamente ligadas à lei divina.

Os próprios protestantes, que não tem o sacramento do matrimônio, são obrigados a reconhecer a indissolubilidade do casamento; de modo que o divórcio é, como sempre foi, o ideal, a grande aspirações dos gozadores, dos boêmios, dos libertinos. Esta sim, é a verdade inegável.

Analisemos aqui as diversas teses, para, do meio da confusão, salientar a única tese da verdade.

 

I. A teoria divorcista

 

No fundo, apesar de todo palavrório paradoxal dos divorcistas o divórcio resume-se na seguinte teoria: A finalidade do matrimônio é procurar sensações, é p prazer e o gozo.

No dia em que, por uma razão qualquer, tais sensações deixarem de existir, o matrimônio não terá mais razão de ser. A ruptura absoluta e definitiva entre os cônjuges será a coisa mais lógica do mundo.

E os filhos? Sua educação? O escândalo? São uns tantos preconceitos! Procuro outro companheiro ou companheira e tenho razão.

A lama?... A lama não suja mais, visto que o divórcio foi inventado para que agente se deleite na lama sem se sujar.

A sua esposa deixou de agradar-lhe? Não se incomode; o legislador  reserva-lhe todos os meios de separação: é só escolher.

Incompatibilidade de gênio... rusgas precoces... adultério comprovado, estão a alçada de todas as fraquezas, de todas as covardias, de todas a covardias, de todas as traições.

Entre os romanos pagãos, isto era costume, era lei como os divorcistas fizeram hoje na sociedade. Agente casa-se na esperança de divorciar; o divórcio é como fruto do matrimônio. Mudam a lei e não podem fazer outra coisa senão a lei do adultério.

Com a religião nupcial o pudor desaparece; e os mesmos homens, as mesmas mulheres que excitavam a admiração do mundo pela sua pureza, excitam agora o espanto pela luxúria: estes fantasmas de uniões passageiras, todas baseadas em prazer e interesse, desgostam-se do matrimônio e esgotam a fonte da vida. A população diminuiu, e Roma não teve mais soldados para defender-se das invasões dos bárbaros.

A santidade do matrimônio é sacrificada à paixão, diante da qual todo joelho deve dobrar-se.

A luz, a civilização, o progresso, a própria ciência, parecem demonstrar que a solidez das instituições sociais está subordinada aos caprichos, às fantasias, aos apetites baixos dos homens.

Outrora pensava-se o contrário. Ensinava-se que a salvação e a estabilidade da sociedade deviam dominar os impulsos da natureza, e que o matrimônio, em particular, era destinado a meter um freio ao furor das ondas.

Mas tudo isto, grita o divorcista moderno, é preconceito, idiotice e escravidão. Seja tudo submergido, engolfado; esta é a lei do divórcio.

O divorcista, para legitimar a sujeira do divórcio, raciocina como segue: A lama só pode sujar quem estiver limpo; volvendo-se na lama... não há mais sujeira: é sujo sobre sujo, lama sobre lama; tudo fica sujo... e, o contraste entre o limpo e o sujo não existindo mais, permanece apenas uma questão de palavras; o sujo não existindo  mais, tudo é limpeza: a própria lama é a limpeza.

 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Santa Mônica: a criação do ideal da mãe cristã


Em tempos em que a mulher se permite ser um mero objeto de cobiça e prazer, publicamos nesse período de festejos de dia das mães ou internacional da mulher, o exemplo de Santa Mônica como exemplo do que Deus espera de uma verdadeira mãe, ainda mais nesse período tenebroso da história, onde as mulheres entregam seus filhos nas mãos de babás ou depositam em escolas laicas e vão para fora de casa ingressar nas universidades e para o mercado de trabalho, , e rejeitam seu papel natural de Rainha do Lar e formadora de futuros cidadãos.



