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quarta-feira, 25 de março de 2026

São José e a utopia da castidade

 


O dia 19 de março é a Solenidade de São José, esposo da Mãe de Deus e pai adotivo de Jesus. A Igreja o venera como guardião da Sagrada Família, padroeiro da Igreja e dos trabalhadores, modelo de devoção a Deus e testemunha viva da humildade, entre muitas outras honrarias. Sem diminuir nenhuma dessas qualidades, neste breve artigo, recordamos e o apresentamos como exemplo de um santo que viveu a castidade de forma heroica. E, sob essa perspectiva justa, São José é a resposta firme à teoria perniciosa, ainda hoje defendida por muitos católicos, da “utopia da castidade”. São José demonstra com sua vida que a pureza PODE ser vivida e não é uma impossibilidade imposta por Deus.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Os sete pecados capitais: (7) Inveja

 

Leviatã, demônio da inveja


Baseada na Suma Teológica, porém, cortamos as objeções antes das respostas e colocamos diretamente as respostas em forma de texto direto.

Artigo 1. Se a inveja é uma espécie de tristeza?

 

Damasceno chama a inveja de uma espécie de tristeza e diz que “ a inveja é a tristeza pelo bem de outrem ”.

Eu respondo que o objeto da tristeza de um homem é o seu próprio mal. Agora pode acontecer que o bem de outra pessoa seja apreendido como o próprio mal de alguém e, dessa forma, a tristeza pode estar relacionada ao bem de outra pessoa. Mas isto acontece de duas maneiras: primeiro, quando um homem lamenta o bem de outro, na medida em que isso ameaça ser uma ocasião de dano para si mesmo, como quando um homem lamenta a prosperidade do seu inimigo, por medo de que ele possa prejudicá-lo com algum dano: nesse caso a tristeza não é inveja , mas sim um efeito do medo.

Em segundo lugar, o bem de outra pessoa pode ser considerado como sendo o seu próprio mal, na medida em que conduz à diminuição do seu próprio bem, nome ou excelência. É desta forma que a inveja lamenta o bem do outro: e consequentemente os homens têm inveja daqueles bens em que consiste um bom nome, e sobre os quais os homens gostam de ser honrados e estimados.

Visto que a inveja tem a ver com o bom nome de outra pessoa, na medida em que diminui o bom nome que um homem deseja ter, segue-se que um homem tem inveja apenas daqueles a quem deseja rivalizar ou superar em reputação.

sábado, 9 de março de 2024

Os sete pecados capitais: (6) Preguiça

 

Belfegor, demônio da preguiça

Em geral significa aversão ao trabalho ou esforço. Como vício capital ou mortal, São Tomás chama isso de tristeza diante de algum bem espiritual que se deve. Padre Rickaby traduz apropriadamente seu equivalente latino acedia (gr. akedia ) dizendo que significa o sentimento de indiferença. Um homem percebe que a prática da virtude está cercada de dificuldades e irritações sob as restrições impostas pelo serviço de Deus. O caminho estreito se estende cansadamente diante dele e sua alma fica lenta e entorpecida ao pensar na dolorosa jornada da vida. A ideia de uma vida correta não inspira alegria, mas repulsa, devido ao seu trabalho. Esta é a noção comumente obtida e, neste sentido, a preguiça não é um vício específico de acordo com o ensinamento de São Tomás, mas sim uma circunstância de todos os vícios. Normalmente não terá a malícia do pecado mortal, a menos, é claro, que o concebamos como sendo tão absoluto que, por causa dele, alguém esteja disposto a desafiar alguma obrigação séria.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Os sete pecados capitais: (5) Gula

 

Belzebu, demônio da gula


A indulgência excessiva com comida e bebida. A deformidade moral discernível neste vício reside no seu desafio à ordem postulada pela razão, que prescreve a necessidade como medida de indulgência em comer e beber.

É evidente que aquele que usa comida ou bebida de modo a prejudicar a sua saúde ou prejudicar o funcionamento mental necessário para o desempenho dos seus deveres, é culpado do pecado da gula. É incontestável que comer ou beber pelo mero prazer da experiência, e exclusivamente por isso, é igualmente cometer o pecado da gula. Tal temperamento da alma é equivalentemente ao fechamento direto e positivo daquela referência ao nosso fim último que deve ser encontrada, pelo menos implicitamente, em todas as nossas ações.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Os sete pecados capitais: (4) Ira

 

Azazel, demônio da Ira


Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor.  (Romanos 12, 19)

 

O desejo de vingança. A sua classificação ética depende da qualidade da vingança e da quantidade da paixão. Quando estas estão em conformidade com as prescrições da razão equilibrada, a raiva não é pecado. É antes algo louvável e justificável com o devido zelo.

