terça-feira, 28 de novembro de 2017

Epílogo

Do livro publicado aqui por capítulos 

500 ANOS DE REFORMA: UM BRINDE!(?) – AIRTON VIEIRA

EPÍLOGO

Caro leitor, se você, não sendo católico chegou até aqui, passando por toda a via crucis deste livro, permita partilhar minha felicidade movida por três razões.

A primeira, porque independentemente de suas motivações foi preciso travar uma luta constante ao menos contra a ignorância, a soberba, a malícia e a covardia, o que não é tarefa fácil. Como de Deus procede o querer e o executar (cf. Fil II, 13), graças sejam dadas a Nosso Senhor Jesus Cristo por sua perseverança, e grato por permitir a atuação da Graça.

A segunda, porque se a intenção que o moveu a esta leitura for reta, não resta dúvida de que o bom Deus, pelas mãos amorosas de Sua e nossa Mãe, o guiará para ou de volta à Casa Paterna (cf. Lc XV, 11-24).

A terceira, porque ainda que a intenção tenha sido a de contestar, isto só poderá ocorrer pelo estudo sério e desapaixonado, ou simplesmente pelo uso da razão, acima e além das emoções e dos sentimentos, uma vez que Deus não se importa com tais coisas: Ele se importa com a nossa salvação.

*

Nosso Senhor questionou (e questionou-nos) acerca da fé no mundo, in­dagando se ainda a encontraria quando retornasse à Terra (cf. Lc XVIII, 7s). Partindo de Deus, a questão não pode ser minimizada. Faltar a fé no mundo é faltar o ar que dá a vida, o sol que aquece, ilumina e faz crescer. Faltar a fé, portanto, é instalar o caos. Caos de fato de algum modo já instalado pela falta ou mau uso que a humanidade vem fazendo da fé. E por que isto? Porque não se trata de qualquer tipo de fé ou de crença. Não se trata de “acreditar em algo”, de dizer que “Deus é um só”, que “todos os caminhos levam a Deus”, pois “... também os demônios o crêem...” (Tg II, 19); não por isso deixam de ser moralmente maus e estar eternamente condenados. A fé está ligada a regras, a preceitos e mandamentos que o Criador estipulou desde antes da Criação do mundo, associados às leis naturais e destinados às criaturas em geral, para que ninguém utilize como desculpa o desconhecimento das leis divinas obtidas pela simples observação da realidade concreta, ou seja, pelo senso comum, que é o bom senso. Esta realidade ou a aceitamos ou a rejeitamos. Mas cabe salientar, aqui me dirijo aos de portadores de ignorância vencível.

sábado, 25 de novembro de 2017

Leonardo Castelleni, defensor da Tradição



Tradução de Airton Vieira – Semblante grave e enxuto, sobrancelhas prateadas, cachimbo em riste, cachecol emaranhado ao pescoço, vestido de batina negra e boina basca, lendo com olhar perscrutador que penetra as entranhas de cada livro. Mente lucidíssima e preclara, fiel filho de Santo Inácio de Loyola. Santo sacerdote amante da Tradição e a sana doutrina, excelente pregador, jornalista incisivo, literato brilhante e gênio criativo, personagem polêmico por sua valentia em denunciar o farisaísmo, profeta do caos atual…É sem dúvida uma figura riquíssima, poliédrica e transcultural.

Daniel Francisco Giaquinta, jornalista e professor de Oratória, teve a dita de ser seu discípulo e estudar com paixão sua riquíssima obra. Nesta singela entrevista nos presenteia uns traços muito elementares de quem foi Castellani, a modo de canapé, para abrir-nos o apetite e degustar sua riquíssima produção literária.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O celibato, dom de Cristo a sua Igreja