Mônica "entra" na História através da obra Confissões, de seu segundo filho, Santo Agostinho (Aurelius Augustinus, 13.11.354 d.C.), escrita aproximadamente no ano de 397. Ela teria nascido no ano de 331 d. C., embora existam controvérsias quanto a essa data (A Igreja aceita a data de 331) (Liturgia das Horas - Ofício das Leituras, 1982: 1.534.

Segundo Agostinho, Mônica foi criada por uma dada, termo que designava uma escrava incumbida de vigiar as crianças filhas de seus senhores. “ Mônica enaltecia a vigilância de uma velha escrava, que já tomara meu avô materno às costas, sendo ainda menino, como é costume serem trazidas as crianças pelas raparigas mais crescidas” (Confissões, p. 223).
A velha escrava cuidou também de sua educação; Agostinho conta-nos um caso em que sua mãe, ainda criança, foi severamente repreendida pela dada, pois começou a demonstrar gosto pelo vinho ("de facto, a escrava que costumava acompanhá-la até junto do tonel, litigando um dia com sua jovem senhora, estando sós, lançou-lhe em rosto a intemperança, chamando-lhe com atroz insulto: Bêbada!") (Confissões, p. 224).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O matrimônio natural e o matrimônio sacramento







Tradução de Airton Vieira – Dizíamos no artigo anterior, que o matrimônio não foi instituído pelos homens, mas por Deus (Gen 1 e 2; DS 3700). O matrimônio, como instituição natural, é de origem divina. Deus criou aos homens macho e fêmea (Gen 1:27) e depositou na mesma natureza humana o instinto de procriação. Deus abençoou o primeiro casal humano e lhes disse que se multiplicassem: “Procriai e multiplica-vos, e enchei a terra” (Gen 1:28).
Em decorrência do Pecado Original, a natureza humana ficou danada e a concupiscência se encarregou de obscurecer os preceitos divinos e endurecer o coração do homem. Pouco tempo depois vemos como os homens foram adquirindo maus costumes: poligamia, divórcio…
O Povo Eleito, movido pelos profetas, e principalmente depois do Exílio Babilônico, foi redescobrindo a monogamia e a fidelidade matrimonial.
É Cristo quem devolve à instituição matrimonial as propriedades que tinha em sua origem (unidade e indissolubilidade); e ademais, o eleva ao grau de sacramento para os batizados.

1.- O matrimônio desde o fim da época apostólica até nossos dias

Logo, as seitas gnóstico-maniqueias da Antiguidade e da idade Média negaram a origem divina do matrimônio. Partindo da doutrina dualista segundo a qual a matéria é a sede do mal, rejeitaram o matrimônio qualificando-o de fonte de mal.
Os Santos Padres, de modo especial, Santo Agostinho, aproveitaram essa circunstância para dar uma doutrina clara e profunda sobre o matrimônio. É Santo Agostinho (s. V) quem defende o ensinamento da Igreja frente à doutrina dos maniqueus[1], Jovinianos[2] e os pelagianos[3] na área do matrimônio. Santo Agostinho, assimila, resume e expressa os ensinamentos da tradição patrística anterior a ele e sua síntese teve a máxima importância e influxo até o s. XVI; e incluso até nossos dias. É também original dele seu ensinamento sobre os três bens do matrimônio: a prole, a fidelidade e a sacramentalidade.
O Magistério da Igreja, em sucessivos concílios e documentos, irá precisando toda a doutrina em torno ao Matrimônio, saindo assim ao encalço dos numerosos erros e heresias. Dentre eles destaquemos só alguns: Concílio II de Latrão (a. 1139) (DS 718); Concílio (particular) de Verona (a. 1184) (DS 761); Concílio II de Leão (a. 1274) (DS 860), Concílio de Trento (DS 1813-1816) e posteriores Concílios e documentos papais.
A legislação atual da Igreja sobre o matrimônio está contida no Código de Direito canônico (a. 1983) (todo o Título VII, cc. 1055-1165) e que iremos destrinchando nos seguintes artigos.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Matrimônio na história do homem