OBS: quando somos agredidos de forma verbal ou fisicamente ou sofremos alguma injustiça, buscar a reparação do dano sofrido é justo e a raiva sentida está de acordo com a justiça e a razão.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Os sete pecados capitais: (3) Luxúria

 

Asmodeus, demônio da Luxúria


O desejo excessivo do prazer carnal que é experimentado nos órgãos sexuais humanos.

A ilicitude da luxúria é redutível a isto: que a satisfação venérea é procurada fora do casamento ou, pelo menos, de uma maneira que é contrária às leis que regem as relações conjugais (as práticas sexuais só são lícitas se ocorrerem atendendo três requisitos: um homem e uma mulher após o sacramento do matrimônio, fidelidade conjugal e aberta a geração de filhos). Cada uma dessas práticas pecaminosas é um pecado mortal, desde que, é claro, seja voluntária em si mesma e totalmente deliberada. Este é o testemunho de São Paulo na Epístola aos Gálatas, 5:19-21.

 

"Ora, são manifestas as obras da carne, que são a prostituição, a impureza, a imodéstia, a luxúria,... Das quais eu vos predisse, como já vos predisse, que aqueles que praticam tais coisas não alcançarão o reino de Deus ."

 

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Os sete pecados capitais: (2) Avareza

 


Mamom, demônio da avareza

“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições". (I Timóteo 6, 10)


Avareza (do latim avarus, "ganancioso") é o amor desmedido pelas riquezas. A sua malícia especial, em termos gerais, reside no facto de fazer da obtenção e conservação de dinheiro, posses e coisas do género, um propósito em si mesmo para o qual viver. Não vê que estas coisas sejam valiosas apenas como instrumentos para a condução de uma vida racional e harmoniosa, tendo em devida conta, é claro, a condição social especial em que alguém está colocado. 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Os sete pecados capitais: (1) Orgulho

 

Lúcifer, demônio do orgulho

"pois seu coração se afasta daquele que o criou, porque o princípio de todo pecado é o orgulho; aquele que nele se compraz será coberto de maldições, e acabará sendo por elas derrubado".(Eclesiástico 10, 15)

Orgulho é o amor excessivo pela própria excelência. Geralmente é considerado um dos sete pecados capitais . São Tomás , porém, endossando ao ensinamento de São Gregório, coloca-o como cabeça de todos os vícios, e, ao dar-lhe essa preeminência, ele o considera no sentido mais formal e completo. Ele entende que é aquele estado de espírito em que um homem, através do amor ao seu próprio valor, visa retirar-se da sujeição ao Deus Todo-Poderoso e despreza as ordens dos superiores. É uma espécie de desprezo por Deus e por aqueles que carregam sua comissão. Considerado desta forma, é claro que é um pecado mortal do tipo mais hediondo. Na verdade, São Tomás classifica-o, neste sentido, como um dos pecados mais negros . Com isso a criatura se recusa a permanecer dentro de sua órbita essencial; ele vira as costas para Deus , não por fraqueza ou ignorância , mas apenas porque em sua auto exaltação ele está decidido a não se submeter. Sua atitude tem algo satânico e provavelmente não é verificada com frequência em seres humanos . 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Por quê o sentido do pecado desapareceu entre os católicos?

 








Hoje, ninguém em sã consciência ousa negar ou duvidar que na grande maioria das consciências o sentido do pecado desapareceu. Para fazer uma análise objetiva do presente tema, é conveniente trazer este parágrafo do discurso inaugural do Concílio Vaticano II:

 

“A Igreja sempre se opôs a esses erros. Frequentemente os condenava com a maior severidade. Em nossa época, porém, a Esposa de Cristo prefere usar o remédio da misericórdia ao invés do da severidade. Ela quer atender às necessidades atuais, mostrando a validade de sua doutrina ao invés de renovar condenações”

 

