sexta-feira, 19 de abril de 2019

A Renovação Carismática a descoberto (as origens protestantes)



O pentecostalismo é uma heresia que conseguiu se infiltrar na Igreja a fim de enfraquecê-la a partir de dentro. Ele anda de mãos dadas com o modernismo e também o reforça; os dois movimentos procedem da mesma forma e apoiam-se mutuamente neste trabalho de demolição. Agora, se o modernismo tenta destruir a Igreja em termos de doutrina, o pentecostalismo faz isso em termos de adoração. Ambos estão disfarçados com pele de cordeiro; é por isso que sua terminologia é muito semelhante à católica. Com palavras piedosas e seu comportamento externo, pode enganar até mesmo as pessoas mais cautelosas, e por isso é necessário examinar sob essa roupagem: desmascarar os lobos devoradores que se escondem em seu interior. É um movimento subversivo controlado e cuidadosamente gerido pelos inimigos ocultos da Igreja para alcançar sua ruína total. Ele promete aos seus seguidores experiência completa dos Apóstolos do Espírito Santo no dia de Pentecostes, juntamente com alguns dos dons externos que receberam, especialmente de línguas, cura e profecia.

A esta experiência extraordinária chamada Batismo no Espírito, que dizem transmitir e receber com a imposição das mãos, no estilo de outros ritos de nossa Santa Mãe Igreja.

Os adjetivos pentecostais e carismáticos indicam perfeitamente o caráter deste movimento : pentecostal refere-se à plenitude do Espírito Santo recebido no primeiro domingo de Pentecostes, enquanto carismático alude aos carismas, ou dons extraordinários que acompanharam o dom do Espírito Santo naquele dia .

A partir desta terminologia é que muitas pessoas estão enganadas, porque eles entendem que o movimento é simplesmente para oferecer orações especiais e intensificar a devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade; se esses fins e os efeitos consequentes fossem verdadeiros, eles superariam em muito aqueles produzidos pelos sete sacramentos instituídos por Jesus Cristo.

Mas isto não é assim; as pretensões deste movimento passam por outros caminhos, como veremos, o Movimento Carismático e a Igreja Católica não combinam. Como demonstraremos neste trabalho, se a Igreja é verdadeira, então o pentecostalismo é falso, e vice-versa, se o pentecostalismo for verdadeiro, a Igreja Católica é falsa; mas como  Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana não pode ser falsa, segue-se que o pentecostalismo é falso e deve ser rejeitado, não só como um movimento eclesial, mas como uma espécie de culto de uma pseudo-religião, que lamentavelmente está infiltrada no próprio seio da Noiva de Cristo.

SOBRE A IMENSIDÃO DO PEQUENO!


Por Airton Vieira*

O problema com este texto serão os superlativos. Seria imensamente difícil simplificá-los para traduzir o que aqui vai dito, e que não merece pouca atenção.

Pensando bem, é assombrosamente mais difícil apequenar o imenso que agigantar o pequeno, o que é lei natural nas coisas. Todos sabemos que a Sequoia-gigante foi um dia semente anã, mas jamais se teve notícia do contrário; ao menos nos últimos 4.700 anos, que é, ao que consta, a idade da mais anciã.
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Hoje é Quinta-feira Santa. Esta Quinta, diferente de todas as outras quintas do ano, agrandou-se pela lembrança do fenômeno de maior magnitude que se tenha conhecimento no universo: a “particularidade de um Deus”!

Para ficar em dois exemplos.