(Desde as origens até a época apostólica) (Estudo sobre os sacramentos 8.1)



Tradução de Airton Vieira – O matrimônio cristão é aquele sacramento pelo qual duas pessoas de distinto sexo, hábeis para casar-se, se unem em mútuo consentimento em indissolúvel comunidade de vida com o fim de engendrar e educar a prole, e recebem graça para cumprir os deveres especiais de seu estado.
No presente capítulo, dedicado ao sacramento do matrimônio, tentaremos fazer uma exposição clara e resumida de tudo aquilo que um cristão bem formado deveria saber a respeito. Falaremos pois de:
·         O matrimônio na história do homem.
·         O matrimônio civil e o matrimônio como sacramento.
·         Matéria, forma, ministro, sujeito e efeitos do matrimônio.
·         Propriedades do matrimônio.
·         Os fins do matrimônio: primário e secundário.
·         Condições para a validez e licitude do matrimônio.
·         O matrimônio temporário e o matrimônio consumado.
·         Matrimônios mistos e disparidade de culto.
·         Divórcio e nulidade matrimonial.
·         É possível falar de Matrimônio entre pessoas do mesmo sexo?
Como podem ver, o tema é amplíssimo, de forma que tentaremos simplificar ao máximo mantendo em todo tempo a claridade dos conceitos e da exposição.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Os limites no desenvolvimento social da adolescente

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Reflexão para os pais católicos "modernos" que deixam suas filhas adolescentes expostos em redes sociais e à televisão e todo tipo de contato com os maus costumes

A criança na adolescência, uma espécie de larva operando a metamorfose, participa igualmente da infância e da juventude; não estando todavia nem em um nem na outra, não se acha bem colocada em parte alguma.


É mista e difícil a sua posição; em todas as partes incomoda e se acha embaraçada, pelo que se diz com razão que é esta a idade ingrata. O corpo, o espírito, os modos, tudo participa delas, tudo apresenta o seu cunho. Mas a mãe não pode pensar em evita-la, é uma prova de prudência e de justiça da sua parte aceita-la tal qual é; e reservando então principalmente a severidade para os defeitos e para as faltas, devem mostrar-se indulgentes com todas as exterioridades desagradáveis.

Se não se deve tratar a jovem adolescente como criancinha, também não se deve ainda torna-la mulher na família e na sociedade, desenvolvendo, a par de uma razão prematura, uma afoiteza não menos prematura, pois que são mais perigosos que agradáveis os frutos colhidos antes de maduros.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A condução materna da filha para o Sacramento da Confirmação

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Mas não é para grande número de criança a primeira comunhão a única munificência de Deus neste dia bendito. A confirmação esta outra maravilha do seu amor, este outro canal dos seus benefícios, este outro amparo da nossa franqueza; a Confirmação vem corroborar e concluir a obra começada pela Eucaristia. O Espírito Santo quer selar o coração em quem entrou Jesus Cristo; vínculo de amor entre o Pai e o Filho, deseja também sê-lo entre o Filho e a alma. Chega para enchê-la desse amor que é o único puro, que é o único santo, que é o único grande; desse amor, perfeição do cristianismo e o próprio cristianismo; porque, da parte de Deus, produziu a redenção com as suas ignomínias e seus esplendores; e, toda a verdade que apareceu na terra.


Este amor sagrado da àquele a quem penetra sabedoria, inteligência, força e até a ciência de Deus; aconselha-o, inspira-lhe a verdadeira piedade, o único temor saudável. Estes são, com efeito, os magníficos presentes, os sete dons que vem trazer à alma o Espírito Santo, e para reunir todos, basta nomear aquele de que todos emanam: o amor de Deus, a caridade.