É verdade que, apoiada na Sagrada Escritura (livro do Deuteronômio capítulo 7), a afirmação do parágrafo citado tem consistência, pois no equilíbrio entre a justiça e a misericórdia divina a segunda é maior que a primeira. O problema, ou melhor, a causa raiz está na transformação radical que ocorreu na Igreja Católica, uma vez encerrado o concílio, minimizando ao máximo a exortação moral da consciência da verdade objetiva, ao mesmo tempo em que aposta num otimismo antropológico de um nível tão alto que tornou o próprio homem um juiz de si mesmo, independentemente de toda autoridade divina. Pode-se muito bem afirmar que na segunda metade do século XX, o pecado original foi renovado em sua essência (Gênesis), tentando “ser como deuses” por uma humanidade que não foi limitada por nenhum poder moral legítimo, como de fato é, e deveria ser, a Igreja de Cristo. O ser humano, desde o século 20, tornou-se o demiurgo de sua própria salvação; e atingiu esse estado insano (embora perante o mundo seja um estado inteligente), eliminando quase completamente o ensino magisterial sobre o pecado, a responsabilidade moral individual e a possibilidade muito real da condenação eterna. O leitor acha que é uma teoria exagerada ?; Bem .... vamos pousar em exemplos concretos:

segunda-feira, 19 de abril de 2021

A mulher na históriada salvação


 

“Não é bom que o homem fique só; Far-lhe-ei  uma auxiliar para ele ”Gênesis 2:18.


“Porque o homem não veio da mulher, mas a mulher do homem, assim como o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem” 1 Cor.11: 8-9.

O objetivo desta nota é destacar o plano de Deus para a salvação humana e o gravíssimo erro de Francisco ao abrir o leitorado e o acolitato às mulheres; sem dúvida em vista de um possível diaconato feminino e talvez um sacerdócio posterior.

Criado os Anjos; produziu sua queda e, consequentemente, um número considerável de anjos expulsos do céu e lançados no inferno; Deus teria decidido criar o homem de forma que o número de salvos substituísse o número de anjos caídos. Daí o ódio do demônio pelo homem.

Depois da criação do homem, Deus decide dar-lhe uma auxiliar semelhante. Oposto como sinônimo de contrário ou diferente e, portanto, complementar.

Produzida a queda de Adão e Eva, Deus arranja as condições da nova vida fora do Éden que não valem a pena ser lembradas porque são conhecidas. Em primeiro lugar, repreende a mulher, mesmo sendo o homem o cabeça da mulher: “Multiplicarei muito as dores do parto. Com dor darás à luz filhos, desejarás a teu marido e ele te dominará ”Gên. 3,16

E ao homem ele diz: “Por ter ouvido a voz de sua mulher e comido da árvore que eu havia proibido de comer, a terra será amaldiçoada por sua causa; com trabalho doloroso, você se alimentará dela todos os dias de sua vida; Ela produzirá espinhos e abrolhos para você, e você comerá as ervas do campo. Com o suor do rosto você comerá o pão, até retornar à terra; pois dela você foi formado. Você é pó e ao pó voltará ”Gn.3,17-19. Essa é a condição do homem. E para evitar as paixões desordenadas e dar dignidade aos homens e mulheres, fez-lhes túnicas em vez de aventais ou cintas como eles fizeram quando se viram nus.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Meditação de Natal





Tradução de Airton Vieira – 1. A segunda das Antífonas Maiores do Advento (das sete que se antepõem ao cântico do Magníficat na recitação de Vésperas entre os dias 17 a 23 de dezembro da Liturgia das Horas) nos conduz a uma de tantas prefigurações do Messias das que está repleto o Antigo Testamento. Ali Cristo é invocado com o nome de Adonai:

Oh Adonai, Pastor da Casa de Israel, que aparecestes a Moisés na chama da sarça ardente e no Sinai lhe deste a lei, vem redimir-nos com o poder de teu braço.

O primeiro que se apresenta a nossa meditação é o insondável e misterioso contraste entre o significado do nome veterotestamentário e a singular teofania que esplende na humildade do Berço de Belém. Adonai, em efeito, era o Nome com que os judeus nomeavam a Deus cada vez que na Sagrada Escritura aparecia o Nome de Yahweh, o mesmo com o que Deus se tinha dado a conhecer a Moisés na sarça ardente do Horeb: Eu sou o que sou. É que a eles estava vedado pronunciar o nome sagrado de Deus, o que chegou há nós na forma do Tetragramaton YHVE; por isso o substituíam por Adonai.