Houve um pequeno (de simples que era) santo francês por nome João Maria Batista Vianney. O alcunharam O Cura (Pároco) de Ars, apostrofado Cura d’Ars. Este sacerdote um dia disse que se o sacerdote soubesse o que era o sacerdócio morreria de felicidade; o que não ocorreu (morrer de felicidade quando soube o que era o sacerdócio) devido a uma graça especial, assim como aquela de Moisés, que viu a glória de Deus e não morreu de contente.

terça-feira, 16 de abril de 2019

FALAM OS EXORCISTAS – PARTE III



Nota do tradutor – Com as postagens a seguir, intituladas “Falam os exorcistas”, pretende-se proporcionar aos leitores informação sobre um tema cada dia mais premente, o da influência demoníaca na vida do ser humano, responsável pela quase totalidade dos males hodiernos. O intuito é o de entender como o satanismo especialmente a partir das últimas três centúrias, vem dominando praticamente todas as esferas da vida humana, da religiosa à civil, trazendo consequências a nível individual, familiar e coletivo; isto dito por quem lida direta e indiretamente com os “dominadores deste mundo tenebroso” (Ef VI, 12). As informações, necessárias a todos, crentes e não crentes, servirão para nos colocar diante da verdade: sobre nós e sobre os que nos cercam; tendo em conta o revelado à Santa Brígida da Suécia, que a Igreja utiliza em sua liturgia: “(...) Suplico-Vos, meu Salvador, livrai-me de todos os meus inimigos visíveis e invisíveis e fazei-me chegar, com vosso auxílio, à perfeição da salvação eterna”. É disto que se tratará nas postagens a seguir, vindas em boa hora para que a Verdade possa de fato libertar os – cada vez crescentes – milhões de cativos mundo afora, mesmo fora das prisões institucionais; portanto, eu, você, e tantos mais.
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Os níveis de combate espiritual – parte 2
R.P Chad Ripperger*

(...) Este aspecto cultural é um ponto chave porque há um falso entendimento de Liberdade Religiosa.
1º - a religião é a sub-virtude da Justiça. A religião é a virtude pela que dás a Deus o devido (culto). Desta forma, tecnicamente falando NÃO pode haver “liberdade religiosa” que não seja para Deus. Os satanistas e os bruxos dirão: “bem, isso não é liberdade para a minha religião”. Ocorre que NÃO é uma religião. A chamam assim, mas não é a verdadeira religião. Assim que este é o problema. O fato é que uma das razões pela que temos um falso entendimento da liberdade religiosa e o que acaba passando é que os satanistas – e os vemos – a estão usando para demandar contra o Estado para tratar de promover o aborto, porque o aborto para eles é como um “sacramento”. Deste modo é que isto se mete na cultura e depois é difícil sair. Nossa cultura está em uma situação particularmente precária.

Sob [as ordens de] Satanás estão o que chamamos 5 generais. Os cinco generais são cinco demônios que hierarquicamente estão sob Satanás, são os que executam seus planos. Em alguns casos os chamam a discussão, porque é basicamente a porta por onde se dividem certas coisas. O primeiro demônio abaixo dele é Baal... Satanás é de fato o demônio da impureza, porém Baal é o demônio da impureza. Sua função é fazer com que as culturas caiam sob a impureza: primeiro pela fornicação, pois uma vez estabelecida a fornicação, o que passa é que o ato procriativo, que está ordenado para os filhos, está perdido. Desde então se levanta a ideia de que o sexo deve ser recreativo e pode ser usado por qualquer coisa que nos dê prazer, que isto está bem. Baal realiza o trabalho baseado – o vemos em nossos dias –, no movimento do “amor livre”, que estabeleceu a base; a próxima coisa que trata de fazer é – ainda que em nosso país seja algo extraordinário – o que lemos em São Paulo: “Deus os entregou às suas paixões vergonhosas, e homens dormem com homens, e mulheres com mulheres” (Rom I, 26), que basicamente significa que uma vez que os espíritos de fornicação entram dentro – e não sei se notaram, no “novo rito” removeram [a súplica] ‘Do espírito de fornicação: Livrai-nos Senhor!’, da litania dos Santos –, ao mesmo tempo em que o movimento de “amor livre” é deliberado. Ora, o que pedimos em nossas orações é o que recebemos. Se não rezam por isso (libertação do espirito de fornicação), não o terão.