Eis aí porque julgou a Igreja, sabia, - e até diria razoável em tudo, se não soubesse que todas as suas inspirações provem da loucura da cruz, - distribuiu no mesmo dia e à mesma alma os seus mais ricos tesouros: a Confirmação e a Eucaristia. Eis aí porque pensou que podia a mesma preparação levar à Eucaristia que, obra-mestra do amor, proporciona as suas doçuras, e conduz à Confirmação, consagração do amor e sagrado manancial em que se adquire o seu valor.

segunda-feira, 27 de março de 2017

DEPOIMENTO: SOU CATÓLICA E MÃE DE OITO FILHOS

Cântico das peregrinações. Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos.
Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar.

Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. (Salmo 127:3)




Família católica com oito filhosMe chamo Mariana, tenho 34 anos e sou mãe de oito filhos (nenhum gêmeo). Meu marido e eu somos casados há 12 anos e, desde o tempo de namoro, havíamos decidido sermos abertos à vida, ou seja, aceitar os filhos que Deus nos enviasse. E assim veio nosso primeiro filho, ainda no primeiro ano de casamento, por meio de uma cesárea de urgência (estávamos nas 40 semanas e ele entrou em sofrimento). Foram chegando os outros filhos (no total são quatro meninos e quatro meninas, com distância de mais ou menos um ano), com idades entre 11 anos a 9 meses, e todos nasceram por meio de cesariana, por conta da minha saúde.

As pessoas sempre questionam essa nossa escolha por deixar que o Senhor conduza nossa história e, dessa forma, ter uma família numerosa. Perguntam se eu “não sei evitar”, se foi “por acidente” (como assim?), se eu tenho alergia à anticoncepcional, se meu marido “concorda” com isso (oi?), se eu não vou fazer laqueadura (ou o marido, vasectomia), por que eles nasceram por parto cesárea, se são todos do mesmo pai. Me disseram que eu estava estragando meu corpo, que eu era irresponsável por “ter filhos no mundo de hoje”, que eu devia ser rica (kkkkkkk), que eu era louca.

domingo, 26 de março de 2017

A aurora da Primeira Comunhão

Como a mãe é necessária na formação para a primeira comunhão das meninas


Transcorre o tempo, passa o ano da primeira comunhão, e chega-se presto ao momento apetecido que o deve terminar. À proporção que se aproxima, deve redobrar a atenção da mãe sobre a filha e da filha sobre si própria; são-lhes comuns os sentimentos, os desejos, os votos e as orações, pois se assim não fosse não se amariam. É preciso que cresçam diariamente o ardor de uns e o fervor de outros, é preciso que formem a bola de neve. Rolando de contínuo aumentará progressivamente, e no seu rápido e firme curso aplanará as protuberâncias do orgulho, derrubará os obstáculos da vontade, igualará as sinuosidades do caráter, preparará a via do Senhor e tornará retas  e planas as suas veredas (São Mateus), e até as aformoseará com sua deslumbrante bravura.

Deste modo se chega ao dia precioso e santo, prelúdio de outro dia ainda mais santo e mais precioso. Dia de arrependimento e de perdão, cuja pena e doce tristeza dispõe para a serena e perfeita felicidade do dia seguinte; porque as emoções que vêm de Deus, dores ou alegrias, consolações ou sofrimentos, trazem consigo alguma coisa do seu imutável repouso, e quando entra Jesus Cristo numa alma, é para dizer-lhe: A Paz seja contigo!

Ah! Ditosa mãe se preparaste bem essa formosa alma infantil! Goza com ela essa paz que o mundo não pode dar (São João), e pela qual, uma vez experimentada, se diria adeus sem pena assim a ele como a todas suas venturas. Se a dispuseste bem, não te recusará Deus,  nem tão pouco a ela, essas alegrias tão plácidas e não obstantes tão vivas, essas emoções tão forte e todavia tão doce.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O papel da mãe no ensino religioso da filha


Eis-nos chegado a outra fase da vida da criança. Época de transição e às vezes até de mudança completa; momento decisivo e solene em que, iluminada e atraída a alma recentemente pela razão, e também recentemente fascinada e arrastadas pelas paixões, se inclina alternativamente ante àquela amiga ou ante estas inimigas e acaba por lançar-se nos braços de uma ou nas garras mortíferas das outras.