Adonai significa o Senhor, o Kyrios grego, o Dominus das versões latinas. O Senhor, Meu Senhor, o Senhor Majestoso na plenitude de seu Poder e de sua Glória. Mais de trezentas vezes o Velho Testamento traz este nome inefável que a voz humana se atreve a pronunciar apenas. Tão sublime é este Nome que o mesmo Deus não o deu a conhecer aos primeiros Pais. Lemos, assim, no Êxodo, capítulo 6, versículos 2 e 3: E falou Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, Isaac e Jacó como Deus Todo-poderoso; mas não lhes dei a conhecer meu nome de Adonai.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

" Por tanto, Ele é Rei! "





"Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10:10), Jesus disse claramente. Esta vinda do Senhor Jesus não indica apenas a finalidade do seu ministério, mas supõe a vinda ao mundo de Alguém que está acima e é anterior ao mundo. Da missão de Jesus, penetramos melhor no mistério da sua adorável Pessoa. Para conhecê-lo melhor, é necessário conhecer melhor sua origem.

Sem dúvida, Ele assumiu uma natureza humana, mas isso não diminui sua dignidade divina. Quando diz que deve tudo ao Pai, ele simplesmente reconhece a paternidade de Deus, à qual está consubstancialmente unido ao Espírito Santo, desde toda a eternidade.


"Jesus é Deus"


Definir o que é o Senhor Jesus, tentar conhecê-lo melhor, aprofundar as suas relações com o Pai na Trindade, a missão eterna e sua missão no tempo, faz parte da nossa vida, podemos dizer de forma dramática: porque o que está em jogo no mundo atual em que vivemos é verdadeiramente a divindade de Jesus. Se Jesus é Deus, então Ele é o Senhor e o Rei de todas as coisas, das pessoas, das famílias, da sociedade, de todas as realidades que existem.

Se não estamos convencidos da divindade de Jesus, não possuímos  força para manter a fé n'Ele, Deus, Senhor e único Rei, diante da interferência do secularismo, nome moderno de ateísmo e falsas religiões, para a qual Jesus  não é rei, ele não é afirmado como Deus com todas as consequências que isso acarreta para a moralidade geral, moralidade do indivíduo, das famílias, do Estado.

A causa da ambígua liberdade religiosa, como é frequentemente afirmada hoje, que coloca todas as religiões no mesmo plano e concede os mesmos direitos à Verdade e ao erro, Jesus não é mais considerado a única Verdade e Ele que é a Fonte da Verdade.

"Somos pluralistas" (ou ecumênicos), diz-se hoje. O que significa "pluralismo"? Muitas vezes significa que Jesus é admitido, mas não reconhecido que ele é o único Deus, que há algo diferente no mesmo nível que Jesus: todas as opiniões, todas as "religiões" são colocadas no mesmo plano. Assim, os católicos que vivem entre os ateus ou entre os muçulmanos, ou entre os protestantes, que, pensando como a maioria hoje pensa, admitem o ateísmo, protestantismo, islamismo como, realidades  válidas: Aqui o relativismo, o indiferentismo que caracteriza a maioria hoje.

Esses católicos hoje perderam o sentido da realeza de Jesus, a realeza espiritual e social, e assim acabaram perdendo o sentido da divindade de Jesus. É uma falta de fé muito séria, porque torna muito fácil para muitos afastar-se da Igreja, não mais praticar a fé e sua vida  torna-se moralmente deplorável.

Essa ideia de liberdade - que é a licença e não a verdadeira liberdade - logo chega para envenená-los e corromper a Verdade. E esta verdade é o próprio Jesus, o Filho de Deus feito homem, o único Senhor, o único Salvador, o único Rei da humanidade e do mundo. Se tudo isso não for afirmado, não há mais uma lei, não há mais moralidade, e a decadência da civilização como temos testemunhado isso há décadas.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Única Imaculada

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Quando alguém ouve sobre Maria, imaculada, pensa espontaneamente em sua concepção excepcional, enquanto, reconhecendo-a como santa, geralmente se refere à sua vida resplandecente em virtude.


Na verdade, Ela foi imaculada, isto é, livre de toda a mancha do pecado, ao longo de toda a sua vida, e era santa desde o primeiro instante do seu ser, com aquela santidade que é a participação da vida divina, do que virtudes nada mais são do que enfeites e transparências.