Então com isso o que sucedeu é que os três próximos demônios apareceram. Asmodeu é o demônio da homossexualidade nos homens; há também o demônio Leviatã[1], que é o demônio da homossexualidade, porém de tipo masculinizado. Estas são as mulheres que têm os saltos pesados, dizemos. Depois está o espírito de Lilith, que é a mais sedutora forma de homossexualidade feminina. Depois destes vem a tendência da cultura, que de passagem... olhem as culturas, todas as culturas estão empurradas a esta direção. Assim que, historicamente não só a nossa [cultura], mas é a forma em que progride: uma vez que fornicas vem a contracepção e o fruto disto é a homossexualidade e depois o aborto. 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Outro ato de terrorismo anticristão na Europa



Um dia depois que o Estado Islâmico pediu a seus seguidores na Europa para atacar símbolos cristãos, a catedral de Notre Dame de Paris, um dos monumentos mais emblemáticos da capital francesa, está sofrendo um incêndio. As autoridades francesas estão escondendo a origem do evento.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

FALAM OS EXORCISTAS – PARTE II


Nota do tradutor – Com as postagens a seguir, intituladas “Falam os exorcistas”, pretende-se proporcionar aos leitores informação sobre um tema cada dia mais premente, o da influência demoníaca na vida do ser humano, responsável pela quase totalidade dos males hodiernos. O intuito é o de entender como o satanismo especialmente a partir das últimas três centúrias, vem dominando praticamente todas as esferas da vida humana, da religiosa à civil, trazendo consequências a nível individual, familiar e coletivo; isto dito por quem lida direta e indiretamente com os “dominadores deste mundo tenebroso” (Ef VI, 12). As informações, altamente necessárias a todos, crentes e não crentes, servirão para nos colocar diante da verdade: sobre nós e sobre os que nos cercam; tendo em conta o revelado à Santa Brígida da Suécia, que a Igreja utiliza em sua liturgia: “(...) Suplico-Vos, meu Salvador, livrai-me de todos os meus inimigos visíveis e invisíveis e fazei-me chegar, com vosso auxílio, à perfeição da salvação eterna”. É disto que se tratará nas postagens a seguir, vindas em boa hora para que a Verdade possa de fato libertar os – cada vez crescentes – milhões de cativos mundo afora, mesmo fora das prisões institucionais; portanto, eu, você, e muitos mais.
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Os níveis de combate espiritual – parte 1[1]
R.P Chad Ripperger*

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ok, o que significa isso? Que Deus permite aos demônios a batalha espiritual, inclusive sugerindo coisas boas a pessoas boas, para causar-lhes dano. Esta é uma das razões que moveram os Santos a falar sobre o dom do Espírito Santo de CONSELHO. O dom de Conselho é aquele pelo qual sabemos o que fazer e o que não fazer no combate espiritual, e em outras coisas, sendo, por isso, uma das coisas que podemos pedir [a Deus]. Mas também temos de ter certa humildade para nos dar conta de que às vezes seremos usados como uma pomba, nesta situação particular, e temos de ter certa humildade para saber que os demônios podem inclusive colocar certas ideias boas em nossa cabeça, que às vezes começam de forma muito sutil.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Confirmada a próxima aparição do "Anticristo"

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O Anticristo. Pintura de Signorelli (entre 1499 e 1502, na capela da Madona de São Brício, Catedral italiana de Orvieto)

 

Por Damián Galerón*

 

Introdução

É possível, e mesmo provável, para alguns seguramente certo, que o texto a seguir escandalize. Esses assim reagirão por que ignoram. Ignoram as Escrituras, a Tradição e o Magistério, ao menos acerca do que aqui se trata: [no dizer do Pe. Leonardo Castellani, sacerdote-profeta que mereceu um singular elogio do Santo de Pietrelcina] a Esjatologia, assim, com “j”: o estudo das últimas coisas [do grego esjatós].

Por isso, mais que uma nota, optei por introduzir este texto por esta Introdução, também para justificar esta postagem intermediária entre a série de postagens sobre a influência demoníaca na vida atual. Primeiro, porque soube deste vídeo após a postagem de “Falam os exorcistas – parte I”; segundo, porque parte do que aqui é tratado está para ocorrer nesta próxima terça (09); e terceiro, porque um tema está visceralmente ligado ao outro, uma vez que falar das Bestas da Terra e do Mar (Ap XIII) é falar de seu “pai”, o Dragão.