Tudo se dilata na adolescência: tanto as faculdades para o bem como os maus instintos. Comprimida até então a inteligência, busca por todas as partes alimentos; o espírito de insubordinação domina geralmente esta idade: precisa pois de movimento para o corpo, trabalho para o entendimento e emoções para o coração.

Nesta, como em todas as idades, vem a religião auxiliar a mãe, e se encarrega de apresentar ao entendimento e ao coração os estudos e os sentimentos que reclamam. Dá-lhes por objetos e por mobil ao exercícios das faculdades, a primeira comunhão, que já é a única coisa que pode satisfazer, e geralmente a confirmação, outro mistério cuja majestade inspira os grandes pensamentos e produz as ações nobres.

Se há no céu uma estrela para guiar o marinheiro; se há no porto um farol para alumiar o pescador; se há um momento na vida para assinalar-se entre todos os outros, é esse instante solene e misterioso em que, despojando-se a criança das mantilhas para se revestir do mesmo Deus, se despede da infância e se prepara para começar a vida real, a vida das dores, a vida dos trabalhos e sofrimentos.

Deve a primeira comunhão deixar numa alma a recordação sempre viva, e qual farol luminoso divisar-se de todos os pontos da existência. É uma grande desgraça quando só produz uma impressão passageira e estéril; é grande desgraça se mais tarde não se comove o coração ao recordar esse dia, e se não se desperta com tudo quanto o memora o zelo religioso, as aspirações generosas e as resoluções virtuosas. Grande desgraça é para o homem se não pode apegar-se a esse pensamento como a um cabo de salvação, quando ameaçam traga-los as vagas tumultuosas das paixões. Grande desgraça é quando, perdido no árido e seco deserto da razão humana, não encontra o espírito esse fértil oásis, onde pode sua fé refrigerar-se sempre.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Quantos filhos devemos ter? Generosidade e confiança em Deus...























Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra... (Gênesis 1:28)


Esta questão do título, agora é uma questão de “aterradora” para a maioria dos matrimônios católicos recentes e namorados católicos que estão prestes a se casar. Para quem tem fé em Deus e que trata de cumprir  os seus mandamentos e agradar-Lhe, essa carta é para vocês. Mas por que  a questão do título é aterradora para vocês? Porque a resposta correta é: os filhos que Deus quiser dar-lhes! E agir de acordo com essa resposta não é fácil ou simples, envolve muitos problemas e sacrifícios. Sim, eu sinto muito, mas essa é a resposta certa! Não, eu não sou louco, nem tenho fumado maconha, nem desconheço os múltiplos métodos artificiais e naturais de controle de natalidade, e programas do governo sobre planejamento familiar. Sim, já pensei sobre a superpopulação e eu acho que ainda falta muito para que chegue e, antes disso, ou Deus tem ação direta sobre o assunto, por exemplo, diminuindo o ritmo natural da procriação, ou homens encontrarão soluções éticas na terra ou fora dela ou acontecerá o fim do mundo. Também já pensei se “antes de se podia, era outros tempos,  agora é impossível, está tão cara vida!”, e sejamos sinceros: antes e depois houve e haverá tempos melhores e piores, isso não é uma justificação não é a verdadeira causa do terror a resposta.

A causa real é o próprio homem, os homem e as mulheres de hoje: a ignorância, o egoísmo, o hedonismo, a sua falta de fé e confiança em Deus e do amor a Deus para cumprir fielmente sua vontade. Sim, é uma questão de generosidade e confiança em Deus, como  disse o Papa Pio XII. Nos parece isso tão importante e tão claro que escolhemos para esta página. O planejamento familiar e controle de natalidade são um insulto à Providência.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A tríplice essência do matrimônio





É necessário expor aqui brevemente, a doutrina racional, social e divina sobre o assunto.