A mentalidade contemporânea se recusa a aceitar um pecado não cometido no exercício da liberdade pessoal, mas contraído pela herança recebida pela natureza humana.

No catolicismo, trata-se também de salvar o dogma da imaculada concepção de Maria, sem excluir a possibilidade de reformulá-lo de maneira mais adequada à nova mentalidade. 

O arcebispo Fulton J. Sheen diz: A Imaculada Conceição de Maria é a maior homenagem do cristianismo à parte confiada às mulheres na redenção.

A Virgem é como toda mulher gostaria de ser quando se olha no espelho da vida. Ela é a mulher com quem todo homem quer se casar; é o ideal latente no sentido de rebeldia que toda mulher experimenta, quando o homem se torna agressivo e  demasiadamente sensual; É o desejo secreto de toda mulher de que a honre e proteja.

Maria é o ideal e o amor, a imagem do que é possível, a Virgem é o ideal de amor que Deus amou mesmo antes de criar o mundo; É a Virgem Imaculada, Mãe de Deus.

domingo, 1 de abril de 2018

Domingo da Ressurreição: Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos...





O Apóstolo insinua: “Lembra-te de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos (2 Tm 2,8)!” Não há dúvida, esta ordem dada a Timóteo se estende também a todos os mais que tenham encargo de almas.

Motivo. Para dar prova de Sua Divindade, não quis retardar a ressurreição até o fim do mundo. De outro lado, para crermos que era homem de verdade, e que realmente tinha morrido, não ressuscitou logo depois da morte, mas esperou até ao terceiro dia. Este intervalo Lhe pareceu suficiente para demonstrar a realidade de Sua Morte.


I. “segundo as Escrituras”.

1. Importância fundamental da Ressurreição.

a) para a nossa fé... Os Padres do Primeiro Concílio de Constantinopla puseram aqui o acréscimo “segundo as Escrituras”.

Introduziu-se no Símbolo de Fé esta expressão tomada do Apóstolo (ICor 15, 3-4), é porque o mesmo Apóstolo ensina a necessidade fundamental do mistério da Ressurreição: “Se Cristo não ressuscitou, de nada vale, pois a nossa pregação, e para nada adianta a vossa fé”. E ainda: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa fé, pois ainda estais em vossos pecados”(I Cor 15, 14-17).

que nos distingues dos judeus e pagãos. Por isso é que, cheio de admiração pela verdade deste Artigo, Santo Agostinho escreveu: “Que muito crermos que Cristo morreu? Também os pagãos, os Judeus, e todos os maus o acreditam. Todos creem que morreu. A fé dos cristãos é a Ressurreição de Cristo. O que muito importa é crermos que Ele ressuscitou”.

b) sendo ponto capital da pregação de Cristo. Esta é também a razão por que Nosso Senhor falava tão amiúde de Sua Própria Ressurreição. Quase nunca se entretinha de Sua Paixão com os Discípulos, sem discorrer também acerca da Ressurreição. Disse, por exemplo: “O Filho do Homem será entregue aos gentios, escarnecido, flagelado e cuspido. Depois de O flagelarem, hão de dar-Lhe a morte”. E por fim acrescentou: “E ressuscitará ao terceiro dia”(Lc 18,32).

Quando os Judeus Lhe pediram para que confirmasse Sua doutrina com algum sinal ou prodígio, respondeu: Nenhum outro sinal lhes será dado senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um cetáceo, assim o Filho do Homem, afirmou Ele, estará três dias e três nooites no seio da terra”(Mt 12,39; Lc 11,29).

sábado, 31 de março de 2018

Sábado de Aleluia: Jesus desce aos infernos





 Se muito importa conhecer a glória da sepultura de Jesus Cristo Nosso Senhor (Is 11,10), maior alcance para o povo cristão é saber os brilhantes triunfos que Ele alcançou com a derrota do demônio, e com a tomada dos infernos.

Após a morte de Cristo, Sua Alma desceu aos infernos, e lá ficou todo o tempo que Seu Corpo esteve no sepulcro. Este fato não deve estranhar a ninguém. A Divindade nunca se apartou da alma nem do corpo, não obstante a separação que houve entre alma e corpo.

 Sentido de “infernos”. Essa expressão designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu.