Por isso, o intuito desta Introdução será o de apenas lembrar aos que lerão estas linhas, que o que aqui vai dito não é [ao menos não deveria ser] surpresa, pois já nos foi avisado há pelo menos 2000 anos. Na verdade, mais. Mas, da mesma forma como “nos tempos de Noé...” também aqui muitos não quererão dar ouvidos, por pensar que “consigo não”. O que quero dizer é que sempre esperamos lamentar a morte do desconhecido, antes que a do vizinho mais distante, e a deste antes que a do mais próximo; e a deste, antes que a nossa própria; o que no caso em pauta é o mesmo que dizer que não esperamos os acontecimentos aqui ventilados como ocorrendo, não amanhã ou depois, mas hoje... mesmo AGORA. E que a nós também nos atinjam.

É preciso esclarecer – como tudo hoje em dia – que em momento algum o autor do texto falará de certezas. Ventilará possibilidades, mas com base em argumentos, e argumentos nada desprezíveis, especialmente aos que foram agraciados com o sacramento do Batismo, e sabem o que significa, e tentam seriamente dele fazer jus.

Por fim, como falei em Escrituras, Tradição e Magistério, lembro, aos que lerão as linhas a seguir – e que advirto o fazerem somente se estiverem imbuídos de um entranhado espírito de piedade, humildade e seriedade para com a Revelação divina – que não deixem estas palavras serem apenas uma “informação” a mais. As indicações de fontes e leituras ao final, dentro das possibilidades de cada um, que as procuremos, pois somente há duas possibilidades, e sendo elas quais forem, sairemos ganhando se não continuarmos negligenciando a história de nossa salvação, “porque os dias são maus” (Ef V, 16): ou estamos de fato da iminência dos fatos, ou eles estão reservados ao futuro... mas um futuro nada distante.

De uma forma ou outra, precisamos, com a premência e seriedade que exigem, nos debruçar sobre os temas esjatológicos, pois se tratam de PROFECIAS, que são “lâmpada para os meus pés... e luz para o meu caminho” (Sl CXVIII, 105). Valendo para os leigos, vale especialmente para os clérigos, que são os pastores do rebanho, que há muito anda disperso e perdido. Não o digo eu, o dizem as colunas da Igreja: “Não desprezeis as profecias. Examinai tudo, retém o que for bom...” (1 Tes V, 20s); “Porque a profecia nunca foi dada pela vontade dos homens, mas os homens santos de Deus (é que) falaram inspirados pelo Espirito Santo.” (2 Pe I, 21); “Bem-aventurado aquele que lê, e ouve as palavras desta profecia, e observa as coisas que nela estão escritas; porque o tempo (da sua realização) está próximo.” (Ap I, 3).

Deus, “pela boca de seus profetas”, não bastassem as Escrituras, como prometido, também nos falou de forma privada, ora pela boca os Santos, ora pela da “Santa das santas”, a Santíssima Virgem Maria. E como diz São Vicente Ferrer, apesar de ter dito que ninguém sabe o dia e a hora, não nos escusou de interpretar [lógico, não segundo o “livre exame” luterano] os sinais dos tempos, chamando aos que não o fazem “hipócritas”.
Nossa senhora Auxílio dos Cristãos: rogai por nós!
Que viva Cristo Rei!
O tradutor
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quarta-feira, 3 de abril de 2019