Queridos irmãos, o celibato sacerdotal é um maravilhoso dom de Nosso Senhor Jesus Cristo a sua Igreja. Conhecendo a debilidade e dureza de seus filhos, em sua infinita sabedoria, onipotência e caridade, não fez do celibato uma lei divina, deixou que fosse uma lei eclesiástica. Mas não menos desejada já amada por Ele. O Senhor quer seus sacerdotes célibes, castos, puros e santos. Se não o são, devem sê-lo; e este desejo do Senhor sempre permanecerá na Igreja até o fim dos tempos, como permanecerá Ele. Sempre a debilidade do homem questionou o celibato na Igreja; e sempre os Papas tiveram que impor sua autoridade para resolver o problema. O celibato é inerente à Igreja de Jesus Cristo, não se pode conceber a Igreja católica sem o celibato, como tampouco sem o Santo Sacrifício da Missa.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nazi-fascismo e Marxismo-leninismo duas caras da mesma moeda liberticida

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É muito frequente que, em conversas e debates sobre questões sociais, políticas e econômicas, há quem recorre à rotulagem, para rotular como “nazistas! ou “facistas” aqueles que se atrevem a questionar ou se opor aos que se autodenominam “esquerdistas”, é um recurso de propaganda muito acossado pelos seguidores do marxismo em geral, desde que começaram a dar os primeiros passos; A intenção, obviamente, é desqualificar, imobilizar, isolar, condenar ao ostracismo aqueles que se mostram insubordinados, aqueles que não se inclinam para seus ditames e mais para aqueles que se atrevem a questionar sua suposta “superioridade moral”.

Embora a propaganda de esquerda diga o contrário, o fascismo, o nazismo e o marxismo-leninismo têm as mesmas bases filosóficas. Todas essas ideologias são igualmente liberticidas, intervencionistas, coletivistas e totalitárias.

Tanto as doutrinas fascistas como as nacional-socialistas (nazista) não estão longe do marxismo-leninismo, pelo contrário, têm afinidades íntimas e semelhanças, elas têm as mesmas idênticas raízes.

Regimes totalitários - o mesmo se aplica ao modelo nazi-fascista como ao modelo marxista-leninista - não concede às pessoas qualquer direito frente a coletividade, todos afirmam que os cidadãos estão sujeitos ao Estado onipotente e onipresente.


O Estado socialista (seja o “Estado nacional-socialista”, ou “Estado socialista marxista-leninista”, ou o “Estado corporativista fascista” que segue o modelo Mussolini ...) invade todas as áreas da atividade humana - pretende impor sua presença em todas as áreas - enquanto limitam a liberdade individual. O Estado é entendido como o principal e as pessoas apenas como acessórios que só valem quando é “desindividualizado” e se submete ao coletivo. Em qualquer tipo de “estado socialista”, que devemos chamar sem medo de “ditadura”, a pessoa carece de autonomia e sua dignidade é esmagada pelo Estado, para que possa cumprir as obrigações que a comunidade exige; O que é importante para o Estado é cumprir seus objetivos (os objetivos que a vanguarda revolucionária programou, os novos gerentes da moral coletiva), independentemente dos meios, mesmo que os “meios” sejam pessoas que tiveram  arrebatadas sua dignidade como tal ...

Santa Cecília, padroeira dos músicos



22 de Novembro

Santa Cecília, virgem e mártir, tem seu dia em 22 de novembro. Ela era uma mulher de família patrícia romana. Cristã piedosa, desde menina quis consagrar-se a Deus como virgem. Seu pai tinha outros planos e arranjou seu casamento com um jovem chamado Valeriano que não sabia da virtude de Cecília. No mesmo dia do casamento a esposa comunicou ao marido seu compromisso íntimo com Cristo e que ele não devia tocá-la como sua esposa. O marido incrédulo, a conselho de sua esposa, aceitou o convite para ser batizado e, então, viu um anjo ao lado de sua esposa como prova de que Deus queria a virgindade para ela. Ele fez isso depois de receber o sacramento e voltando para Cecília, teve uma visão de um anjo. Isto causou a conversão de seu irmão Tibúrcio. Depois os dois irmãos foram inteiramente dedicado à evangelização.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Ex ministro do STF afirma incompatibilidade da Constituição "cidadã" e os valores da população

Roma de Sempre

Repetir por exaustão uma mentira, com o tempo faz parecer que a mentira repetida se consolide como verdade e passe a ser aceita pela maioria. A minoria que ainda continua a ver que pau é pau e pedra é pedra, se sente acuada em se manifestar. A minoria silenciosa que tem razão fica com receio de mostrar o óbvio para a maioria imbecilizada pelas mentiras repetidas.