Neste sentido, ocorre em muitos lugares da Sagrada Escritura. Lê-se, por exemplo, numa epístola do Apóstolo: “ Ao nome de Jesus, deve se dobrar todo joelho, no céu, na terra, e nos infernos” (Fl 2,10). E nos Atos dos apóstolos atesta São Pedro que “Cristo Nosso Senhor ressuscitou, depois de vencer as dores dos infernos”(At 2,24).

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta - Feira da Paixão: Foi crucificado, morto e sepultado.





Pela declaração de “não conhecer outra coisa senão a Jesus Cristo, e por sinal que Crucificado”(1 Cor 2,2), o Apóstolo apregoa a grande necessidade de conhecermos este Artigo e o zelo que os fiéis devem ter em meditarem, o mais possível, a Paixão de Nosso Senhor.

A primeira parte deste Artigo – da segunda falaremos depois – nos propõe a crer que Cristo Nosso Senhor foi crucificado, quando Pôncio Pilatos governava, em nome de Tibério César, a província da Judeia. Fora encarcerado, escarnecido, coberto de toda sorte de opróbrios e tormentos, e finalmente arvorado no madeiro da cruz.


I. Realidade de sofrimento. Ninguém deve supor que a parte inferior da Sua Alma ficasse talvez isenta das torturas. Uma vez que Cristo assumiu, realmente, a natureza humana, força é reconhecer que também na alma sentiu dores fortíssimas. Esta é a razão de ter dito: “Minha alma está triste a ponto de morrer”(Mat 26,38).

É certo que a natureza humana estava unida à Pessoa Divina, mas nem por isso deixou de sentir menos a amargura da Paixão. Era como se tal união não existisse; na Pessoa única de Cristo se conservava ambas propriedades de ambas naturezas. Por conseguinte, o que era passível e mortal, permaneceu passível e mortal; por sua vez, o que era impassível e imortal – como cremos ser a sua natureza divina – conservou essa sua propriedade.


quinta-feira, 29 de março de 2018

Lava-pés ou Mandato

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Quinta-Feira Santa


Esta cerimônia pode-se fazer, doravante, em todas as igrejas. A exemplo de Cristo, que lavou os pés dos Apóstolos, o celebrante lava os pés de doze homens, que são conduzidos processionalmente pelo diácono e/ou subdiácono até a capela-mor.


A página do Evangelho que se acabou de ler é das mais comovedoras. O discípulo amado conta-nos como Jesus, após ter dado aos discípulos o <<mandamento novo>> de se amarem uns aos outros, como Ele os havia amado, se prostra de joelhos diante de cada um e lhes lava os pés.

domingo, 25 de março de 2018

Domingo de Ramos


Os cordeiros, embranquecidos

ainda da água batismal, acorrem

à fonte da salvação, que a cruz

redentora faz brotar neste novo

paraíso que é a Igreja, rebanho

do Bom Pastor.



Domingo da Paixão


A liturgia deste domingo consta de duas partes distintas: uma, impregnada de alegria – a procissão dos ramos; outra, de tristeza – a missa e o canto da Paixão.



A BÍBLIA E A LITURGIA DESTE DIA


 A entrada solene de Jesus em Jerusalém é a realização da profecia de Zacarias (Zacarias 9,9), evocada no evangelho da bênção dos ramos. Ver também Isaías 62,11. As aclamações da multidão são tiradas do Salmo 117, 25-26; será bom reler, por inteiro, este cântico litúrgico para a procissão, que se dirigia ao Templo, na festa dos Tabernáculos. Esta entrada triunfal de Cristo, na Cidade Santa, lembra outras: a de Israel na terra prometida (Josué); da Arca da Aliança em Jerusalém, conquistada por Davi (I Crônicas 11, 4-9; 13; 15; 16 – Salmo 23, 7-12, que se liga a este acontecimento; e Salmo 131, composto para o seu aniversário), e ainda o regresso de Davi á Jerusalém (II Reis 19,10 a 20,3). Poderá ver-se aí uma prefiguração da Parusía (I Coríntios 15, 50-57; I Tessalonissenses 4,15-17), e ter-se-á em mente a apresentação de Jesus no Templo (Lucas 2,22-38). Haja também o cuidado de ler a sequência da narrativa: Jesus escorraça do Templo os vendilhões, e recebe a aclamação das crianças (Mateus 21,12-17).
Segundo o desejo da liturgia, ter-se-á a peito a meditação dos Salmos 21 e 68. Uma grande parte do primeiro serve de trato da missa deste dia.