FALAM OS EXORCISTAS – PARTE I


Nota do tradutor – Com as postagens a seguir, intituladas “Falam os exorcistas”, pretende-se proporcionar aos leitores informação sobre um tema cada dia mais premente, o da influência demoníaca na vida do ser humano, responsável pela quase totalidade dos males hodiernos. O intuito é o de entender como o satanismo especialmente a partir das últimas três centúrias, vem dominando praticamente todas as esferas da vida humana, da religiosa à civil, trazendo consequências a nível individual, familiar e coletivo; isto dito por quem lida direta e indiretamente com os “dominadores deste mundo tenebroso” (Ef VI, 12). As informações, altamente necessárias a todos, crentes e não crentes, servirão para nos colocar diante da verdade: sobre nós e sobre os que nos cercam; tendo em conta o revelado à Santa Brígida da Suécia, que a Igreja utiliza em sua liturgia: “(...) Suplico-Vos, meu Salvador, livrai-me de todos os meus inimigos visíveis e invisíveis e fazei-me chegar, com vosso auxílio, à perfeição da salvação eterna”. É disto que se tratará nas postagens a seguir, vindas em boa hora para que a Verdade possa de fato libertar os – cada vez crescentes – milhões de cativos mundo afora, mesmo fora das prisões institucionais; portanto, eu, você, e muitos mais.

†
«O exorcista» e São Miguel Arcanjo
Por
 Germán Mazuelo-Leytón

12/03/2019

Tradução de Airton Vieira – O filme «O exorcista» de 1973, levado às telas sobre um roteiro de William Peter Blatty, se inspirou em um fato verídico de possessão diabólica em um menino de 13 anos, conhecido pelos pseudônimos Robbie Mannheim ou Roland Doe. Os detalhes do exorcismo foram registrados no livro Possessed de Thomas Allen.
I. Setenta anos atrás: Dominus
Robbie, era filho único. Em janeiro de 1949 uma tia, espiritista, com a que possuía um trato próximo lhe ensinou a usar o tabuleiro Ouija.
Pouco depois os pais de Robbie se deram conta que em torno a seu filho sucediam coisas estranhas como ruídos inexplicáveis em sua habitação, som incessante de gotejamento de água e mais tarde um ruído de arranhões como garras raspando madeira, movimento de mesas e objetos, alguns dos quais eram lançados pelos ares. Quase ao mesmo tempo sua tia Harriet morreu e Robbie começou a usar durante horas e horas a Ouija como um meio para contatá-la. Sucessivamente se deram anormalidades físicas alarmantes no corpo de Robbie: marcas de arranhões, vermelhidões e contusões, aparecidas sem nenhuma razão aparente.
Mais inquietante ainda foi a transformação de sua pessoalidade. O adolescente retraído e taciturno, se tornou repentinamente agressivo com frequentes arroubos de ira e birras violentas dirigidas a seus pais. Robbie começou a falar em latim, uma língua que não tinha como tê-la aprendido. Foi então quando seus pais decidiram que necessitavam ajuda. Tentaram quase tudo sem resultados. Como protestantes acudiram a seu pastor, quem considerava o exorcismo uma relíquia da Idade Média.