A Igreja combate o divórcio, porque é um atentado contra a lei natural, social e religiosa, embora tal atentado não alcance diretamente os verdadeiros católicos.

Estes últimos, de fato, não se contentam com o contrato civil, que tem apenas efeitos civis, mas recebem o sacramento do matrimônio. Ora, este sacramento é indissolúvel, e não é da alçada do poder civil, de modo que o católico considera sempre o casamento indissolúvel, qualquer que seja a atitude dos legisladores civis.

Entretanto é certo que o sacramento recebe do contrato civil uma nova segurança, um apoio, embora não tenha nada em comum com ele no terreno da religião. Um católico não pode contentar-se com um  contrato civil; tem de casar-se perante Deus.

Sendo assim, o contrato civil exclusivo é apenas o casamento dos que não são católicos, e nada faz a instituição divina do sacramento.

A Igreja deve entretanto, combater o divórcio, como devem combatê-lo os homens de brio, porque a Igreja deve defender para todos a lei natural e a lei social, indiretamente ligadas com a lei divina.

Os próprios protestantes, que não têm o sacramento do matrimônio, são obrigados a reconhecer a indissolubilidade do casamento; de modo que o divórcio é, como sempre foi, o ideal, a grande aspirações dos gozadores, dos boêmios, dos libertinos, e a repulsa de todos os homens de bem. Esta sim é verdade inegável.

 

domingo, 8 de novembro de 2015

O divórcio é uma moléstia






 


O divorcismo é uma moléstia: moléstia da inteligência, moléstia da vontade e moléstia do coração.  A verdade tem os seus extremos: é o otimismo exagerado, ou o pessimismo desastrado. O divorcista ou pessimista vê tudo através do prisma negro de suas tendências mórbidas.


Para ele, o casamento não é um ato sagrado, em busca de uma felicidade alegre; é o prazer do animal, a nevrose sensual, é a podridão da lama.


E o coração? Pobre coração! Ele tem inúmeras moléstias, tem, sobretudo, a volúpia, o delírio da paixão... Não é o amor, pois o amor é nobre e a paixão é aviltante... A paixão é uma moléstia. O divorcista sofre dessa moléstia; é um tríplice doente... tudo está enfermo nele.


 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Mulheres redescobrem a maternidade (contrariando a ideologia de gênero)

 (ZENIT.org)

“Contra a natureza todos os esforços são vãos” Assim dizia Leão XIII em 1891 referindo-se ao socialismo e sua pretensão de nivelar todos os homens, desprezando suas diferenças naturais.

O mesmo se pode dizer hoje da ideologia de gênero, que pretende nivelar homens e mulheres, negando que sejam naturalmente diferentes.

Percebem-se, aqui e ali, algumas mulheres que, depois de doutrinadas a rejeitar os filhos e o ambiente doméstico, a competir com os homens e a disputar com eles o mercado de trabalho, finalmente descobrem que a maternidade é sua vocação e que o lar é o seu lugar privilegiado.
Maria Mariana e família


Um exemplo disso encontramos em Maria Mariana Plonczynski de Oliveira, autora de “Confissões de mãe” (Ed. Agir, 2009). Deixando a fama que lhe dava a televisão e o teatro, decidiu “ter filhos e cuidar deles”. Acerca do dogma feminista da igualdade entre os sexos, ela afirma:
Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. Todos merecem respeito, espaço. Mas o homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. São habilidades diferentes. Penso nesta imagem: homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar. Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá. Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar. A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.