A situação comentada acima não se difere da grande mentira universal chamada democracia. A maioria demente de tanto ouvir repetir a falácia democrática na imprensa judaico-maçônica, nas universidades por professores marxistas, revistas e todos os meios de entretenimento. Não há onde não se repita sobre o tal Estado Democrático de Direito.

Mas alguns poucos (poucos em relação à maioria) mas já o suficiente para incomodar o governo secreto do mundo (judaico-maçônico-comunista) já despertam e, ainda que não tenham fé, percebe que estamos diante de uma tirania mundial anticristã que, através de sua face visível, ONU, montam estados totalitários que oprime, bem ao estilo comunista, com leis que destroem toda a ordem moral e social totalmente incompatíveis com o bem estar social.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os erros da Rússia mais vivos que nunca no centenário da Revolução




Entre alguns - até mesmo católicos - há uma certa perplexidade a respeito dos “erros da Rússia” e sua expansão subsequente por todo o mundo profetizada por Nossa Senhora em Fátima em 1917. Se se trata do marxismo, não seria melhor falar de erros alemães, tanto pela  origem de Marx e Engels como por sua marca hegeliana(1)? E, por outro lado, se o triunfo do Coração Imaculado ainda não chegou, como é que o comunismo parece ter deixado de existir como uma ameaça à Igreja e à civilização?

(1) Georg Wilhelm Friedrich Hegel – fillósofo alemão que defendia que a lei cujo desenvolvimento necessário engendra todo o universo é a da dialética, segundo a qual toda ideia abstrata, a começar pela de ser, considerada no seu estado de abstração, afirma necessariamente a sua negação, a sua antítese, de modo que esta contradição exige para se resolver a afirmação de uma síntese mais compreensiva que constitui uma nova ideia, rica, ao mesmo tempo, do conteúdo das duas outras. Em resumo, o pensamento de Hegel é anti-intelectual, pois ignora um princípio da inteligência humana; o princípio da não contradição. Essa fórmula predomina no pensamento de Karl Marx e seus sequazes comunistas.

A resposta é bastante simples. Os “erros da Rússia” não se referem simplesmente ao antigo marxismo, nefasto, mas disfarçados em 1917 em partidos de trabalhadores de massas bastante moderados, como o SDP alemão e a SFIO francesa, mas à sua superação e aperfeiçoamento no mal que é o leninismo, que não é nada mais do que o ponto mais alto do maquiavelismo político, da idolatrada do poder e da imoralidade. E esse produto, bolchevismo ou marxismo-leninismo, seria trazido à luz por Vladimir Illich Ulyanov, Lênin, no calor das conspirações contra o regime czarista.

O que caracteriza essencialmente o marxismo-leninismo? Bem, em primeiro lugar, um elemento de práxis organizacional que, como tudo o mais na doutrina do autodenominado “socialismo científico”, esconde uma verdade teórica significativa: a substituição do antigo partido de massa (sempre “moderado” e de tendências “populistas”), pelo partido de quadros seletos e secretos de revolucionários profissionais, clandestinos, sempre prontos para a ação “apostólica” e “missionária”, especialmente nos lugares mais difíceis e diante de certos setores estratégicos da sociedade.

domingo, 19 de novembro de 2017

20 de Novembro: Dia da consciência negra ou do escravocrata Zumbi ?