Finalmente acudiram à paróquia católica próxima a sua casa. O sacerdote Albert Hughes foi escolhido para ajudar os angustiados pais, mas resultou ser totalmente inadequado para a tarefa. Ao fracassar em sua tentativa de liberar o adolescente da possessão, lhes sugeriu que o hospitalizassem.
Transferiram sua residência a Saint Louis, Missouri, onde um familiar lhes animou a falar com o Padre Raymond J. Bishop, quem por sua vez o fez com o Padre William Bowdern S.J. Ambos visitaram a casa da família onde foram testemunhas dos fenômenos. Este último indicou o Padre Bishop que tomara nota do que estava sucedendo com o rapaz, graças ao qual se tem conhecimento detalhe a detalhe de como foi o exorcismo de Robbie.
O Pe. Bowdern, finalmente foi designado pelo arcebispo de Saint Louis para realizar o exorcismo, o sacerdote que foi descrito por um companheiro jesuíta como totalmente intrépido, foi assistido pelos sacerdotes Walter Halloran e William Van Roo.
Desde sua primeira visita à casa em 11 de março de 1949, o Pe. Bowdern pôs Nossa Senhora de Fátima no centro de sua luta,[1] e foi justamente esse dia quando o sacerdote exorcista contou a Robbie acerca de como três meninos de sua idade receberam o privilégio especial de ver a Mãe de Deus cujo nome é Maria. Isto ajudou a explicar a Ave-Maria ao menino, que não era católico.
A história de Fátima fascinou o adolescente e o padre Bowdern a repetiu várias vezes durante os seguintes trinta e oito dias. Isto levou a Robbie a perguntar mais sobre a fé católica que finalmente o levou a sua conversão e mais tarde à de seus pais.
Em 23 de março começou sua preparação à recepção do Batismo, sacramento que recebeu em 1 de abril e no dia seguinte a Primeira Comunhão.
Depois de seu batismo, os demônios que possuíam Robbie se tornaram mais violentos. Trasladado o menino a um sector do Alexian Brothers Hospital, foi possibilitado ao sacerdote exorcista privacidade e proximidade com ele.
O Irmão Diretor do Hospital pôs uma estátua de Nossa Senhora de Fátima cerca próximo ao quarto, e posteriormente outra de São Miguel Arcanjo na própria habitação.
O Pe. Bowdern durante todo o processo do exorcismo havia refletido sobre algo que o diabo tinha pronunciado no início com voz gutural: não me irei até que se pronuncie certa palavra, e não permitirei que este menino o diga.
Durante as semanas seguintes, o exorcista e seu assistente suportaram indizíveis insultos, blasfêmias, linguagem suja e violência dos demônios que possuíam o menino, incluso a fratura do nariz do Pe. Halloran.
Cada vez que o espírito maligno se manifestava em Robbie, a voz do menino se distinguia por seu tom cínico, áspero e diabólico, no entanto, na segunda-feira de Páscoa às 22:45, a voz do rapaz mudou-se em tons claros e dominantes que não causaram temor. Um augusto personagem disse: Satã! Satã! Sou São Miguel e te ordeno a ti e aos outros espíritos malignos, que abandonem imediatamente este corpo em nome de Dominus, Agora, agora, agora!»[2]
Em seguida Robbie teve as mais violentas convulsões de todo o exorcismo, ao final se acalmou e disse aos que rodeavam sua cama: se foi.