Para as jovens, ela tem o seguinte recado:
Quero dizer às jovens do mundo de hoje que existe uma pressão para que elas sejam autossuficientes profissionalmente, sejam mulher e homem ao mesmo tempo, como se fosse a única forma de realização. Para isso, elas têm de desenvolver agressividade, frieza – sentimentos que não têm a ver com o que é ser mãe. O valor básico da maternidade é cuidar do outro, doar, servir. Nada a ver com o mundo competitivo. Maternidade é tirar seu ego do centro.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

São Roberto Belarmindo sobre a família numerosa

                      





Ao ler o excelente Comentário ao Salmo eu encontrei um parágrafo que  achei conveniente compartilhar com os leitores. A Companhia de Jesus produziu dois Doutores da Igreja, e seria conveniente a um jesuíta de hoje, em todos os níveis, desfrutar da sua doutrina saudável.

128: 1 "Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!"

... Diz mais tarde, "Bem-aventurados os que," seja homem ou mulher, grande ou pequeno, nobres e plebeus, estudado ou ignorante, em uma palavra, sem exceção; Só então você vai ser realmente feliz, isto é, afortunado, feliz, alegre, bem humorado, algo desejado por todos, quando você realmente teme a Deus; isto é, quando se teme ofender e, sob a influência desse temor, não perder a graça divina, que é a fonte de todo o bem. Um sinal desse temor é “seguir os seus caminhos”, porque um temor tão santo vem do amor; e o Senhor diz: “Se você me ama, guardará os meus mandamentos” e também “Quem tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”, e ainda “Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras.”

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Os filhos dos divorciados fracassam mais no desempenho escolar e são mais propensos ao alcoolismo

A experiência, a simples observação e senso comum dão como certo que as crianças são quase sempre vítimas no campo de batalha de um divorcio. Segundo informa L. Venturoso para o diário Abc,  agora um estudo britânico,  com 500 filhos de 14-22 anos viveram uma ruptura em sua casa, certificada com preocupação e dados conclusivos. Teve 19% pior desempenho escolar e 15% foram obrigados a mudar de escola, rompendo com o seu círculo de amigos.

  (ABC / InfoCatólica) Os filhos também foram utilizados maciçamente como objetos para os côjugues  lançar-se uns contra os outros em suas disputas; 32% se sentiram usados como mensageiros nas lutas de seus pais e pressionados contra a outra parte. Transtornos alimentares aumenta entre os filhos dos divorciados.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quatro conselhos dos santos para a educação dos seus filhos

Vão aqui quatro preciosos conselhos dos santos para a educação dos seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.
“Como poderão os filhos ser bons, se os pais não prestam? Só por milagre”. Com essa frase, Santo Afonso de Ligório resume a grave responsabilidade dos pais na formação da consciência de seus filhos. Como ensinou Nosso Senhor, pelos seus frutos os conhecereis. São muitíssimos os nomes de santos que tiveram pais ou mães igualmente virtuosos: Santo Agostinho e Santa Mônica, São Gregório Magno e Santa Sílvia, Santa Catarina da Suécia e Santa Brígida… e a lista se estende. São verdadeiramente almas gigantes, que só puderam se elevar porque receberam uma educação exemplar de seus pais.

Vão aqui quatro conselhos dos santos para você educar os seus filhos. Nem todas são exortações muito agradáveis aos ouvidos, mas, com certeza todas serão de grande valor para a sua família.



1. Ser obediente a Deus

    “ Se queremos saber mandar, temos primeiro de saber obedecer, procurando impor-nos mais com o amor do que com o temor.” (São João Bosco[1])


Antes de impor a autoridade sobre os filhos, é preciso lembrar que há uma autoridade à qual todos os homens devem obedecer. Tanto maior será o respeito dos filhos por seus pais, quanto maior for o respeito destes ao Pai dos céus. O filho que vê o pai trabalhando, tratando com respeito a sua mulher, cuidando das necessidades da casa e rezando - em suma, cumprindo o seu dever de cristão e pai de família -, não só será dócil às suas instruções, como seguirá o seu exemplo, ao crescer. Portanto, em primeiro lugar, o Reino de Deus, isto é, o cumprimento da Palavra. As outras coisas virão por acréscimo.