25 de Março: dia da Anunciação


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25 de Março

OBS: Caso esta festa caia na Semana Santa, transfere-se para a segunda-feira que segue ao Domingo in albis (primeiro domingo após a Páscoa).

Festejamos hoje aquela em que o Verbo se fez carne, na qual o Filho de Deus se uniu para sempre à nossa humanidade para nos fazer partilhar da sua divindade. O Mistério da Encarnação valeu à Maria o seu mais belo título de glória, o de Mãe de Deus. Pela mesma razão passou também a ser mãe dos cristãos, porque somos de Cristo e participamos da sua vida. veneremos a Virgem Maria e invoquemo-la como mãe de Cristo e Mãe nossa. A festa da Anunciação é muito antiga. Encontra-se no Ocidente no século VII, e no Oriente no século V, como festa da Conceição de Jesus. Tendo sido fixada no dia 25 de Março, nove meses antes do Natal, faz partes das festas relacionadas com o nascimento do Salvador. A admirável narrativa de São Lucas, no Evangelho, fornece o tema central da missa e do ofício. Os cristãos nunca se cansarão de ouvir cantar e de meditar este diálogo repleto da manifestação dos grandes desígnios de Deus, em que a Santíssima Virgem tem parte tão excepcional, aparecendo ao mesmo tempo tão humilde e tão grandiosa.

O fato da Anunciação da Virgem Maria está relacionada em Lucas, 1:26-38. O evangelista nos diz que, no sexto mês após a concepção de São João Batista, o anjo Gabriel foi enviado por Deus à Virgem Maria, em Nazaré, uma pequena cidade nas montanhas da Galiléia. Maria era da casa de David, e foi casada com São José, da mesma família real. Ela, no entanto, ainda não estava na casa de seu marido, mas ainda estava na casa de sua mãe. E o anjo após ter tomado a figura e forma de homem, entrou na casa e disse-lhe: "Ave, cheia de graça (a quem foi dada a graça, favorecida), o Senhor é convosco". Maria ouvindo as palavras de saudação não falava; ela ficou incomodado no espírito, já que ela não sabia a causa de sua vinda, nem o significado da saudação. E o anjo continuou e disse: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que tu conceberás no teu ventre, e dará à luz um filho; e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo; eo Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó. E seu reino não terá fim. "A Virgem entendeu que se tratava da questão da vinda do Redentor. Mas, por que ela deveria ser eleita entre as mulheres para a esplêndida dignidade de ser a mãe do Messias, depois de ter jurado a sua virgindade a Deus? (Santo Agostinho). Mas cheia de medo e espanto, ela disse: "Como se fará isso, porque eu não conheço homem?"

A Anunciação do anjo. Por santo Afonso de Ligório


Antigamente a Anunciação era considerada festa do Senhor, tendo o nome de Anunciação de Jesus Cristo. Começo da Redenção. Prevaleceu, entretanto, o uso de consagrar a festa à Santíssima Virgem. A prova mais antiga sobre o fato, temo-la no Sermão de São Proclo, Arcebispo de Constantinopla (morto em 446). A festa era muito estimada em Ravena, como se deduz as pregações de São Pedro Crisólogo (morto em 450). Encontramo-la na Espanha, pelo ano de 650, celebrada aos 18 de dezembro, porque não se celebravam festa na Quaresma. A partir do século VI fixou-se a sua data para 25 de março, como ainda é de uso em nossos dias festejá-la.


Maria, na Encarnação do Verbo, não podia humilhar-se mais do que se humilhou; Deus, pelo contrário, não podia exaltá-la mais do que exaltiu


“Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12). Esta é a palavra do Senhor; não pode falhar. Havia Deus determinado fazer-se homem para remir o homem decaído, e assim manifestar ao mundo sua bondade infinita. Entre todas observou uma, e foi a virgenzinha Maria, que muito mais era perfeita nas virtudes, tanto mais simples e humilde era no seu conceito: “Há um sem-número de virgens (a meu serviço) diz o Senhor -  mas uma só é minha pomba, a minha eleita” (Ct 6, 7-8). Por isso disse Deus, seja esta escolhida para minha Mãe.