quinta-feira, 21 de março de 2019

De 4.000 a 5.000 sacerdotes celebram, atualmente, a Missa Tradicional em todo o mundo


Tradução de Airton Vieira – Se trata, por suposto, tão somente de uma estimativa feita por Christian Marquant para a associação litúrgica francesa “Paix liturgique”.
Esta cifra abarca os seguintes subgrupos:
1.      Cerca de 760 sacerdotes pertencentes à Fraternidade de São Pio X (FSPX) e a comunidades religiosas vinculadas.

domingo, 17 de março de 2019

O caso de Pell e as finanças vaticanas




Nota do tradutor: fiz uma pequena pausa em meu jejum (internético) quaresmal para traduzir esta matéria: questão de justiça, caridade e amor à verdade. Rezemos por mais este mártir de nossos tempos obscuros, e sujos.

Tradução de Airton Vieira – O caso do cardeal George Pell, prefeito de Economia da Santa Sé até uns dias, tem desconcertado muita gente. Condenado na Austrália em 27 de fevereiro passado por abusos sexuais supostamente perpetrados há duas décadas, o cardeal permanece na prisão, até hoje à espera de apelação, plenamente isolado durante 23 horas ao dia e sem possibilidade de celebrar missa.
Por que digo que ‘tem desconcertado muita gente’? Porque as acusações vertidas contra ele são inverossímeis. Há algo estranho em todo o processo, algo que não encaixa. Assim o entende, por exemplo, o prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Gerard Müller: ‘As acusações contra ele são absolutamente incríveis, impossíveis. Carecem de provas; estão contra toda evidência’.
Esta opinião do cardeal Müller, relegado por Francisco a um segundo plano, é compartilhada por alguém que hoje goza de grande influência no Vaticano, um membro do famoso G9. Em um encontro, há uns meses, um importantíssimo cardeal, muito próximo ao Papa Francisco, me transmitiu suas suspeitas sobre o caso: segundo ele se poderia tratar de um ardil da máfia vaticana para frustrar as reformas econômicas que Pell estava impulsando eficazmente em seu cargo.
Me refiro a esta questão em InfoVaticana: “Pell y las malditas finanças vaticanas”
O passado, infelizmente, reforça o fundamento das suspeitas sobre o processo ao cardeal. Muitas das pessoas que procuraram sanear as finanças vaticanas tem sofrido a mesma sorte. Por um motivo ou outro, seu empenho se viu frustrado.
Pensemos em Gotti Tedeschi, Vallejo-Balda e Libero Milone. O primeiro foi destituído em 2012 sem o beneplácito de Bento XVI – a quem, entretanto, atribuíram a decisão de destituí-lo –; o segundo foi submetido a uma feroz caçada, prisão incluída, e o terceiro foi ameaçado pelo establishment vaticano até que o empurraram a se demitir.
Poderíamos sustentar que tudo é fruto de uma terrível casualidade, que todas estas pessoas que trataram de purgar as finanças da Santa Sé, os quatro com extraordinária eficácia em seu campo, segundo todas as fontes, compartilham uma irreprimível tendência ao vício. O problema é que, para sustentar isto, faz falta muito mais fé, visto com perspectiva como vão decaindo as acusações contra Gotti Tedeschi ou Vallejo Balda, que para sustentar que há uma série de pessoas às que não convém a transparência das contas vaticanas (e que atuam em consequência).
Minha conclusão é a que já expus em InfoVaticana. Tudo aponta a que, por trás do processo contra Pell, há exatamente o mesmo que por trás da demissão forçosa de Milone, a surrealista destituição de Gotti Tedeschi da que o Papa se inteirou pela televisão, e a perseguição contra Vallejo Balda: o intento de manter intacta a atual opacidade e putrefação das finanças vaticanas.
Um forte abraço
Gabriel Ariza Rossy


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sexta-feira, 1 de março de 2019

APOCALYPSE: NOW OR NWO? THAT [STILL] IS THE QUESTION!

Por Airton Vieira*




... é um ponto no tempo onde as pessoas precisam fazer uma ruptura dura, de algumas dessas ferramentas...

O trecho acima foi extraído do vídeo indicado ao final, que fala sobre como já estamos enredados na tarrafa da tecnologia infernal, que dos singelos jornais e periódicos chegou ao 5G, essa coisa com nome de monstro tipo Godzilla. O vídeo traduz muito do que muitos de nós estamos não só vivenciando, o que é evidente, mas percebendo e sentindo [e nisso concordes], embora permitindo-nos enredar por este moderno monstro, ou vício. É que o vício, segundo o Alexander Pope, é “um monstro de aspecto tão horrível que basta vê-lo para detestá-lo. Mas olhá-lo por demais acostuma-nos com seu rosto. Tolerado inicialmente, em seguida nos dá pena, por fim se o abraça”.

E é onde estamos com o monstro da tecnologia, isso, quem a ele tem acesso e está, como eu ou quem me lê, em seu raio de alcance.

E raio de alcance lembra Santo Agostinho, para quem o diabo é um cão raivoso, no entanto atado à corrente, e que por isso morde só quem a ultrapassa. Mas, raios!, é justo como estamos: já bem mordidos, de curiosos e futriqueiros que somos..., que digo?, devorados!, porque o diabo é também leão que ruge buscando a quem devorar. E como tem devorado...

Há coisa pior, porém, e é determinado tipo de masoquismo romântico já entranhado. 

Estraçalhados que vamos ficando, sentimos prazer não ao modo de S. Inácio, que quis ser trigo de Deus[1]. Gostamos de oferecer nosso abraço amigo, ao inimigo. Dar a vida a quem nos quer mortos, eternamente. Morrendo antes de morrer, mortos vivos como os zumbis, ou as crianças desta ilustração, anos luz distantes e dissociados da dignidade com que nos dotou o Criador, que nos fez “... pouco inferior aos anjos...” (Sl VIII). Desta dignidade já nem sombra...