Desmascarando mais uma lenda inventada por marxistas e que, desgraçadamente se solidifica na cabeça da população. Como sempre conta com a difusão por ideólogos no ambiente universitário,nas escolas e pela grande mídia "idiotizante" das massas, corrompendo a compreensão da história e assim, promovendo o ressentimento e baixa auto-estima da parte da população, sentimentos explorados por partidos marxistas para fomentar políticas de desagregação social.






Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, rara nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.

Essa informação parece ofender algumas pessoas nos dias de hoje, a ponto de preferirem omiti-las ou até censurá-la, mas na verdade trata-se do óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Na sua época não havia nada de errado nisso. Sabe-se muito pouco sobre ele, mas é certo que viveu no século XVII. E quem viveu próximo do poder no século XVII tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.

Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século XIX, em Angola e no Congo, donde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente.

sábado, 18 de novembro de 2017

Mons. Stagliano: «Os maçons estão fora da Igreja, ainda que sejam sacerdotes e bispos»

Mons. Stagliano: «Los masones están fuera de la Iglesia, aunque sean sacerdotes y obispos»
PARTICIPOU EM UM ENCONTRO ORGANIZADO PELO GRANDE ORIENTE DA ITÁLIA

Em 12 de novembro passado se celebrou em Siracusa (Sicília, Itália) o encontro organizado pelo grande Oriente da Itália, sobre «Igreja e a Maçonaria, tão próximos tão distantes». Mons. Antonio Stagliano, bispo de Noto, participou no evento e concedeu algumas declarações a La Croce.
17/11/17 17:32
(InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – Depois da reunião, Giovanna Armiño entrevistou para «La Croce» ao bispo de Noto, Mons. Antonio Stagliano, quem participou do Encontro. Estas são algumas de suas declarações ao final do evento:
«Creio que muitos católicos têm expressado sua preocupação e até indignação porque têm uma concepção da Franco-maçonaria que evidentemente é negativa. Os maçons seriam desses encapuzados, satanistas, mafiosos. Se isto é certo, inclusive posso entendê-los. Mas eu fui convidado a um debate público, com uma maçonaria que não parece ser uma sociedade secreta, e suas cabeças são visíveis. Fui capaz de pregar o Evangelho também a eles, porque me pediram que fale sobre a relação entre a Igreja e a maçonaria. Posto que sei pouco da maçonaria, pensei falar da Igreja Católica. Deixando libre à sua inteligência que compreendam se estão distantes ou próximos.

Apêndice – ECCE HOMO







“Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu julgamento é o julgamento de Deus” (M. Lutero)

Na versão impressa deste livro denominada “Evangélico, graças a Deus!(?)”, o presente apêndice estava ausente por considerar que tanto as colocações ao longo do trabalho como as indicações de leitura (última postagem) seriam satisfatórias. Como a realidade nos mostra que às fontes já quase não se bebe, uma vez que, como li recentemente, na vida de “internautas” há muito face e pouco book, resolvi acrescentar nesta versão digital, como rabeira, umas notas sobre o autor mor da heresia protestante, o homem que pretendeu destruir o Catolicismo substituindo o Altar Mor sacrifical por suas festivas mesas de bate-papo[1]. Sem abandonar o objetivo a que me propus com este estudo, também aqui as informações serão concisas, retiradas de algumas fontes que logo serão fornecidas, para quem tiver a reta intenção da verdade e não tiver preguiça de encontrá-la.

Sei que isto não é um começo politicamente correto, afinal, qualidades neste inimigo não faltaram, a começar pela sagaz inteligência e firme determinação, exemplo a muitos católicos de bodas ou sétimo dia. Mas como muito será pedido a quem muito se conferiu, graças à soberba que da inteligência retira ou impede toda a sabedoria, pode-se, ainda hoje, cobrar desse distinto alemão a propagação de sua confusão individual à coletividade, pois antes ficasse trancafiado livre e espontaneamente em sua torre[2] colhendo dela, a exemplo de outro confinado[3], frutos de verdade e justiça.

Mas também há um segundo intuito a este apêndice, o que mais abaixo será explicitado.