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quarta-feira, 25 de março de 2026

São José e a utopia da castidade

 


O dia 19 de março é a Solenidade de São José, esposo da Mãe de Deus e pai adotivo de Jesus. A Igreja o venera como guardião da Sagrada Família, padroeiro da Igreja e dos trabalhadores, modelo de devoção a Deus e testemunha viva da humildade, entre muitas outras honrarias. Sem diminuir nenhuma dessas qualidades, neste breve artigo, recordamos e o apresentamos como exemplo de um santo que viveu a castidade de forma heroica. E, sob essa perspectiva justa, São José é a resposta firme à teoria perniciosa, ainda hoje defendida por muitos católicos, da “utopia da castidade”. São José demonstra com sua vida que a pureza PODE ser vivida e não é uma impossibilidade imposta por Deus.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Quamquam Pluries


1º de  Maio dia de São José operário.

Com esse documento do Papa Leão XIII, lembramos da importância de nosso padroeiro e guardião da Igreja de Cristo, já que os inimigos de Deus sempre estão colocando uma data humanista para substituir o feriado santo por um feriado antropocêntrico cuja finalidade é colocar os bens terrenos corruptíveis acima dos bens celestes incorruptíveis e, assim, vai se apagando da memória popular esse grande intercessor que temos diante de Deus.



Quamquam Pluries


A devoção a são José


Papa Leão XIII


Ainda que tenhamos mandado mais vezes que em todo o mundo católico se fizessem orações especiais e com a maior insistência se recomendassem a Deus os interesses da Igreja, mesmo assim, ninguém há de se admirar se neste ano julgamos nosso dever inculcar novamente este dever.

Com efeito, nos momentos difíceis e de maneira particular quando “o poder das trevas” parece tudo ousar para a ruína da religião cristã, a Igreja, costuma invocar e suplicar, com fervor e constância maior, a Deus, seu fundador e protetor, interpondo também a intercessão dos santos e especialmente da Virgem Mãe de Deus, porque da proteção deles espera o mais válido apoio aos seus interesses. E cedo ou tarde manifestam-se os frutos das orações piedosas e das esperanças que ela pôs na bondade de Deus.

Ora, veneráveis irmãos, vós conheceis as adversidades do nosso tempo, que é bem mais prejudicial para a religião cristã do que aqueles que passaram. Vemos como num grandíssimo número de fiéis desaba a fé, fundamento de todas as virtudes cristãs; resfria-se a caridade; a juventude cresce na depravação dos costumes e das ideias; a Igreja de Cristo é assaltada por todo lado com violência e a fraude; faz-se uma guerra feroz ao pontificado; com ousadia crescente corroem-se os próprios fundamentos da religião. Não é preciso demonstrar, por se demasiado conhecido, até que ponto se chegou a esta descida nos últimos tempos, e o que se quer fazer de pior ainda.

segunda-feira, 19 de março de 2018

São José: esposo de Maria e pai virginal de Cristo

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!9 de Março



<<A Igreja celebrou com solenidade especial a festa de São José, porque é um dos maiores santos, Esposo da Virgem Maria, pai legal de Jesus Cristo, e porque foi declarado patrono da Igreja universal>>. A Liturgia da Missa descreve com rasgos eloquentes a missão que Deus Lhe confiou:

<<Ele é o homem justo que deste por marido da Virgem Mãe de Deus; o servo fiel e prudente que puseste à frente de sua Família, para que, agindo como um pai, cuidara do seu Filho único, concebido pelo Espírito Santo, Jesus Cristo, nosso Senhor.>>

Marido de Maria e pai virginal de Jesus Cristo. Aqui começa a grandeza de São José e, em virtude desses títulos, forma parte integrante do mistério da Encarnação.



Suarez sugeriu que há certos ministérios que tocam a ordem da união hipostática, e que nesta ordem está São José, ainda em seu ínfimo grau. Isto mesmo defenderam muitos teólogos depois de Suarez, alguns dos quais argumentam que São José intrinsecamente pertence a esta ordem. Mas é melhor e mais comum dizer que pertence unicamente extrínseca ,moral e mediatamente, forma na que - como defende o padre Lhamera - cooperou São José para a constituição da ordem hipostática, concluindo que <<São José  está dentro do decreto divino da Encarnação>>. Esta opinião argumenta José María Bover:

<<Em relação ao Filho de Deus, enquanto homem, era a verdadeira autoridade o poder paterno:  Jesus Cristo, enquanto homem, estava sujeito a José, a quem devia obediência. No que diz respeito à Mãe de Deus, a paternidade de José era como o complemento congênito da maternidade divina de Maria, cujo status foi elevado. Em relação a Deus Pai, foi uma participação misteriosa, a comunicação ou  extensão da paternidade divina.
Sob esta relação tripla, a paternidade inefável de São José se conectava à ordem da união hipostática.

E esta ordem suprema pertencia, consequentemente, a graça de José: não de ordem ministerial – como a de São João Batista ou dos apóstolos - mas a graça de ordem e caráter hipostático, como era a graça da Mãe de Deus, embora que em um grau inferior a dela.

São José


Confiante docilidade, no meio

da prova e das travas, com

que José obedece à voz do

anjo, que em sonhos lhe dita

as ordens de Deus!



19 de Março

Esposo de Nossa Senhora-Padroeiro da Igreja Universal




As principais fontes de informação sobre a vida de São José são os primeiros capítulos do nosso primeiro e terceiro Evangelhos; eles são, praticamente também, as únicas fontes confiáveis, pois liga a vida do santo patriarca, como em muitos outros pontos relacionados com a história do Salvador que foram deixados intocados pelos escritos canônicos. A literatura apócrifa é cheia de detalhes, mas a não admissão dessas obras no Canon dos livros sagrados lança uma forte suspeita sobre seu conteúdo; e, mesmo que  alguns dos fatos registrados por eles possam ser fundados em tradições de confiança, é na maioria dos casos quase impossível discernir e peneirar estas partículas de verdadeira história, das fantasias com as quais estão associados.

De qualquer forma, Belém, a cidade de Davi e seus descendentes, parece ter sido o local de nascimento de José. Quando, porém, a história do Evangelho começa, ou seja, alguns meses antes da Anunciação, José se estabeleceu em Nazaré. Por que e quando ele deixou sua terra natal para remeter-se para a Galileia não é determinado; alguns supõem – e a suposição não é de forma improvável - que as circunstâncias  então moderada da família e a necessidade de ganhar a vida pode ter influenciado a mudança de São José, na verdade era um tekton, como aprendemos de Mateus 13:55 e Marcos 6: 3. A palavra significa tanto mecânico em geral como carpinteiro em particular; São Justino confirma para o último significado (Diálogo com Trifão 88), e a tradição aceitou esta interpretação.